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Entre Pits #16 – Paulo Salustiano

5 de março de 2020

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Editores Planeta Velocidade

Como é bom termos tantos talentos no automobilismo brasileiro! Hoje trazemos um bate papo muito legal com um grande piloto, que guia o veloz caminhão da Copa Truck pelas pistas sul-americanas. Com vocês Paulo Salustiano.

Transcrição e Revisão Francisco Brasil

Planeta Velocidade – Hoje você compete na Copa Truck, uma das principais categorias brasileiras. Mas como começou sua carreira? Qual sua trajetória até aqui?

Paulo Salustiano – Bom, minha carreira na verdade começou tarde no automobilismo, eu comecei eu tinha 17 para 18 anos. Nunca tinha corrido de Kart na minha vida. Nunca disputei campeonato de kart, e foi acontecendo por uma aventura: o meu pai tinha um amigo que corria no Campeonato Paulista, em Interlagos na época, e aí ele quis me levar para tirar carteirinha de piloto, aí tirei a carteira de piloto e no princípio, eu ia correr na Copa Corsa Metrocar, na época chamava, e fiz as duas primeiras etapas do ano. E aí depois acabei migrando já para fórmula Chevrolet no mesmo ano, isso em 2001, e aí acabei trilhando uma carreira fórmula. Depois em 2002, fui para a Fórmula Renault, onde tive uma passagem legal por lá. Pilotei Fórmula 3 também nesse intervalo aí, até 2005.

Foto João Vasconcelos

Saí da categoria, da Fórmula Renault, como um dos maiores vencedores, ganhei uma corrida de fórmula Chevrolet no meu ano de estreia. Então assim, foi um começo meio diferente da galera que já começa do Kart e tudo, principalmente quando eu fui para Fórmula Renault. Foi um momento muito difícil, porque veio todo aquele pessoal: (Lucas) di Grassi, (Sérgio) Jimenez, Nelsinho (Piquet) – Nelsinho fez umas etapas, ele focou mais na Fórmula 3 – mas Bia (Figueiredo), (Alan) Khodair, Diego Nunes, Galid (Osman), (Felipe) La Pena, tipo ver toda aquela galera, aquela, uma das últimas safras de ouro que a gente teve do kartismo, todo mundo migrou pra fórmula Renault e eu, era meu segundo ano de corrida, ‘malemal’ eu sabia trocar de marcha e eu tava no meio das férias ali, mas tivemos momentos bons na fórmula Renault, guiando monoposto, até que eu cheguei num ponto em que que eu tinha que tomar uma decisão na minha carreira que era: ou ficava no Brasil ou eu tentava alguma coisa no exterior.

 Vários pilotos foram para fora, foram tentar. Eu acho que foi até válido eu ter ficado mais um ano aqui no Brasil – que foi o ano 2004 – quando todo mundo começou a ir, e eu fiquei para saber o que ia acontecer. A maioria voltou porque na Europa é muito difícil, é muito complicado o trabalho das equipes lá, enfim, na época era tudo muito mais difícil né. Então optei em ficar no Brasil, e aí à convite do Senhor Jaime Silva, o velho Jaime, me convidou para fazer as quatro últimas etapas do campeonato de Stock Car light em 2004. Eu lutei com o seu Jaime lá, conseguimos ganhar três corridas das 4, foi bem legal. Terminei o ano, mesmo disputando meio campeonato, terminei como revelação do ano, enfim, foi um ano legal.

Foto: Sérgio Sanderson

Foi aí que eu tomei a decisão de migrar para o turismo, onde em 2005 fui vice campeão da Stock Car Light, aí em 2006/2007 eu achei que já estava pronto e preparado para subir para Stock principal. Mas eu não tava preparado, a equipe também não tinha uma infraestrutura legal para a gente poder fazer as coisas direito, e aí em 2007, até que, mesmo eu correndo sozinho na equipe, a gente acabou tendo aquele negócio de subir e descer a equipe. Acabou que eu corria sozinho, era sozinho na equipe M4T do Miguel Ferreira pai do Maurício. E aí a gente acabou sendo a 17ª equipe das 16 que se classificaram. Fomos a primeira que ficou de fora, e ali foi um momento de decepção para mim no automobilismo, quis parar naquele primeiro momento e refletir.

