NASCAR Cup Series – Austin Dillon surpreende, vence no Texas e marca terceira dobradinha da história da equipe Richard Childress Racing.

21 de julho de 2020

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Alex Leonello Teixeira

Em mais um final de semana recheado de velocidade, a NASCAR trouxe suas três principais categorias (Truck Series, Xfinity Series e Cup Series) para o circuito oval de 1,5 milha do Texas.

Revisão Francisco Brasil
Foto destaque Chris Graythen/Getty Images

Extremamente veloz, o Texas Motor Speedway costuma proporcionar disputas incríveis e muitas ultrapassagens, sem falar em acidentes e toques no muro.

No domingo, dia 19/07 foi a vez de entrarem na pista as feras da Cup Series, para a realização da 17° etapa da fase regular de seu campeonato, com 334 voltas previstas e 500 milhas.

A posição de honra no grid de largada, mais uma vez decidida por sorteio, ficou por conta do piloto do Ford Mustang número 10 da equipe Stewart Haas Racing, Aric Almirola.

Chase Elliott não passou na inspeção e foi obrigado a partir do final do pelotão.

O forte calor que se fez presente nas provas anteriores do final de semana se repetiu nesta prova da Cup Series, levando os cockpits a temperaturas internas que superavam os 55°.

Antes da prova, Almirola teve que buscar os boxes por problemas nos freios, mas conseguiu retornar ao grid para a largada, em que pese a permanência da preocupação.

Estágio 1 – 105 voltas

Após as tradicionais cerimônias, a bandeira verde foi finalmente acionada e Almirola se manteve à frente.

Na volta 20 aconteceu a bandeira amarela de competição, onde vários pilotos buscaram os boxes para ajustes, reabastecimento e troca de pneus.

A ação voltou na volta 27 e uma disputa interna da equipe Stewart Haas, entre Harvick e Almirola, passou a acontecer pela primeira posição, onde o campeão do carro 4 levou a melhor.

Na volta 56 Almirola reassume a ponta, mas vem para os boxes, sob bandeira verde, na volta 64, em conjunto com Harvick, deixando a liderança momentaneamente nas mãos de Martin Truex Jr, mas a equipe Gibbs erra o cálculo e o piloto sofre pane seca, entra nos boxes na volta 69 e Ryan Blaney se torna o novo ponteiro.

Enquanto isso, Almirola foi punido com uma passagem pelos boxes por violação de linha ao sair dos pits, ficando 2 voltas atrás do líder.

Um novo ciclo de paradas sob bandeira verde aconteceu para os pilotos que haviam entrado nos pits durante amarela de competição a partir da volta 86 e, ao fim da mesma, Blaney continuava líder.

Sem ser mais ameaçado, Ryan Blaney cruza na frente a linha de meta para vencer o primeiro segmento da prova.

Estágio 2 – 105 voltas

A relargada acontece na volta 112, quando Kyle Busch faz a ultrapassagem para se tornar o primeiro colocado. Contudo, a disputa é interrompida na volta 117, após o heptacampeão Jimmie Johnson esfregar a lateral de seu carro no muro.

Como se os problemas de Johnson não fossem poucos, o piloto do carro 48 ainda é punido com 2 voltas por ter mais mecânicos que o permitido para o reparo de seu Chevy Camaro.

A relargada foi dada na volta 124 e, logo depois, Hamlin ultrapassa Busch para se tornar o novo líder, mas não durou muito, uma vez que, depois de uma intensa disputa, Blaney o supera na volta 127 para recuperar a ponta.

As paradas sob bandeira verde se iniciam na volta 160 e, ao fim de seu ciclo, Blaney continuava na frente.

Durante as paradas, Truex tentou apenas reabastecer, sem trocar pneus, mas a quantidade de combustível que entrou no tanque foi insuficiente, fazendo com que o campeão do carro 19 tivesse que economizar combustível.

Com um foguete em suas mãos, Blaney recebe na frente a bandeira quadriculada verde e branca que lhe dava também a vitória no segundo estágio da corrida.

Estágio final – 124 voltas

Os pilotos buscam os pits com diversas estratégias, com Blaney em primeiro e um surpreendente Brad Keselowski em segundo, ao trocar dois pneus.

A relargada vem no clima de superspeedway, pois Blaney fica lento ao quase tocar em Keselowski, o que leva Logano a também desacelerar, resultando num toque de Almirola em Kyle Busch, que acerta Truex e acaba num big one envolvendo Custer, Preece, Byron entre outros.

Após toda a confusão, a direção de prova aciona a bandeira vermelha para limpeza da pista, e quando a amarela finalmente retorna, Truex e outros tentam consertar seus carros.

Nova relargada, e Blaney continuava como favorito. Quando restavam 47 voltas para o final, iniciou-se novamente uma rodada de pit stops sob bandeira verde.

Contudo, em meio a ela, depois de um toque com Christopher Bell e Matt DiBenedetto, Quin Houff vai para o muro e provoca mais uma bandeira amarela. Com isso, o líder da prova passa a ser do novato bicampeão da Xfinity Series, Tyler Reddick.

A ação é retomada a 23 voltas do fim e Austin Dillon ultrapassa Reddick para liderar a prova. Neste momento ocorria uma situação que não era vista desde a temporada de 2011, qual seja, dois carros da equipe de Richard Childress nas duas primeiras colocações (Dillon e Reddick).

