Temporada fechada com chave de ouro, diz Hélio Castroneves

17 de novembro de 2020

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Assessorias de Imprensa

No último fim de semana terminou a temporada da IMSA, com um piloto brasileiro sendo campeão ao lado de Rick Taylor. Sabe de quem estou falando? Se você chutou Hélio Castroneves você acertou. Helinho conquistou o título nas 12 horas de Sebring e falou um pouco sobre a sua temporada e os planos para o futuro.

A emoção de Helinho era grande comemorando o título, tanto que recebemos essa entrevista dele, confira as palavras do piloto brasileiro:

Depois dos problemas nas três primeiras provas do campeonato, você chegou a pensar que o campeonato estava perdido?

Helinho: Pois é, os problemas nas três primeiras corridas a gente não esperava, principalmente tirando uma corrida do campeonato. Ao invés de 10, foram 9, praticamente a porcentagem aqui ficou mais complicada para a gente poder vencer esse campeonato, e olha aí, está vendo? O importante é nunca desistir.  E mostramos quando vencemos a primeira, foi uma jornada de vitórias, deu aquela reacendida no potencial de todo mundo e trouxe o melhor de todos. Isso foi muito bacana para a gente poder atingir os resultados que a gente atingiu em Sebring, então foi muito legal.

Baixou um sentimento de desânimo quando o carro precisou ir para a garagem ainda na primeira hora em Sebring?

Helinho: Sim, foi um pouco frustrante, na primeira hora da corrida em Sebring ter esse problema no turbo e a gente perder praticamente 11  voltas, tirando qualquer chance de disputa. Vamos dizer assim, ficou praticamente fora do nosso controle a corrida e nós estávamos simplesmente baseando nos resultados em pontos e o que aconteceria com os competidores, né? A com isso acontecesse e essa porcentagem cresceu nas últimas horas que foi praticamente incrível conquistar esse título.

Foto: IMSA
 Por que você ficou tão emocionado quando o título foi confirmado ao final da prova de Sebring?

Helinho: Então, isso é um dos motivos que eu fiquei muito emocionado porque quem iria imaginar né? No começo de uma corrida estar 11 voltas atrás e, de repente, as peças começarem a se encaixar para que o campeonato virasse para o nosso lado. Então sem dúvida foi uma emoção muito grande, mais de 20 anos de trabalho incrível, organização incrível que é a Penske. Passou um filme na minha cabeça, a gente conquistando esse título então foi esse o motivo que eu fiquei emocionado, por tantas batalhas e ter conquistado, definitivamente conquistar essa última, fechando com chave de ouro.

Uma cena muito emocionante foi o seu abraço com Ricky Taylor. No vídeo foi possível ouvir o Ricky dizendo “I love you” e “Sorry”. O que vocês conversaram naquela hora?

Helinho: Eu e o Rick estávamos conversando e foi o primeiro momento que a gente se falou depois que ele terminou a corrida, então ele não sabia muita coisa do que estava acontecendo. Então eu estava contente por ele querer me dar esse campeonato, e eu também estava querendo ter este campeonato para a gente. Quer dizer foi incrível, Rick é uma pessoa com uma índole incrível, uma família Incrível, piloto incrível. Quer dizer, quando você coloca todas essas qualidades numa pessoa é o Rick, então por isso que, para mim, não foi só ter um amigo de verdade, é ter um companheiro de equipe que praticamente tem um talento tão imensurável. Então foi tudo isso, foi essa emoção que trouxe para nós aí esse campeonato, que foi uma batalha muito dura, mas valeu a pena.

Qual foi o papo por telefone com Roger Penske após a corrida, já que ele não estava em Sebring?

Helinho: A conversa com Roger foi muito legal, ele realmente mencionou que estava chateado desse programa estar terminando, ele não queria, mas são negócios e as vezes tudo tem que seguir adiante, e que ainda ele estava trabalhando para fazer alguma coisa, né? Ele vê que realmente a raiz da equipe Penske é de carro esportivo, né? Não estando num carro esportivo é uma coisa, talvez afete ele nesse sentido, mas tudo tem que se alinhar para que não tire ordem da casa. Como ele pensa que está tudo sempre bem calculado, mas foi um papo muito legal e amizade o carinho que nós temos um pelo outro que vai seguir pelas nossas vidas inteiras.

Foto: Team Penske Facebook
Ainda há chances de competir no IMSA no ano que vem?

Helinho: Olha, a chance de competir na IMSA, não acredito que a temporada inteira, mas eu devo fazer 24 horas [de Daytona] sim e talvez as outras corridas longas, espero que pinte uma oportunidade, né? Pelo fato de estar mudando muitas regras, né em 2022, então, talvez ou 2023, talvez não sei. Ainda a equipe está meio que se acertando aí no finalzinho. Mas o importante é que as 24 horas eu vou estar lá, queira ou não queira eu vou aparecer (risos).

Quando você inicia seus trabalhos na Meyer Shank Racing?

Helinho: E o ano que vem agora com a equipe Meyer Shank Racing, vai ser uma oportunidade incrível trabalhar com uma equipe jovem com potencial muito grande. Eu com a experiência que criei com a Penske espero poder ajudá-la a obter os resultados que ela tanto quer. Acredito que o Jack Harvey, que é um piloto que já tem mostrado velocidade e competência, então acredito que ele vai ser um vencedor em 2021, e espero estar lá também ajudando e tentando colocar o carro 06 da Meyer Shank Racing na vitória também. Então vai ser um ano bacana. Estou muito empolgado para que a gente possa voltar de novo na mesma maneira que a gente fechou com chave de ouro do campeonato da IMSA.

Com certeza podemos dizer que esta temporada foi muito boa para Hélio Castroneves e esperamos que a próxima seja de muita alegria, mostrando o potencial do automobilismo brasileiro pelo mundo. Obrigado Helinho por ser esse grande piloto, que representa muito bem o Brasil fora e dentro das pistas.

O Planeta Velocidade agradece ao assessor de Hélio Castroneves, Américo Teixeira pela entrevista.

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