Entre Pits #33 – Thiago Marques

14 de outubro de 2020

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Colaboradores Planeta Velocidade

O automobilismo tem diversas vertentes para agradar todos aqueles que curtem velocidade. Do rally de regularidade até as provas de arrancada, o esporte a motor sempre tem aquela competição que combina com você.

Colaboração:
Keko Gomes
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Revisado por Francisco Brasil
Fotos Keko Gomes

Foto Rodrigo Guimaraes

Dentre elas, uma que vem se destacando são as provas de Carros Stock. E não me refiro a Stock Car, e sim a GT SPRINT RACE, que reúne nomes conhecidos do público em uma competição com carros únicos.

E para você conhecer melhor essa empolgante categoria, nosso papo hoje é com Thiago Marques, um dos idealizadores da categoria.

PV: O novo carro, fora o visual, o que muda do carro antigo?

TM: Mudou tudo na verdade né? O chassi já é outro, apesar de ter as mesmas características que é (principalmente) o piloto sentado posicionado no centro do carro. Todas as características do carro, todos os componentes do carro são outros. É outro chassi, outra carroceria e o com bem mais potência, né?

A gente ganhou 40 cavalos a mais do que tinha no carro anterior. Obviamente é mais pesado também, 100 quilos a mais, então a gente aproveitou pouca coisa. As rodas que usavamos antes a gente acabou utilizando aqui, o freio é o mesmo entre os carros, mas dá para se dizer que 80% é outro carro.

PV: Sobre o desempenho. Quantos cavalos possui, velocidade máxima aproximada?

TM:  O carro ganha 40 cavalos de potência 100 quilos a mais, o que na realidade é pior obviamente em termo de desempenho, mas tem muita evolução aerodinâmica na carroceria do carro atual que mesmo mais pesado, ele é 2 segundos mais rápido que o carro anterior. Em termos de velocidade final mais ou menos 15 km em relação ao carro passado. Por exemplo em Curitiba 215 – 220km de velocidade agora e 200km antes.

Foto Luciano Santos

PV: Das categorias de turismo e Stock aqui no Brasil, o que a Sprint tem de diferente?

TM: Acho que a Sprint tem uma composição orçamentária versus entrega de mídia maravilhosa né. Sem dúvida, não é porque eu participo da Sprint que eu falo isso, mas sem dúvida tem o melhor custo-benefício em termo de carro de corrida versus mídia, verus a entrega que a gente proporciona, versus o custo da categoria.

Então eu acho que esse é o grande diferencial e é o que faz a gente ir remando contra a maré aí, enfrentando todas essas dificuldades e a gente sempre em crescimento, independente dos problemas que o país vem passando nos últimos anos, inclusive neste ano com a pandemia.

PV: Os novos modelos do carro, foram projetados visando uma futura parceria com as montadoras?

TM: A parceira com as montadoras nunca foi o principal objetivo. Evidentemente que tê-los juntos tem seus lados positivos. Mas a Sprint sempre foi independente de qualquer patrocínio, de qualquer montadora. Ela é sustentável no formato que ela é.

No Brasil, se você analisar todas as categorias que dependeram de montadora nos últimos 20 anos, em três anos – por alguma razão – a montadora resolve sair e acaba a categoria. Então a gente sempre teve esse foco em concentrar e fazer o nosso trabalho independente de quem esteja junto.

Foto Luciano Santos

Se amanhã ou depois vier uma montadora, excelente, mas desde que quando ela saísse, se ela vier a sair, não reflita economicamente no projeto, né? Então a gente sempre pensou dessa forma. Assim segue o plano para os próximos anos.

PV: As especials editions, o que diferencia elas das etapas tradicionais, e a etapa com o traçado invertido que seria esse final de semana em Curitiba, ainda pode acontecer esse ano?

TM: Ela tem uma programação bem mais extensa no final de semana. São três dias de programação, com três corridas no final de semana. Tem uma premiação especial para o campeão da Special Edition – mais ou menos R$ 160.000 – distribuído entre categorias. Os troféus são diferenciados, na Special Edition, você pode andar em até três pilotos, enquanto aqui na convencional, só pode andar em até dois.

Essa etapa teria que ser uma dessas duas conjugadas em Curitiba, porque a gente vai ter uma terceira etapa em Curitiba que é a final. E na final a gente não pode inventar moda. A gente pode criar, inventar moda no meio do caminho. A princípio, a gente ia fazer pista invertida e depois possivelmente um oval, mas ambas dependem de condição boa de clima parar gerar mais segurança e ter mais tranquilidade.

