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Retrospectiva NASCAR 2018 – Parte 4 (Charlotte, Pocono, Michigan e Sonoma)

Como vimos no texto anterior desta nossa retrospectiva (parte 3), que pode ser acessada através do link RETROSPECTIVA NASCAR 2018 – PARTE 3 (RICHMOND, TALLADEGA, DOVER E KANSAS) em 12 etapas disputadas pela Monster Energy NASCAR Cup Series, Kevin Harvick (4) já contava com cinco vitórias na temporada, enquanto Kyle Busch (18) havia vencido em três oportunidades e, Austin Dillon (3), Martin Truex Jr. (78), Clint Bowyer (14) e Joey Logano (22) contavam com um triunfo cada um.

A preocupação, em verdade, passava a acontecer com os carros da Chevrolet, uma vez que aquela nova bolha do Camaro só havia sido vitoriosa na primeira etapa em Daytona, sem conseguir triunfar em outras etapas.

Era hora de voltar para casa e, como todos sabem, a grande maioria das equipes da NASCAR estão sediadas na cidade de Concord, na Carolina do Norte, onde se situa o circuito oval de Charlotte, com 1,5 milhas de extensão.

A exceção a esta regra era apenas a equipe Furniture Row do atual campeão Martin Truex Jr. (78), que, por sua vez, tinha como sede a cidade de Denver, no estado do Colorado.

No dia 19/05, a festa começou a All Star Race que, mesmo sem validade para o campeonato, foi muito disputada e vencida pelo piloto kevin Harvick (4).

No dia 27/05, véspera do Memorial Day, foi a vez da Charlotte 600, a mais extensa prova do calendário da NASCAR, com nada menos que 600 milhas!

Com tamanha duração, esta etapa, ao contrário das demais, não contava com 3, mas sim 4 segmentos no seu decorrer.

Kyle Busch (18) saiu na frente e conquistou a pole position para esta etapa tão aguardada que, como de costume, é realizada na mesma data do GP de Mônaco de Fórmula 1 e das tradicionais 500 milhas de Indianápolis, para a alegria dos amantes do automobilismo.

Eis aqui mais uma curiosidade desta prova, onde os carros não levam o nome dos pilotos e nem da marca que detém os direitos da principal categoria da NASCAR, a Monster Energy.

Em homenagem ao Memorial Day, como acima mencionado, as cores da bandeira norte americada predominam e os para-brisas dos carros estampam nomes de heróis de guerra que foram mortos em combates lutando pelos Estados Unidos.

Aponto que, na maioria das vezes, algum parente do militar homenageado acompanha a prova junto com a equipe do piloto que ostenta o seu nome no carro, em verdadeiro exemplo de patriotismo e gratidão que a NASCAR sempre faz questão de honrar e preservar.

Pano verde estendido para essa maratona de milhas e o que se viu foi um grande domínio do campeão de 2015 e irmão mais novo da família Busch, uma vez que este liderou nada menos do que 377 das 400 voltas da prova, vencendo os três primeiros segmentos da mesma.

Kevin Harvick (4) encontrou o muro ainda na parte final do primeiro estágio da prova.

No segundo estágio, Jimmie Johnson (48), Joey Logano (22), Danny Hamlin (11) e Erik Jones (20) também se envolveram em um pequeno acidente

Kyle Larson (42) perdeu o controle do carro e rodou na pista.

Enquanto o Ford Fusion de Ryan Blaney (12) tornou-se literalmente uma bola de fogo na pista, após a quebra do motor.

Superando a tudo e a todos, o carro nº 18 de Kyle Busch, dedicado ao Sargento do exército Eric Toth, nascido no estado Kentucky e que perdeu sua vida no Iraque em março de 2005, cruza na frente a linha de chegada e dá ao piloto o quarto triunfo desta temporada de 2018.

Encerrado o espetáculo da prova de Charlotte, chega a hora da NASCAR seguir para o estado da Pennsylvania e realizar, no dia 03/06, a sua 14ª etapa no trioval de Pocono, com 2,5 milhas de extensão e apenas 3 curvas.

Sim, caro leitor. Este oval possui apenas 3 curvas para a esquerda e até mesmo ele pergunta aos espectadores onde está a curva de número 4.

Neste oval longo e diferenciado dos demais, um dos fatores importantes é a constância e a regularidade durante toda a prova.

A pole position ficou por conta do piloto do carro nº 12 da equipe de Roger Penske, o jovem Ryan Blaney.

Em um início de prova tranquilo, Martin Truex Jr. (78) assume a liderança e, pouco depois, cruza na frente a linha de chegada, recebendo a bandeira quadriculada verde e branca, e faturando o primeiro segmento da prova.

Depois foi a vez de Kevin Harvick (4) liderar e chegar na frente dos demais, vencendo o segundo estágio da competição.

Na volta de número 146, o piloto Danny Hamlin (11) ainda tenta se salvar de um acidente após uma belíssima rodada na pista, mas acaba por bater a frente do carro na mureta interna de proteção do circuito, ocasionando alguns danos em seu Toyota Camry.

Com a proximidade do final da prova, as estratégias dos pilotos acabaram por ser bastante diferenciadas e, em que pese o fato de Kevin Harvick ter liderado o maior número de voltas na prova, o atual campeão Martin Truex Jr. (78) cruza na frente a linha de chegada e conquista sua segunda vitória no campeonato.

