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Retrospectiva NASCAR 2018 – Parte 1 (Daytona, Atlanta, Las Vegas e Phoenix)

A temporada de 2018 estava apenas começando para a NASCAR e algumas mudanças já haviam sido anunciadas, como as aposentadorias de Matt Kenseth e Dale Earnhardt Jr., substituído no carro nº 20 da equipe Gibbs por Erik Jones, transferência de Chase Elliott para o número 9 de seu pai e a subida de William Byron para ocupar o lendário carro 24 da equipe Hendrick e, ainda, a anunciação de Alex Bowman para pilotar o carro 88.

O tradicional palco para a abertura das competições, no dia 18/02, era nada menos do que o super oval de Daytona, berço da NASCAR e que contaria com mais uma prova de 500 milhas!

A prova contou com a última participação da piloto norte americana Danica Patrick, a bordo do carro nº 7 da equipe Premium Motorports.

Já em sua estreia no carro nº 88 da equipe Hendrick, Alex Bowman crava a pole position e larga na frente de uma prova que seria bastante tumultuada e repleta de big ones, ao gosto dos amantes da NASCAR.

Tais incidentes acabaram por retirar da prova diversos favoritos, tais como Chase Elliott, Jimmie Johnson, Danica Patrick, Kevin Harvick, Daniel Suarez, Brad keselowski, Alex Bowman, Willian Byron, etc.

Diga-se que um big one no final da prova causou uma bandeira vermelha e, logo após um overtime

Após dar um bump na traseira do carro de Aric Almirola (10), manda-lo para o muro e ultrapassá-lo, Austin Dillon (3) resiste bravamente a os percalços do caminho e surpreende a todos com sua da vitória e da equipe de Richard Childress, na estreia da bolha do Camaro nos carros da Chevrolet.

Vale lembrar que esta foi a primeira vitória do tradicionalíssimo número 3 da NASCAR Monster Cup havia se dado 20 anos antes, nas mãos do intimidador Dale Earnhardt, heptacampeão da categoria, trazendo a todos um grande saudosismo, visto que sua morte aconteceu nesta mesma pista, no ano de 2001.

No dia 25/02 a NASCAR proporcionaria novamente um dos momentos mais bonitos da categoria neste ano, na prova realizada no oval de 1,5 milhas de Atlanta, no estado da Georgia.

Em um final de semana dominante, Kevin Harvick (4) cravou a pole position da prova e, em que pese o atraso para a largada, devido a uma forte chuva que caiu na região do circuito, venceu ambos os segmentos da corrida e cruzou na frente a linha de chegada, conquistando assim a sua primeira vitória na temporada.

Quando todos esperavam que o espetáculo já estava no seu fim, o campeão Harvick ergue sua mão esquerda para fora do cockpit, exibindo ao público os dedos indicador, médio e anelar, em clara referência ao já mencionado e falecido heptacampeão Dale Earnhardt.

Como não poderia deixar de ser os torcedores vieram ao delírio e, aos gritos, aplaudiam o gesto que Harvick acabara de repetir naquela pista, 17 anos depois.

Caros leitores, uso a palavra repetir devido ao fato de Kevin Harvick já ter proporcionado ao público esta cena, no ano de 2001, com justa explicação para isso.

Naquele mesmo ano, na prova da Daytona 500, um acidente tirou a vida de um gigante da NASCAR, Dale Earnhardt, piloto do carro nº 3 da equipe de Richard Childress, chocando todo o país e o mundo da velocidade.

Aliás, foi justamente por conta deste acidente de 2001 que a NASCAR estudou e criou o dispositivo de segurança chamado “hans device”, que se mostrou muito eficiente em evitar lesões na coluna cervical dos pilotos, em caso de acidentes.

Sem nenhum tipo de cerimonia ou restrição, a NASCAR, por tratar-se de um item de segurança, compartilhou com o mundo a sua criação e atualmente todas as categorias de esportes a motor do planeta se utilizam deste dispositivo.

