NASCAR Xfinity Series – Justin Haley se livra de acidente para vencer novamente em Daytona.

30 de agosto de 2020

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Alex Leonello Teixeira

A hora da verdade finalmente chegou para os pilotos que ainda buscam a tão esperada classificação para a fase dos playoffs da categoria.

Revisão Francisco Brasil
Foto destaque https://twitter.com/NASCAR_Xfinity

Assim como foi no início do ano, a NASCAR Xfinity Series volta para o seu local de nascimento e faz deste grande duelo uma última grande oportunidade para que pilotos ainda não classificados se achem para as finais, posto tratar-se de misto de sorte e estratégia.

Com 2,5 milhas de extensão e muita, muita velocidade, o superspeedway de Daytona prometia muitos duelos, fortes emoções e quem sabe, alguns big ones.

Sem treinos e de acordo com as regras estabelecidas pela categoria, a posição de honra no grid de largada ficou a cargo do piloto do Ford Mustang número 98, Chase Briscoe.

Estágio 1 – 30 voltas

Após os preparativos e cerimônias iniciais tradicionais, a bandeira verde foi finalmente agitada.

A partir de então se inicia uma grande disputa pelas mais diversas posições, com alternâncias de liderança, até o precoce acidente de Joe Graff Jr. Na relargada a disputa continuava intensa em todo o pelotão, até que Justin Haley finalmente assume a ponta.

Mas logo a prova é interrompida novamente por conta da forte batida de Ceasar Bacarella, chamando a amarela. Além dele J. Jackson também abandona.

Quando o fim do primeiro trecho de prova se aproximava, Daniel Henric perde o controle do carro e provoca uma bandeira amarela que, por sua vez persistiu até o fim do primeiro segmento, dando a vitória do mesmo a Justin Haley, no giro 30.

Estágio 2 – 30 voltas

Com a prova retomada, bastaram apenas 9 voltas para que o tão esperado big one acontecesse, depois de um toque entre Brandon Jones e Chase Briscoe que envolveu vários outros pilotos, dentre eles Brett Moffitt, Gray Gaulding, Michael Annett, Daniel Hemric, Noah Gragson, Anthony Alfredo, Colby Howard, Tommy Joe Martins, Alex Labbe e Myatt Snider.

Por conta dos fluidos na pista, a bandeira vermelha teve que ser acionada.

Dada a relargada com um surpreendente Gray Gaudling na ponta, os carros da equipe Kaullig Racing (Allmendinger, Chastain e Haley) começaram a dominar a corrida, mas Justin Allgaier acaba batendo no muro sozinho ainda em consequência do Big One.

Nova relargada surge, dando a A.J Allmendinger a vitória do segundo estágio da competição, na volta 60.

Estágio Final – 40 voltas

O pano verde foi novamente agitado na volta 65 e Allmendinger mantém sua posição, seguido de perto por seus dois companheiros de equipe, Chastain e Haley, respectivamente.

Os 10 primeiros colocados se isolam em um pelotão de fila única que deixou este trecho final de prova bastante morno e pouco alterado por mais de 30 voltas.

A partir da volta 98 que uma segunda fila finalmente se formou e a busca pela vitória ficou intensa. Foi daí que o fogo amigo apareceu, enquanto Chastain buscava ultrapassar Allmendinger, na disputa pela vitória na última volta.

Ambos se chocam, perdem o controle e colhem Michael Annett e Austin Cindric pelo caminho, jogando por terra as chances do top 3 da equipe Kaullig Racing.

Mas Justin Halley salvou o dia para a equipe quando desviou rapidamente do acidente entre seus companheiros de time e, metros depois, cruzou na frente a linha de chegada para vencer mais uma vez em Daytona.

Na segunda colocação chegou, surpreendentemente, Gray Gaulding e, fechando o top 3, atingiu a meta Chase Briscoe.

Em entrevista dada após o final da corrida, Haley disse o seguinte sobre sua vitória e o incidente ocorrido entre seus companheiros de equipe:

“Obviamente, apenas uma reação um pouco atrasada, obviamente não intencional”.

“Só um pouco de sorte… é por isso que você nunca desiste”, acrescentou. “Essas coisas são tão imprevisíveis”.

Opinião Alex Leonello

A NASCAR volta para a sua terra natal, já na parte final de sua fase regular, mostrou uma prova bem mais morna que o esperado.

Por outro lado, se Daytona é a mãe da NASCAR, ela certamente escolheu seu neto predileto, qual seja, Justin Haley que, diga-se de passagem, já venceu nesta pista inclusive pela Cup Series, mesmo sendo piloto regular da Xfinity Series.

Chastain foi com muita sede ao pote e tentou achar espaço onde não existia sobre seu companheiro de equipe, arruinando a prova de ambos, além da de Cindric e de Annett.

A surpresa do momento foi do jovem piloto Gray Gaulding que, acostumado ao fim do pelotão (underdog) completou a prova brilhantemente no segundo posto.

Isso mostra o quão importante e complexa é esta etapa, que traz consigo a oportunidade de que pilotos com menos expressão na categoria apresentem grandes resultados finais.

Sendo assim, mesmo com as adversidades da pandemia, a Xfinity Series segue firme a sua fase regular com o mesmo mesmo número de etapas previstas, embora alteradas.

Opinião Francisco Brasil

A NASCAR mais uma vez prova que “jogo de equipe” não existe em suas categorias com o acidente entre Allmendinger e Chastain. Allmendinger não disputa o campeonato integralmente, enquanto Chastain buscava uma vitória que pode fazer a diferença nos playoffs.

Em outra categoria isso seria o bastante para que a equipe ordenasse a troca de posição, mas não aqui. Pra mim, nenhum tem culpa do acidente, foi algo de corrida. Chastain forçou dentro do que a NASCAR permite e Allmendinger tentou bloquear, mas não deu certo para nenhum, simples, segue o baile.

Melhor para Haley – que vem se destacando em superspeedways – e Gaudling que pode mostrar serviço para almejar uma vaga melhor. Mas os grandes prejudicados foram os pilotos de Dale Jr. Hemric logo se envolveu num acidente e fez figuração na prova; Allgaier e Gragson foram colhidos no Big One, onde o primeiro ainda conseguiu voltar para bater sozinho mais adiante.

Por fim, Michael Annett quase salvou a pátria, mas foi colhido no embate de Chastain e Allmendinger. Agora é juntar os pedaços e partir para a próxima.

A próxima etapa da Xfinity Series será festiva e ocorrerá no dia 05/09, no circuito oval de 1,366 milha de Darlington, também conhecida como a dama de preto, que se situa no estado norte americano da Carolina do Sul.

Até lá!

Alex Leonello Teixeira

Alex Leonello Teixeira

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