Fórmula Indy – Em grande atuação, Takuma Sato vence pela segunda vez a principal corrida do mundo

24 de agosto de 2020

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Francisco Brasil

O grande dia chegou! Infelizmente as 500 Milhas de Indianápolis foi atrasada por conta da pandemia mundial de COVID-19, mas a espera pela edição 104, que aconteceu no domingo 23/08, valeu a pena.

Mantendo a programação completa, os inúmeros treinos culminaram na pole de Marco Andretti, acompanhado de Scott Dixon e Takuma Sato na primeira fila. Os brasileiros Tony Kanaan e Hélio Castroneves, assim como Fernando Alonso, sofreram com o motor Chevrolet e largaram em 23°, 26° e 28°, respectivamente.

Corrida sem público

Apesar da organização da categoria em conjunto com as autoridades locais não ter permitido a presença de público, os procedimentos foram realizados com toda a pompa que se exige.

Os destaques ficam por conta do emocionante comando de ligar os motores feito por Roger Penske, dono da categoria, da pista e de uma das maiores equipes do automobilismo.

Para completar, a apresentação dos carros foi puxada pelo carro de dois lugares comandado pela lenda Mario Andretti, na companhia de seu filho – e pai do pole position – Michael Andretti.

A largada

Com a bandeira verde agitada, Dixon logo assume a liderança e dispara, mostrando que sua estratégia não tinha nada de economia. Mais atrás os pilotos também estão agressivos, tanto que Ed Carpenter é fechado por Zack Veach e tem que procurar os pits logo na volta 3.

Ainda no início da prova temos uma cena inusitada. No sexto giro o freio dianteiro direito de James Davison simplesmente explode e causa a primeira bandeira amarela. Temos um novo conceito de “Hot Wheels”.

Alguns pilotos do fim do pelotão procuram os pits, entre eles Hélio Castroneves e Fernando Alonso, enquanto Carpenter ainda está lá consertando seu carro.

A verde retorna na volta 13 com Dixon mantendo a ponta e abrindo, seguido de Ryan Hunter-Ray e Sato, ao passo que as brigas no meio do gris estão acirradas.

Mas toda vantagem conseguida por Dixon some na volta 25 quando seu companheiro Marcus Ericsson bate forte na curva 3 após perder a traseira. Nova amarela que faz os líderes entrarem para suas paradas.

Em decorrência das estratégias, o novo líder é Oliver Askew da McLaren, com Hélio em quinto e Dixon o sexto colocado para a relargada que ocorre no giro 32. E já na relargada Simon Pagenaud assume a ponta.

A briga fica concentrada a partir da sétima posição, com grande atuação de Rinus Veekay, que passa dois carros de uma vez por fora.

Momento de estabilidade

Nesse momento os pilotos começam a administrar o equipamento sob a liderança de Pagenaud. Contudo, na volta 45 Pagenaud e Askew abrem o ciclo de paradas, com Hélio, Will Power e Charlie Kimball fazendo o mesmo dois giros após.

Com isso, Dixon reassume a ponta acompanhado de Alexander Rossi e Veekay, com Tony Kanaan figurando em 15°. Nas paradas quem se deu bem foi Power, que saiu a frente dos demais.

A volta 61 abre a janela de paradas dos ponteiros, com Marco Andretti sendo o primeiro, seguido por Hunter-Ray e Tony Kanaan. Rossi também viria para sua parada no giro 64, mas vem rápido demais e aborta a manobra de forma assustadora.

Outro que tem problemas e Veekay, que acerta o muro de seu pit e um dos mecânicos, perdendo tempo. O integrante da equipe não se machucou seriamente.

Após novo ciclo, Dixon mantém a liderança com mais de 4 segundos para Askew. O neozelandês continua abrindo quando, na volta 77, Pagenaud e Hélio vão para os pits quando ocupavam o 3° e 4° posto, respectivamente.

