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Formula 1: Canadá, em corrida morna Vettel chega a 50ª vitória e reassume a ponta no campeonato.

Formula 1: O Alemão da Ferrari fez uma corrida consistente e em nenhum momento foi ameaçado, ainda viu Lewis Hamilton chegar apenas em quinto, o que lhe garantiu a liderança por um ponto no mundial de pilotos.

 

Largando na pole position Vettel manteve a ponta e nem mesmo com a intervenção do Safety Car pelo acidente entre Stroll e Hartley, agrupando os carros novamente, o Finlandês Valteri Bottas chegou a ameaçar sua liderança. Verstappen também não pressionava Bottas e nem era pressionado por Hamilton e assim permaneceram até a volta 17 quando o Inglês da Mercedes foi chamado precocemente para o Box. A RBR marcando a Mercedes também chamou Max Verstappen para a troca dos pneus hipermacios pelos supermacios, mesma opção feita pela Mercedes que havia largado com os ultramacios, dando a nítida impressão de que ambos estariam numa estratégia de duas paradas.

Na volta seguinte foi a vez de Ricciardo parar e calçar os supermacios, e na parada acabou ganhando a posição de Hamilton e ali se manteve.

A Ferrari de Vettel vinha num ritmo muito forte mantendo uma media de 4 a 5 segundos à frente de Bottas que parecia não ter equipamento para ameaçar ou estava contente com a segunda posição, pois ali se manteve sem muita ação.

Vettel e Bottas se mantiveram na pista até a volta 33 com os compostos hipermacios e ao serem chamados para a troca restava a expectativa de que Verstappen, Ricciardo e Hamilton ainda precisariam fazer uma segunda troca o que acabou não acontecendo e jogando um balde de água fria em uma corrida que já era sem graça, mas sobre isso falo logo mais…

Pouca coisa a se destacar, talvez o fato de Leclerc novamente levar a Alfa Romeo Sauber novamente aos pontos, o fato de Grosjean passar despercebido em uma corrida e até mesmo o Espanhol que comemorava seus 300 GPs, nada teve a comemorar, pois teve de abandonar a prova com problemas em sua McLaren.

Opinião Regii Silva: 

Mesmo os mais entusiasmados e apaixonados fãs da Formula 1 vão concordar que foi uma corrida monótona, a terceira seguida, pois os GPs da Espanha e Mônaco também passaram longe da emoção.

A pista do Canadá com duas zonas de DRS, sendo uma delas a longa reta que antecede o “S” do muro dos campeões teve pouquíssimas ultrapassagens, e o que se esperava que fossem algumas trocas de posições durante as paradas também não aconteceu.

A escolha dos pneus é um caso a parte, de que adianta meia dúzia de compostos a serem escolhidos se mesmo os compostos hipermacios acabaram durando 33 voltas na Ferrari e Mercedes de Vettel e Bottas? E de que adianta um composto dito como supermacio que acabou durando 53 voltas, ou seja, quase um GP inteiro?

Creio eu que quando os Engenheiros da Pirelli desenvolveram um pneu “hipermacio” fosse para que este tivesse um desempenho excelente num curto numero de voltas, e mais, que este acabasse se deteriorando e obrigando a troca, isso daria uma dinâmica maior para as corridas e posições seriam trocadas constantemente durante estas trocas. Porem, quando colocam a disposição uma gama muito grande de opções e poucas diferenças de desempenho entre estas, e pior, qualquer uma destas tendo uma durabilidade muito grande, isso torna a corrida monótona como foi hoje.

Quando, tanto faz o composto usado, qualquer carro faça apenas uma parada, cai por terra todo o desenvolvimento e voltamos a época em que os compostos eram iguais e a troca “única” era obrigatória.

Em resumo, nem DRS, nem Hiper, Ultra ou Super, nada consegue fazer com que a Formula 1 consiga ser constante, são altos e baixos, corridas espetaculares seguidas de corridas monótonas, até quando?

 

Por Regii Silva – Planeta Velocidade / Fotos F1.com

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