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NASCAR – Entenda a regra do overtime.

No último final de semana, não só a prova da NASCAR Xfinity Series, em Iowa, como também a da Moster Energy NASCAR Cup Series, em Pocono, foram finalizadas mediante a utilização da regra do overtime.

A imprensa, de forma generalizada, se limitou a informar que ambas as etapas terminaram em prorrogação, sem contudo explicar a regra e o motivo pelo qual ela acontece.

Mas para nós do PLANETA VELOCIDADE a compreensão plena de nossos leitores sobre as modalidades de esporte a motor que amam é uma obrigação.

Então vamos lá.

Relembrem uma situação de corrida em que dois ou mais pilotos estão disputando de forma plena a vitória da etapa de uma categoria qualquer a motor, a poucas voltas do final da prova.

Então um carro do pelotão final ou intermediário sofre um acidente e provoca uma bandeira amarela, suspendendo o curso da prova e encerrando a mesma sob o comando do safety car.

Ou seja, uma linda e emocionante competição, que prometia uma disputa intensa pela vitória da prova foi tristemente interrompida, a fim de que os competidores cruzem a linha de chegada em fila indiana, guiados pelo carro de segurança.

Não seria muito decepcionante?

Vale lembrar que tal situação ocorreu na Indy 500 de 1989 com Emerson Fittipaldi, e também com Tony Kanaan em 2015.

Foi justamente para acabar com esse tipo de frustração e pensando em seus fãs que a NASCAR criou a regra do overtime.

Tal regra consiste na realidade de que, toda situação de bandeira amarela que vier ocorrer perto do final da prova provocará imediatamente uma prorrogação de 2 voltas.

Ou seja, quando a pista for liberada e as condições de corrida estiverem restabelecidas, independentemente do número de voltas que superaram as previstas para aquela etapa, os pilotos deverão relargar para percorrer duas voltas de prorrogação, a fim de que a prova termine em bandeira verde, mantendo assim a competição.

Na prática, os pilotos cruzam a linha de largada/chegada recebendo uma bandeira verde em uma volta, bandeira branca na próxima e quadriculada na seguinte, o que explica o nome que esta regra possuía anteriormente, qual seja, green-white-checkered (G-W-C).

Mas não termina por aí!

Se uma outra bandeira amarela for acionada antes do líder da prova receber a bandeira branca, que indica a última volta da competição, um novo overtime será acionado e acontecerá outra relargada para mais duas voltas de competição, independente do número de voltas que esta segunda bandeira amarela demorou.

A título de exemplo, suponhamos que em uma prova da Monster Cup em Bristol, onde são previstas 500 voltas, um acidente ocorra no giro 497 e a prova sofra uma bandeira amarela que dura 11 voltas.

Mesmo os pilotos tendo dado 508 voltas na pista (8 a mais do que o previsto para a prova), haverá relargada para mais duas voltas em bandeira verde.

Se outra amarela for acionada antes do líder abrir a última volta, o overtime se repetirá, mesmo que a nova amarela dure diversas outras voltas e independente dos giros previstos para a prova

A NASCAR repetirá este procedimento tantas vezes quanto forem necessárias, sem limitação, em todas as suas três principais categorias (Truck Series, Xfinity Series e Monster Cup)

Caso a bandeira amarela acionada na última volta, ou seja, após a bandeira branca, a prova é encerrada normalmente, seja em situação normal de prova, seja durante um overtime.

Teremos novos encontros durante o calendário da temporada e estaremos sempre trazendo novidades, informações e curiosidades, na medida em que elas forem surgindo.

Até lá!

 

Alex Leonello Teixeira

Twitter: @alexleonello

 

Fonte: Divulgação/Internet

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