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NASCAR – Sweet home Alabama.

NASCAR : Aos mais atentos fãs dos clássicos do rock`n roll, o tema aqui proposto faz menção direta ao grande sucesso da banda norte americana Lynyrd Skynyrd.

A referência foi proposital e, a meu ver, se encaixa mais do que perfeitamente com a grandiosidade do que temos a narrar daqui por diante.

Neste próximo final de semana (13 e 14/10), e se o céu estiver azul como anuncia a canção, a Camping World Truck Series e a Monster Energy NASCAR Cup Series chegam novamente ao estado do Alabama, para mais uma de suas etapas válidas pelos playoffs e o palco não poderia ser maior, mais veloz, mais místico e mais imponente do que o super oval de Talladega!

Inaugurado no ano de 1969, o Talladega Superspeedway foi construído no local onde existia uma base da força aérea norte americana é o resultado de um esforço desprendido por Bill France, fundador da NASCAR.

A população do estado do Alabama, já apaixonado pelas corridas de stock car proporcionadas pela NASCAR, postulavam a existência de um super oval que pudesse ser mais rápido do que o tão conhecido superspeedway de Daytona, berço daquela categoria automobilística de notória importância nacional, cuja história completa merece ser contada pelo PLANETA VELOCIDADE de forma individual, em um artigo futuro e específico.

Com o fim das obras, o estado do Alabama ganhou um circuito maior (2,66 milhas de extensão) e mais largo que o de Daytona (que possui 2,5 milhas), tornando-o o superspeedway muito mais rápido.

A título de curiosidade, a maior velocidade mundial obtida em um carro de stock car ocorreu com um carro da NASCAR, no circuito de Talladega, no ano de 1987, quando o campeão Bill Elliott atingiu a impressionante marca de 212,809 milhas por hora (cerca 342,843 km/h).

Depois disso a NASCAR criou as famosas placas restritoras que limitavam a potência dos carros e que serão banidas a partir da temporada de 2019, como já restou anunciado pelo PLANETA VELOCIDADE através do artigo contido no link NASCAR ANUNCIA MUDANÇAS NOS MOTORES E NO PACOTE AERODINÂMICO DOS CARROS PARA A TEMPORADA DE 2019.

Por conta da proximidade dos carros e das altas velocidades que os mesmos atingem constantemente, Talladega é bastante propícia a acidentes múltiplos, onde vários pilotos se envolvem, também conhecidos como big ones, para o terror dos competidores buscam uma vitória para se manterem vivos na disputa dos playoffs.

O circuito e a própria cidade fazem homenagem expressa aos ex-pilotos Bobby Allison, Donnie Allison, Red Farmer, Jimmy Means, Davey Allison, Neil Bonnett, David Bonnet e Hut Stricklin, que se destacaram no cenário automobilístico da região e ficaram mundialmente conhecido como os membros da “Alabama Gang” que contou com a filiação de nada menos que o heptacampeão Dale Earnhardt.

Mas não termina por aí!

Como tudo na NASCAR envolve tradição, patriotismo e história, Talladega não poderia ser diferente e, com um toque de misticismo, encanta ainda mais os fãs e expectadores do mundo todo.

O nome Talladega adveio da planície onde o circuito foi construído que, por sua vez, herdou a nomenclatura de uma tribo indígena que vivia no local até o século XVIII, quando então foi dizimada após uma batalha travada com as forças do exército norte americano.

Achou macabro? Vai piorar!

Alguns relatos de historiadores dão conta de que o local onde hoje se encontra edificado o circuito era antes o cemitério indígena da tribo Talladega.

Não demorou muito para que a notícia levasse a imaginação de muitos a outro patamar, e a maldição daquelas terras, conhecida como “Talladega Jinx”, acabou por trazer algumas histórias até então inimagináveis, como a de Bobby Isaac, no ano de 1973 que alegou ter ouvido vozes durante a corrida que o fizeram encostar seu carro e literalmente abandonar a prova que, ao fim, acabou por vitimar o piloto novato Larry Smith.

Em 1974 vários carros apareceram com seus freios cortados e em 1975 Randy Owens perdeu sua vida.

Davey Allison morreu após a queda de um helicóptero em Talladega, em 1993 e Bob Loga, presidente de um clube automobilístico, faleceu após um acidente no estacionamento da pista.

Tudo isso é só para trazer informação aos nossos leitores, pois, em que pese a proximidade com o feriado do Halloween, a prova deste ano certamente será limpa, bastante disputada e sem qualquer espécie de acidentes que vitimem nossos amados pilotos.

Fica abaixo o gostinho da NASCAR e de Talladega, para aqueles que, como eu, não conseguem se conter até domingo:

Nos vemos no final de semana e, como dizem por lá, “this is Talladega, baby!”.

Até lá!

Alex Leonello Teixeira
Twitter: @alexleonello
Fonte: Divulgação/Internet

 

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