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No dia 10/06 foi a vez da NASCAR chegar ao Michigan International Speedway, um circuito oval de 2 milhas em que Kyle Larson (42) costuma se destacar guiando sempre muito perto do muro e alcançando velocidades fabulosas que geralmente lhe dá certa vantagem sobre os demais.

Em que pese o favoritismo do piloto de Chip Ganassi, a pole position do grid de largada desta etapa acabou ficando por conta de Kurt Busch, piloto do carro nº 41 da equipe Stewart Haas Racing.

Por conta da chuva que ainda caía no circuito, a largada da prova foi atrasada em mais de duas horas e meia e, ainda assim, a prova começou movimentada, com muitas disputas de posições e trocas de liderança, contudo, ao final do primeiro segmento, Ryan Blaney (12) cruza na frente a linha de chegada.

O piloto favorito para a conquista desta etapa, Kyle Larson (42), roda na volta de número 85 e dá adeus as suas chances de vitória.

Liderando boa parte das voltas que se sucederam, Kevin Harvick (4) administra sua vantagem, cruza na frente e vence tranquilamente o segundo estágio da prova.

No momento em que o piloto Clint Bowyer (14) liderava a prova, Rick Stenhouse Jr. (17) roda, bate no muro e causa mais uma bandeira amarela na pista.

Antes que a pista estivesse pronta para a tão esperada relargada, a chuva voltou a cair no circuito e, na volta de nº 133, a bandeira vermelha foi acionada e os pilotos foram obrigados a retornar aos boxes.

Ante a impossibilidade da retomada da prova, esta restou encerrada e o piloto Clint Bowyer (14), da equipe Stewart Haas Racing, é declarado o vencedor da mesma.

Após mais uma conquista na temporada, o veterano Clint Bowyer se dirige ao amigo e dono de sua equipe, o lendário Tony Stewart e, emocionado, disse:  – “Tony, Tony… we won again!”.

Depois de tantas e tantas curvas feitas para a esquerda, no dia 24/06 foi a vez da NASCAR finalmente queimar seus pneus em um circuito misto, e o palco escolhido foi Sonoma, na região vinícola da cidade de São Francisco, no estado da Califórnia.

Embora não seja este o habitat natural da NASCAR, é impossível negar a beleza e a competitividade daqueles carros gigantes e repletos de cavalos de potência disputando palmo a palmo todas aquelas curvas que, não poucas vezes, os fazem tirar duas de suas rodas do chão.

Outro detalhe é o de que, diferentemente do que ocorrem nos ovais, com chuva ou com sol as provas acontecem e, sendo assim, outro dispositivo nada comum na NASCAR é encontrado neste tipo de circuito, qual seja, o limpador de para-brisas.

Vencedor desta etapa no ano de 2017, Kevin Harvick (4) chega como grande favorito a vitória, mas quem fez o melhor tempo durante a classificação e cravou a pole position no grid de largada foi mesmo o piloto do carro 42 da equipe Ganassi, Kyle Larson.

Contudo, não demorou muito para que Martin Truex Jr. (78) o ultrapassasse, assumisse a liderança, com Harvick em segundo lugar.

Por questões de estratégia, os ponteiros entraram nos boxes antes do final do primeiro estágio que, ao fim, restou vencido pelo piloto A. J. Allmendinger (47), da equipe RPM, que comumente se destaca em provas realizadas em circuitos mistos.

Pouco depois, o próprio Allmendinger fica na pista após um erro de troca de marcha que lhe custou a quebra do equipamento, provocando a única bandeira amarela da competição da prova.

Adotando as mesmas estratégias da fase inicial, os pilotos retornaram aos boxes, e Danny Hamlin (11) foi o vencedor do segundo estágio da competição.

Com o avançado desgaste dos pneus, a grande maioria dos pilotos resolveram buscar os boxes pouco antes do final da prova, mas Truex Jr. manteve-se na pista e, em que pese estar virando voltas mais lentas que os demais, aguentou firme a aproximação de Harvick que, aquela altura, vinha pela segunda posição.

Com uma estratégia brilhante e que acabou por ser privilegiada com a ausência de bandeiras amarelas, Martin Truex Jr. (78) cruza na frente a linha de chegada e conquista sua terceira vitória na temporada.

Sabe-se que, a partir da temporada de 2019 o traçado do circuito será alterado para que os carros passem a se utilizar do famoso carrossel lá existente, o que deve aumentar ainda mais a competitividade da prova.

Abaixo é possível constatar claramente a real mudança do traçado da pista que deixará a volta ainda maior na temporada do ano que vem:

Assim, ao final da 16ª etapa do campeonato, Austin Dillon (3) e Joey Logano (22) contavam com uma vitória cada um, Clint Bowyer (14) com duas, Martin Truex Jr. (78) com três, Kyle Busch (18) já havia faturado quatro triunfos e Kevin Harvick (4) cinco.

A esta altura do campeonato, 13 das 16 vitórias possíveis estavam nas mãos de apenas 3 pilotos, quais sejam, Kevin Harvick (4), Kyle Busch (18) e Martin Truex Jr. (78) que, a partir de então, foram apelidados carinhosamente de “Trio HBT”, em referência as letras iniciais de seus sobrenomes.

Com um campeonato ainda bastante indefinido, restavam 10 provas da fase regular antes da chegada dos playoffs, mas isso será assunto a ser tratado na parte 5 da retrospectiva do PLANETA VELOCIDADE.

Voltamos em breve.

Até lá!

Alex Leonello Teixeira
Twitter: @alexleonello
Fonte: Divulgação/Internet

 

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