Mas a amarela, de maldade, apareceu quando restavam 15 voltas para o término da corrida, depois de um toque entre Denny Hamlin e Alex Bowman.

Pano verde novamente agitado enquanto restavam 11 voltas para o final e Dillon se manteve bem na frente, em que pese as tentativas de ultrapassagem de seu companheiro de equipe.

Denny Hamlin roda em frente aos pits e provoca a necessidade de uma nova neutralização de prova quando restavam 7 giros para o término.

Overtime

A corrida se reiniciou em situação de overtime e Dillon não deu chances aos demais, cruzando na frente a linha de meta para vencer a etapa do Texas e garantir sua participação nos playoffs.

Na segunda colocação recebeu a bandeira quadriculada o rookie Tyler Reddick e, em terceiro, fechando o top 3, concluiu a prova Joey Logano.

Vale dizer que esta foi apenas a terceira dobradinha da equipe RCR na Cup Series, sendo a primeira no ano de 2010, entre Clint Bowyer e Kevin Harvick e a segunda, no ano de 2011, entre Clint Bowyer e Jeff Burton.

Dillon foi o décimo piloto diferente a vencer nesta temporada, o que prova a competitividade da categoria e deixa apenas 6 vagas em aberto para os playoffs.

Opinião Alex Leonello

Sempre muito veloz, o circuito oval do Texas tende a entregar corridas muito disputadas e surpreendentes. E desta vez não foi diferente!

Em uma prova quente (literalmente falando), os pilotos até guardaram um pouco de fôlego para o fim da corrida, já que se tratava de uma etapa longa, com 500 milhas de extensão.

E nesse quesito Ryan Blaney se mostrou imbatível, com um equipamento que parecia ser inatingível pelos demais, a ponto de dar ao mesmo a conquista de ambos os segmentos iniciais.

Martin Truex Jr. Fez uma prova para esquecer, onde tudo parecia dar errado, até que o ruim se transformou em péssimo depois do acidente em que o mesmo se envolveu e provocou a bandeira vermelha na prova.

O último ciclo de paradas sob bandeira verde não contava com a bandeira amarela provocada pelo acidente de Quin Houff e isso deu vantagem para quem ainda não havia parado, principalmente Harvick e Logano.

E foi a partir daí que as estratégias se multiplicaram nos boxes, visto que alguns pilotos trocaram 4 pneus, outros 2 e, ainda nenhum, como foi o caso de Tyler Reddick.

E foi assim que a dupla da equipe de Richard Childress passou a liderar a prova e se manter firme na ponta, mesmo após as diversas bandeiras amarelas que insistiam em acontecer.

Excelente resultado do rookie Tyler Reddick, bicampeão da Xfinity Series e melhor ainda de Austin Dillon, neto de Richard Childress, a bordo do carro número 3 que imortalizou Dale Earnhardt.

Reitere-se que esta foi apenas a terceira dobradinha da RCR, o que demonstra a importância do feito.

Depois desta conquista de Austin Dillon, lembro que restam apenas 6 vagas disponíveis para os playoffs e, sendo assim, quem sonha com seu lugar ao sol mas ainda não venceu, vai ter que queimar muito pneu para não morrer na praia, ou melhor, no muro.

Opinião Francisco Brasil

Prova movimentada, com direito a Big One! Em meio ao “tiroteio” do Texas, melhor para a dupla da Childress.

Com uma estratégia boa e uma dose de sorte, Dillon conquista sua terceira vitória a Cup, suplantando os grandes favoritos. Falando neles, principalmente os pilotos da Gibbs, Kyle Busch ainda salvou um quarto lugar, mas os erros de combustível de Truex e as rodadas de Hamlin acendem um alerta.

Quem não ficou feliz também foi Matt DiBenedetto. O piloto sempre esteve no top 10 com desempenho consistente, mas o toque de Houff prejudicou sua corrida e o #21 termina só em 16°. DiBenedetto soltou os cachorros no Twitter.

Dentre os rookies, agora só falta uma apresentação de gala de Christopher Bell e John Hunter Nemecheck, que foram apagados pela vitória de Custer semana passada e pela segunda grande prova de Reddick. Os outros precisam provar que estão no mesmo nível.

Opinião Lorenzo Francez

A corrida do Texas trouxe todos os elementos emocionantes que a Nascar pode proporcionar. Tivemos Big One, diversas bandeiras amarelas e vitória do número 3 de Austin Dillon.

Blayne foi o piloto dominante do dia, vencendo os dois primeiros estágios, mas quem saiu com a vitória foi Austin Dillon que conseguiu se classificar para os Playoffs. E novamente uma boa corrida de Tyler Reedick, mesmo ainda não tendo vencido, é o melhor novato até o momento. A corrida do Texas foi uma essência do que é Nascar, que grande corrida!

Nosso próximo encontro com as feras da NASCAR Cup Series acontecerá no dia 23/07, no circuito oval do Kansas, com 1,5 milha de extensão e que situa no estado norte americano que lhe empresta o nome.

Até lá!

Alex Leonello Teixeira

Alex Leonello Teixeira

Alex Leonello Teixeira

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