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24 HORAS DE DAYTONA: UM RAIO-X DO BRASIL NA COMPETIÇÃO

2 de fevereiro de 2021

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Marcio de Luca

Equipe Wayne Taylor

Tradicionalmente as 24 Horas de Daytona é a prova que abre a temporada mundial do automobilismo de alto nível e quase que de forma generalizada, os brasileiros são sempre aqueles que estão entre os postulantes a vitória, não sendo diferente neste ano, cujo carro vencedor na classificação geral tinha um brasileiro em sua tripulação, o piloto Hélio Castroneves.

De forma geral, excetuando-se a Fórmula 1, o Brasil vive um período muito forte no automobilismo mundial e sobretudo no momento dessa prova épica, podemos ter bem claro este panorama em nossa mente: na classe DPi os pilotos Felipe Nasr e Pipo Derani da equipe Action Express e Castroneves da Wayne Taylor eram tido como alguns dos prováveis vencedores da categoria; na GTLM Augusto Farfus da BMW RLL e na GTD Daniel Serra da AF Corse.

Equipe Action Express

É verdade que em uma prova cuja duração é de 24 horas, qualquer piloto poderia vencer, já que o conjunto de variáveis embutidas num evento como este é muito grande, fazendo com que alguém que optou no momento certo por ir aos boxes, seja arremessado do final do pelotão para a ponta da prova, bastando ter a sorte de uma bandeira amarela ocorrer naquele exato momento. Porém, mesmo sabendo disso, os brasileiros entraram mais uma vez como favoritos, o que mostra que mesmo que alguns possam contar com a sorte para vencer, a competência é sempre o primeiro ponto a ser observado, algo que nossos brasileiros tem de sobra.

Equipe BMW RLL

Verdade seja dita, a nata do automobilismo mundial estava na Flórida neste final de semana, onde todos que puderam ter os seus nomes impressos na lateral dos carros, não são meros sortudos ou alguém que ganhou a simpatia de um dono de equipe, pelo contrário, são pilotos que conhecem com muita clareza o que significa correr uma prova como esta e poderiam abrir o ano para suas equipes com o sabor do champanhe no pódio.

E neste sentido nossos brasileiros são muito experientes: Hélinho é o atual campeão do IMSA, mas com extensa e vitoriosa carreira na IndyCar; Nasr foi campeão da temporada 2018 do IMSA e da Michelin Endurance Cup 2019 junto com Derani; Farfus não correu regularmente no IMSA, mas já venceu as 24 Horas de Daytona, é o atual campeão do Intercontinental GT Challenge, venceu a Copa do Mundo FIA de GT de Macau em 2018, entre tantos outros resultados e Daniel Serra, que também não corre regularmente no IMSA, já venceu duas vezes as 24 Horas de Le Mans (2017 pela Aston Martin e 2019 com uma Ferrari da AF Corsi), além de uma vencedora carreira no Brasil na Stock Car.

Equipe AF Corsi

Porém, além destes cinco nomes já citados, ainda tivemos Marcos Gomes, que de certa forma corria por fora nesta prova, dado que seu time não é dos maiores, a Scuderia Corsa, mas tinha em mãos um bom equipamento e compôs uma ótima tripulação, contando inclusive com Ryan Briscoe no seu time.

Equipe Scuderia Corsa

Também não podemos deixar de lado o nome de Felipe Fraga, campeão da Stock Car de 2016 e que devido as restrições de viagens causadas pela pandemia mundial do coronavírus, não pode participar da prova, mas era também um dos nomes a ser batido, sendo ele campeão da temporada 2019 do IMSA na classe GTD e já muito habituado às provas de endurance, pois corre também no WEC.

Desta forma, o que podemos ver é que o automobilismo brasileiro não está sendo bem representado apenas nos EUA, mas sim no mundo inteiro, pois apesar das 24 Horas de Daytona ser uma prova local, ela é uma imensa vitrine no mundo das competições, cujo desempenho dos pilotos nesta prova, serve de impulso para fechamento de contratos em equipes que competem no WEC, cujo calendário só entra em marcha após o mês de março.

Como consideração final, vale lembrar que além do WEC, há o ELMS, GT Open e o Intercontinental GT Challenge, apenas para citar campeonatos com provas de longa duração, que são ótimos meios de fincar bases numa carreira internacional, que apesar de muito concorrida, a competência dos nossos pilotos é uma grande chave para estas portas de entrada no automobilismo de alto desempenho mundo a fora, no qual já temos bastante representantes do Brasil inseridos.

Fotos IMSA

Marcio de Luca

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