Foto Luciano Santos

A gente vem acompanhando a meteorologia de uns 15 dias pra cá e desde lá já apontava essa semana crítica de clima, né? Então a gente infelizmente não pode fazer, mas eu tenho certeza que a gente tomou a atitude certa também de não insistir em fazer essas corridas nesses novos modelos.

PV: Assim como varias outras categorias do mundo, existem as provas festivas de duplas, a Sprint teria condições de fazer isso, tipo uma prova de 1 hora?

TM: O formato Sprint Race significa corrida rápida, corrida curta, né? Então quando a gente lançou Sprint em 2011, a ideia era justamente sair dessas corridas monótonas de uma hora. Porque não tem muita disputa, fica mais voltada em estratégia e deixa de ter emoção na pista que é ultrapassagem, que é frearr lá dentro e tal.  Então como a gente trouxe esse formato Sprint, criou-se um formato diferente que hoje vale no mundo.

Não vou falar que nunca vamos fazer uma corrida mais longa. Mas, de fato, eu acho que é bacana e o principal diferencial da categoria é o formato de Sprint mesmo.

A gente fez isso, a gente tinha corrida em Interlagos, a gente fez três edições chamava “Racing of Champions” da Sprint e era bem nesse formato que você tá sugerindo. A gente fez no passado, mas como este ano vieram vários pilotos que antes eram convidados e passaram a fazer parte do grid, meio que perdeu o efeito dessa corrida para gente entendeu?

Foto Luciano Santos

Thiago Camilo, Sperafico, Valdeno, Cacá, são pilotos que vão estar com a gente no próximo ano.

PV: A GT Sprint Race teve provas fora do Brasil ano passado mas, devido a pandemia, esse ano isso ficou inviável. Para o ano que vem o que podemos esperar de novidade para a temporada?

TM: Esse ano de 2020 o projeto da Sprint era fazer três corridas especiais, uma delas era no aeroporto, a outra em Goiânia a noite e a terceira em Juiz de Fora. Por causa da pandemia todo o processo atrasou e a gente não conseguiu.

A data marcada no aeroporto caiu no meio da pandemia e inviabilizou a corrida. Fomos para Goiânia, mas não conseguimos fazer à noite também por questões protocolares do COVID. E a terceira é o atraso, pequenos detalhes na pista do Potenza que também reflete na questão do COVID, que a gente não conseguiu fazer.

Então o projeto Inicial era fazer 1 ano Internacional Cup, que é o campeonato internacional com três etapas como foi em 2019 e um ano de Special Edition, que era esse ano de 2020. Como não conseguimos fazer, possivelmente vamos fazer 2021 com as ideias de 2020 e aí 2022, volta para o Estados Unidos fazer intercalado um ano de cada.

Planeta Velocidade: Como nasceu a ideia da Sprint Race?

Thiago Marques: A gente planejou lá atrás, pois víamos uma lacuna. Quando o piloto saia dos campeonatos metropolitanos, dos próprios campeonatos de kart, era uma lacuna muito grande para chegar na Stock carro, um buraco muito grande. Daí a gente pensou, cabe uma categoria aí nesse meio termo.

Foto Rodrigo Guimarães

Então, lá atrás, a gente fez a categoria com esse objetivo, justamente para pegar os pilotos que saiam dos campeonatos regionais querendo ir para alguma coisa no campeonato brasileiro, só que não nun carro tão potente e tão caro principalmente, né? Então a gente lançou a sprint lá atrás já nesse meio termo, um carro com 220 cavalos – na época – e o orçamento um pouco acima do que se gasta num campeonato regional.

PV: Quais requisitos técnicos de um piloto para poder participar de uma temporada da Sprint?

TM: A Sprint foi lançada com esse intuito, hoje ela já tem uma posição diferente no cenário. Acho que ela já não é mais uma categoria trampolim para nenhuma categoria no Brasil.

Acho que ela já tem o espaço dela e mudou o formato.  Antes, a gente tinha muitos jovens pilotos e hoje tem outros, metade do grid é profissional e ganha dinheiro, já a outra metade não. Tem alguns jovens pilotos ainda, mas ela se posicionou de um jeito diferente, assumindo a posição na categoria Pro-AM. As categorias de GT em todo mundo quase, todas são Pro-AM, que é o caso do Internacional GT, GT Open, GT Asiático, American GT. Todos eles são Pro-AM.

E no Brasil, a gente não tinha um formato assim.  Como eu disse, tem vários pilotos na Sprint e no GT que andam Stock Car.

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