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Fórmula 1: Circo desembarca em Suzuka, mas o assunto ainda é Soshi.

Fórmula 1: Ainda sob a “ressaca” de Sochi, Mercedes e Ferrari tentam focar em Suzuka, mas na coletiva de imprensa o assunto foi um só.

 

Lewis Hamilton e Sebastian Vettel bem que tentaram mudar de assunto, mas a “ordem” de Toto Wolf para que Valtteri Bottas desse passagem ao Inglês e com isso vencesse a corrida abrindo 50 pontos na liderança do Mundial de Pilotos. Durante a coletiva de imprensa houve um verdadeiro bombardeio dos jornalistas sobre Hamilton que não se esquivou em opinar sobre o assunto.

“Desde o momento que aconteceu até hoje ainda é algo que tenho pensado muito. Não é algo que dê para simplesmente esquecer, mas é preciso aceitar e seguir em frente” Afirmou Hamilton.

Ainda sobre a condição de Bottas, Hamilton continuou;

“Como todo mundo estou dividido sobre isso. Eu estive na fábrica segunda-feira e tenho certeza que a metade das pessoas lá tinham a mesma sensação, mas no geral recebi um grande apoio. Posso dizer que a equipe permaneceu unida neste episodio. Nos fizemos um Brinde a Valtteri na fabrica, 900 pessoas estavam lá e foi incrível”. Concluiu.

Sebastian Vettel também foi questionado sobre o “jogo de equipe”, desta vez insinuando se fariam o mesmo caso houvesse oportunidade.

“É um tema delicado pelos motivos que vimos no fim de semana passado. Nos não estamos na mesmo posição que a Mercedes. É mais uma pergunta para a Equipe que para mim”. Respondeu Vettel.

Quando questionando se o momento é de partir para o “tudo ou nada”, Vettel evitou falar em desespero do time Italiano.

“Não gosto do “agora ou nunca”, não vejo muito sentido. O segredo até agora era não contar, não sabia que faltavam cinco corridas. Suzuka é minha pista favorita, não vou destruir meu fim de semana pensando em coisas que prejudiquem meu desempenho”. Concluiu o Alemão.

 Opinião Regii Silva:

Ler nas entrelinhas, este é o exercício que se deve fazer para interpretar o que disseram Hamilton e Vettel em suas entrevistas.

Hamilton, visivelmente incomodado com a situação e as perguntas ainda sobre a “ordem de Toto”, foi sincero ao dizer que se sente dividido, afinal, foi algo que o beneficiou, mas como resultado pratico, poderia ter tido o mesmo final sem o desgaste que ele e a Mercedes tiveram.

Dizer que brindaram a Bottas na fabrica pode parecer bonito e até comovente, mas Formula 1 é resultado, o que lembraremos daqui alguns anos é da vitoria de Hamilton e não das circunstancias, muito menos que um dia brindaram ao Bottas, em 2020 o segundo piloto da Mercedes será Ocon e não há brinde que mude isto.

Se Hamilton está se sentindo incomodado, isso passa, e se pretende não passar por isso novamente, basta se manter à frente do companheiro que jamais voltará a ganhar posição de graça.

Já Sebastian não pode se declarar contra o “jogo”, pois ele mesmo a partir de agora depende de todos os artifícios possíveis para se manter na luta pelo título, inclusive precisa contar com alguma quebra do inglês, pois não basta mais apenas vencer as corridas que restam.

O Piloto Alemão e a Ferrari deveriam sim partir pro “agora ou nunca” e isso já devia ter acontecido a pelo menos duas corridas atrás, agora, faltando apenas cinco corridas, creio que tanto Vettel quanto Ferrari estão mais para “nunca ou nunca”.

Fotos F1.com

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