Retomando o nosso assunto, na prova seguinte, sem Dale, Kevin Harvick assumiu o posto na equipe, a bordo do carro 29 e, naquela prova de Atlanta do ano de 2001, após grande duelo e uma chegada fascinante com Jeff Gordon, venceu a corrida.

Tão logo cruzou a linha de chegada, Harvick ergueu sua mão esquerda e vez a mesma reverência ao falecido herói do carro número 3, levando todos os ali presentes às lágrimas.

Dezessete anos mais tarde, mesmo em outra equipe (Stewart Haas Racing), Kevin Harvick visita o passado e relembra do grande intimidador, como era conhecido Dale Earnhardt em seu meio da NASCAR.

Simplesmente emocionante!

Uma semana se passou, os ânimos se acalmaram, as lágrimas se enxugaram e a prova de Las Vegas da Monster Energy NASCAR Cup Series aconteceu no dia 04/03.

A pole position da prova ficou com o piloto do carro nº 12 da equipe Penske, Ryan Blaney.

Largando do segundo posto, Kevin Harvick (4) assumiu a liderança antes de completar a segunda volta, vencendo com folga os dois primeiros segmentos da prova.

A competição foi marcada pelo acidente que envolveu os pilotos Kurt Busch (41) e Chase Elliott (9), a 85 voltas do final.

Mesmo com problemas nos pit stops que o mandaram para a 4ª colocação, Harvick não demorou muito par se recuperar e, após ter liderado 214 das 267 previstas para a prova, cruza na frente a linha de chegada e conquista o seu segundo triunfo consecutivo no campeonato.

Dias depois a imprensa divulgou uma notícia bombástica, que dava conta de que o vencedor Kevin Harvick havia sido punido e perdido os pontos decorrentes a vitória desta etapa em função de irregularidade constatada em seu carro, qual seja, um amassado no vigia traseiro que, segundo alguns, poderia tê-lo favorecido em termos aerodinâmicos.

Rígida com as especificações de seus carros, a NASCAR também puniu os pilotos Ryan Blaney (12) e Erik Jones (20), por irregularidades em seus carros na etapa do Texas e ambos perderão 20 pontos e terão os respectivos car chiefs suspensos para as próximas duas provas.

No dia 11/03 foi a vez da NASCAR colocar seus carros no oval de 1 milha de Phoenix, no estado norte americano do Arizona, onde Kevin Harvick, que já vinha de duas vitórias consecutivas era o favoritíssimo, sendo, inclusive, conhecido como Mr. Phoenix.

A posição de honra no grid de largada ficou por conta do campeão da temporada de 2017, o piloto Martin Truex Jr. (78).

Kyle Busch (18) dominou o início da prova, vencendo o primeiro segmento e perdendo por pouco o segundo para o seu irmão Kurt Busch (41).

Mas a hegemonia do irmão mais novo da família Busch estava por terminar a partir do momento em que ele perdeu tempo na entrada dos pit stops e acabou por ser ultrapassado por Kevin Harvick (4) e Chase Elliott (9) a apenas 38 voltas do final.

Depois de 15 trocas de liderança, Harvick confirma o seu favoritismo e cruza mais uma vez na frente a linha de chegada, obtendo o seu terceiro triunfo na temporada de 2018.

Não é a toa que Harvick cultiva o mencionado título de Mr. Phoenix, visto que esta foi nada menos do que a 9ª vitória do mesmo neste circuito.

Assim, com três vitórias seguidas, Kevin Harvick se tornou rapidamente o líder do campeonato e favorito ao título da temporada, mas o desenrolar desta história vamos ver na parte 2 desta grande retrospectiva de 2018, que poderá ser acompanhada só aqui, no PLANETA VELOCIDADE.

Voltamos em breve.

Até lá!

Alex Leonello Teixeira
Twitter: @alexleonello
Fonte: Divulgação/Internet

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