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ENDURANCE BRASIL: UM BALANÇO PARA A QUINTA TEMPORADA

12 de fevereiro de 2021

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Marcio de Luca

Neste ano de 2021 iremos para a quinta temporada do Endurance Brasil, campeonato que sempre foi forte no Rio Grande do Sul, mas que no ano de 2017 a temporada foi estendida para os lados do sudeste do Brasil, tendo uma etapa em Interlagos e também uma em Curitiba, PR.

Fotos Oswaldo Oliveira

O tempo passou e chegamos num momento onde o crescimento da categoria é notável, vindo numa rampa ascendente, pois se ao passo que na primeira temporada o volume de carros que competem fora do Brasil em campeonatos similares era bem pequeno (na verdade tínhamos apenas o Porsche 911 GT3R que estava alinhado com o resto do mundo, ainda que houvesse outros carros importados no grid), ao longo do tempo passamos a contar com diversas estrelas dos principais campeonatos de provas de longa duração do mundo.

É verdade que a realidade de competições no Brasil é muito diferente da que temos na Europa, onde os principais fabricantes de veículos de competição ou esportivos estão lá, o que favorece os campeonatos locais, mas por outro lado, podemos ver o esforço que as equipes brasileiras estão fazendo, pois mesmo não havendo um apoio maior por parte das autoridades locais ao esporte, nem o campeonato e nem os times, baixou a guarda ao longo destes anos.

Apenas para enumerar, circulou por aqui Ferrari 488 GT3 e Lamborghini Huracán GT3, carros em atividade nos campeonatos lá de fora e ainda circulam as Mercedes AMG GT3 e GT4, Aston Martin Vantage V12 e o Porsche 911 GT3R, fora o Ginetta G58, que é um LMP3 e que está em atividade em solo nacional, com grande chances de neste ano receber a companhia de um Ligier.

Nesse meio tempo vimos o surgimento dos excelentes AJR da JLM Racing e o Sigma P1, protótipos nacionais que ao longo do tempo têm ganhado força e competitividade, fazendo com que a competição cresça com mais vigor, pois além dos carros de fora, estamos criando uma indústria nacional que inova com as possibilidades que temos aqui dentro, gerando mais opções de equipamentos de alto nível para os times.

Porém, além dos novos carros há ainda carros mais antigos e que disputam também o campeonato, como é o caso do Spyder cujos primeiros modelos datam de 1999, além do MRX da Metalmoro, lançado 10 anos depois. Mas há diversos outros além destes, como é o caso do Roco, modelo desenvolvido sobre o chassi de um Fórmula 3, o Predador, o Tornado, o Tubarão IX e o MCR Grand Am, que em comum tem o fato de serem modelos únicos.

Mas não para por ai: diversos outros modelos de rua e até mesmo carros de temporadas passadas da Stock Car, tem seus lugares garantidos no grid da competição e não participam apenas como meros figurantes, pelo contrário, competem quase que em é de igualdade com os modelos mais novos.

PILOTOS

Com o crescimento da categoria no Brasil no que diz respeito a carros e equipes, aconteceu o crescimento natural do nível dos nossos pilotos, cujo perfil começou a ser moldado também para o automobilismo internacional e neste sentido o maior expoente é Daniel Serra, que além de competir na Stock Car e no Endurance Brasil, já vinha fazendo provas esporadicamente no exterior em etapas do IMSA e WEC, porém neste ano tivemos a confirmação dele como piloto a tempo integral no mundial de endurance pela equipe AF Corsi (apoiada pela Ferrari), seguindo os passos de diversos outros brasileiros que já fazem carreira lá fora nesta modalidade.

O campeonato conta ainda com diversas estrelas do automobilismo nacional e que já estiveram em atividade fora do país, onde enxergam na categoria nacional o crescimento e o profissionalismo que o campeonato conquistou, sendo comuns vermos pilotos da Stock Car, Porsche Cup e outros grandes campeonatos de renome nacional, disputando provas da categoria.

Mas não é apenas de medalhões que vive a competição, onde temos diversos outros nomes que estão surgindo e que tem demonstrado interesse pelo campeonato nacional de provas de longa duração, como é o caso da piloto Bruna Tomaselli, que neste ano competirá na W Series. Temos também os exemplos de Lucas Foresti e Lucas Kohl, ambos jovens apostas da Stock Car, mostrando que o interesse pela competição se estende por uma longa lista, que tende a crescer ainda mais.

Em suma, de concreto o que temos e percebemos é que esta quinta temporada do Endurance Brasil tende a trazer para as pistas nacionais um campeonato ainda maior, que mesmo com a pandemia mundial de coronavírus que tem assolado o mundo, não freou o crescimento da competição e nem esfriou os ânimos dos pilotos e das equipes.

Marcio de Luca

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