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DTM: O peso das montadoras no campeonato alemão de turismo

20 de abril de 2021

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Marcio de Luca

Aguardada com muito alarde, a temporada 2021 do DTM, o campeonato alemão de turismo (que não corre apenas na Alemanha), entrará em pista no próximo mês de junho e o tão aguardado renascimento da categoria, ao que parece, não será tão impactante como imaginado.

É bem verdade que a nova regulamentação FIA GT3, que passa a ser adotada a partir deste ano no campeonato, salvou a categoria. Mas todo o alarde criado no seu entorno, percebe-se que foi um pouco maior que o real, uma vez que teremos “apenas” 19 carros em pista.

O novo modelo da DTM

Foto: Divulgação

Neste novo modelo adotado pelo campeonato, diversos times se juntaram ao DTM e marcas como Ferrari e McLaren, que nunca passaram nem perto dessas corridas, puderam se juntar ao pelotão e alinhar seus carros no grid – a McLaren não participou da pré-temporada, mas confirmou um carro, um 720S da JP Motorsport, que será conduzido por Christian Klien inicialmente em apenas três etapas.

Mas, a conclusão que se tira do modelo adotado pelo DTM ao longo dos anos é que o campeonato se tornou refém das montadoras, que durante anos mantiveram seus times de fábrica, mas que na temporada 2020, com apenas duas marcas no grid – Audi e BMW – não passaram de 18 carros alinhados por corrida.

O fato é que se não tivesse ocorrido a mudança para os GT3, o campeonato neste ano provavelmente não aconteceria, já que a Audi se retirou da competição ao final da temporada passada e apenas a BMW não seria capaz de manter um grid suficiente para manter um campeonato inteiro – não seriam mais que 10 carros por corrida e isso inviabilizaria a competição. Ambas as marcas estarão representadas na competição e isto é um ponto positivo.

Por outro lado, a Class One – criada numa convergência de regulamentos entre o DTM e o campeonato SuperGT japonês – não vingou, restando poucas opções para manter o trem nos trilhos sem descarrilar.

Um ano de aprendizado

Este será apenas o primeiro ano neste novo modelo, que tende a atrair mais equipes para o grid, inclusive a Porsche que, além de alemã, possui um modelo GT3 em seu catálogo de série, tendo diversos carros participando de campeonatos ao redor do mundo, inclusive no Brasil.

Foto: Divulgação

Ao que tudo indica, 2021 será um grande laboratório para a categoria que tende a voltar aos seus dias de glória. Já tivemos o retorno de carros da Mercedes à competição, que aliado às inéditas entradas de Ferrari e McLaren, podem seduzir a Aston Martin a retornar ao grid (participou de apenas uma temporada), bem como equipes com carros de marcas japonesa, pois há diversos modelos disponíveis e que já participam de outros campeonatos.

No final de semana de 18 a 20 de junho teremos o início da temporada em Monza, Itália, onde a competitividade apresentada em pista poderá ser o cartão de visita para atrair novos carros, equipes e marcas.

Se a história do campeonato contar, onde altos e baixos fazem parte do DNA da competição alemã, não demorará para que tenhamos um grid gordo no futuro. Só que nem sempre a história se repete e isso também deve ser levado em consideração, mas devemos esperar que tudo dê certo e as coisas caminhem para um crescimento ao longo dos próximos anos.

Marcio de Luca

Marcio de Luca

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