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DE VOLTA AOS TIMES DE FÁBRICA

1 de janeiro de 2021

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Marcio de Luca

O ano que se inicia hoje, apesar de ainda estarmos no meio de uma pandemia mundial, promete ser de muito entusiasmo para os esportes a motor, sobretudo para as maiores categorias do automobilismo mundial.

WEC

No WEC com a nova regulamentação LMDh, diversas fábricas mostram que olham para a categoria com grandes planos e mesmo sendo verdade que muitas marcas não estarão de volta ao grid neste ano, já firmam compromisso com a categoria a médio prazo, como é o caso de Audi e Porsche, que anunciaram recentemente seus programas na nova categoria topo do mundial de endurance.

Mas a regulamentação LMDh não limita-se apenas ao WEC, estando presente futuramente também no IMSA, que hoje tem apenas o time da Mazda como de fábrica, mas que num futuro próximo pode permitir que mais montadoras esteja presente na competição norte-americana.

IMSA

Na Fórmula E mesmo com as futuras baixas da Audi e BMW na próxima temporada (2021/2022), ainda conta com Porsche, Mercedes, Nissan e Mahindra, com grandes chances de novos entrantes chegarem – está categoria é um grande pilar dos esportes sustentáveis e como a matriz energética de combustíveis está migrando para a eletricidade, é uma categoria que tende muito a crescer ainda.

Na Fórmula 1 teremos um ano com nada menos que seis times de fábrica no grid, ainda que um deles tenha seguido o caminho inverso – a McLaren iniciou nas pistas e depois foi para o ramo dos carros de rua, porém com a chegada da Aston Martin ao grid este ano, marcas clássicas como Ferrari, Mercedes e Alfa Romeo se juntam a Alpine, que é um novo nome no certame, sendo a mesma Renault de sempre.

Fórmula E

Além destas três categorias já bem sedimentadas, não podemos deixar de reservar atenção ao Extreme E, novo campeonato de veículos todo terreno que chega com um apelo de sustentabilidade e deve seguir os mesmos passos da Fórmula E, que iniciou timidamente e hoje conta com grandes fabricantes no grid.

Não haverá times de fábrica competindo neste ano, mas isso é questão de tempo para que as marcas mirem também seus esforços neste novo campeonato de proporções mundiais.

Fórmula 1

Em um panorama global é bem verdade que 2021 será um ano também de juntar cacos, contabilizar prejuízos e planejar. Muitos planos podem ser mais tímidos e cautelosos, mas o esporte a motor provou que deixou para trás o amadorismo há muito tempo, sendo um esporte sólido, mesmo sendo caro e sensível às variações do mercado.

Alguns times não sobreviveram a 2020 e outros podem ainda ficar pelo caminho, como a Rebellion Racing por exemplo, mas o prognóstico não é tão tenebroso, com 2021 prometendo muito para o esporte a motor.

Ao redor do mundo à vontade de em 2021 fortemente povoar as pistas é grande e mesmo com a cautela que provavelmente será muito aplicada, acreditamos que a bandeira xadrez será incontávelmente agitada, o que não é apenas esperado, mas sim necessário, pois há um grande mercado que orbita em torno das pistas e com isso, muitos profissionais dependem delas e suas atividades.

2021 já deu a largada, vamos pra pista então!

Fotos divulgação

Marcio de Luca

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