Bandeiras amarelas surgem

A prova segue com amplo domínio de Dixon, até que na volta 85 Dalton Kellett acerta o muro após ser ultrapassado por Ben Hanley. Nova amarela.

Os líderes aproveitam para ir aos Pits, assim como Alonso que faz ajustes pela quarta vez em sua apagada participação. Dixon apesar de tudo mantém a primeira posição.

Verde no giro 93 e um grande susto: Connor Daly traciona na grama na curva 4 e roda para a parte interna da pista. O piloto ia salvar quando Askew também perde o controle de sua McLaren e acerta violentamente o muro interno e o carro de Daly. Apesar do forte impacto, os pilotos conseguem deixar seus carros, provando a segurança do bólido.

Após a limpeza da pista, a verde retorna na volta 101 com Dixon soberano. Tony Kanaan aparece em 11° e Hélio 21°.

A partir da volta 106, Dixon e Rossi começam a alternar a liderança, cedendo vácuo um para o outro. Isso dura até o giro 122 quando Alex Palou perde o carro na curva 1 e é mais um a estampar o muro de Indianápolis.

Os pilotos vão para os pits, onde na saída Rossi acaba acertando o carro de Sato e acaba punido pela direção de prova, tendo que relargar do final do pelotão. Alheio a isso (e aparentemente da prova como um todo) Fernando Alonso tem que retornar ao box para trocar seu volante, que apresentava problemas para trocar as marchas.

Com toda a confusão, Felix Rosenqvist relarga na volta 132 como líder, mas logo é superado por… Sim, Scott Dixon. Mais atrás, Hélio Castroneves passa quatro carros de uma vez para assumir a 12° posição.

Nesse bolo de meio de pelotão, Pagenaud é fechado por Hunter-Ray e tem que ir ao pit para trocar o bico do carro.

Quarto final de prova

Rosenqvist finalmente para na volta 138, enquanto Dixon já abre mais de 4 segundos do pelotão. Só que Rossi chama nova intervenção no giro 144 ao bater forte na curva 2. Fim do sonho do bicampeonato para o americano que não vem bem no campeonato.

Nova relargada na volta 155 ainda sob liderança de Dixon, mas agora Takuma Sato não deixa o neozelandês avançar e, após duas voltas, assume a liderança. Quem aparece discretamente, mas numa excelente estratégia é Joseph Newgarden, novo terceiro colocado.

Só que ainda temos mais um ciclo de paradas aberto por Marco Andretti na volta 168, com Sato e Newgarden parando no giro seguinte. Dixon faz o mesmo na volta 170 acompanhado de Graham Rahal.

Após as paradas, Dixon é líder virtual, mas Sato com pneus mais quentes ultrapassa na volta 173. Nesse momento, restando 20 voltas, Zack Veach e Max Chilton são os líderes na pista.

Ambos finalmente param faltando 15 voltas, no momento que Sato aperta o ritmo e abre 9 décimos para Dixon, que também tenta se desvencilhar de Rahal, o terceiro.

Final em assustadora amarela

Dixon tenta chegar em Sato, mas na volta 195 é a vez de Spencer Pigot bater no muro externo na curva 4 e ser jogado violentamente de lado na proteção de pneus que fica no muro dos Pits.

Sem tempo para retomar a prova, Takuma Sato repete o feito de 2017 e vence a mais tradicional corrida do mundo. Scott Dixon que dominou boa parte da corrida chega em segundo e Graham Rahal, companheiro de Sato na equipe de seu pai Bobby Rahal, fecha em terceiro.

Hélio Castroneves numa ótima atuação fecha em 11° e Tony Kanaan termina em vigésimo com a fraca AJ Foyt. Alonso foi apenas 21°.

E as emoções não param, pois a temporada da Indy ainda está recheada de etapas que você acompanha aqui, no Planeta Velocidade.

Francisco Brasil

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