Pensei, aí no começo de 2008, eu comecei conversar com o Maurício (Ferreira). Ele queria que eu fosse com ele lá, lutar para subir a equipe para 2009, foi quando eu lutei com ele. A gente fez um campeonato lindo, maravilhoso, tivemos uns percalços no meio do caminho, por isso que não podemos gritar ‘é campeão’, mas o objetivo principal que era subir a equipe a gente subiu.

Ele até prestou homenagem para mim: colocou o carro que eu andava – só tá, logicamente, sem motor sem o câmbio – mas alavanca de câmbio, o meu volante com tudo do jeito que usava na posição de banco. Ele colocou o carro na parede lá, tá pregado o carro na parede oficina dele. A gente mantém um vínculo de amizade legal, bacana, mas foi só que aquele ano que corremos juntos, tínhamos uma previsão para correr juntos em 2009, e eu acabei migrando para o Mauro, fui para o Mauro Vogel.

Lá fiz dupla com o Thiago Camilo, fiz a primeira Pole e conquistei a primeira vitória desse carro que aposentaram agora na última etapa da Stock Car, que era o JL 09. Foi muito bacana muito legal, aquele, ano aquela passagem. Só que as coisas depois do meio daquele 2009, acabaram tomando uns rumos diferentes, enfim, ficou um clima muito desgastante dentro da equipe e eu acabei saindo.

Não sabia mais o que eu ia fazer da minha vida, até que o Edu Homem de Melo (eu tinha o Cássio que foi meu companheiro em 2008, um dos meus companheiros de equipe em 2008 na Copa Vicar, que era a Stock Light). E aí a gente criou esse vínculo de amizade. O Edu na época me apresentou a Fórmula Truck, onde eu me apaixonei por essa categoria de caminhões.

Paulo Salustiano cruza a linha de chegada Foto: Fernanda Freixosa, divulgação

 Meu único arrependimento é não ter conhecido antes, não desmerecendo a Stock Car, muito pelo contrário. É uma categoria top, uma categoria sensacional, mas o caminhão é uma das últimas categorias raiz, que a gente tem no automobilismo. Ali sim é uma categoria que você tem valor como piloto.

 Então todo trabalho, todo o esforço que você faz, que você luta as equipes estão vendo. Não necessariamente você precisa ganhar uma corrida, mas o valor interno que se tem lá é bem diferente das outras categorias. Inclusive a Stock Car, que é só dinheiro, dinheiro, dinheiro, dinheiro e cifras altíssimas. Então me encontrei no caminhão, tive uma passagem muito legal quando era Fórmula Truck, conquistei dois vice-campeonatos, quando eu tive um caminhão de ponta, um caminhão legal. Tive a passagem por duas equipes de fábrica que foi a Iveco em 2011 e Mercedes em 2015/2016. E aí infelizmente a Dona Neusa, a mulher deixou a categoria quebrada, deixou a categoria falir.

Paulo Salustiano durante os treinos livres. Foto: Larissa J. Riberti

Aí foi criada a Copa Truck e eu, por questão de cláusulas contratuais, não pude sair da Fórmula Truck até que ela se encerrasse, e acabei não conseguindo começar a trajetória que eu tenho certeza que vai ser de muito sucesso na Copa Truck, que é uma categoria que tá aí nas mãos do (Carlos) Com, da Wanda. E a cada ano que passa melhorando mais ainda, mais e mais e mais

Todo mundo acha que é muito fácil fazer automobilismo no Brasil, mas não é fácil, muito pelo contrário, é muito difícil pois se enfrenta muitas resistências. Infelizmente a gente acaba pagando também um pouco do preço que a Fórmula Truck deixou né? O cartão de visita a Fórmula Truck deixou. Então hoje, para os patrocinadores, para os parceiros a gente tem que mostrar o outro lado da moeda, falar que não é mais a categoria Fórmula Truck, agora é Copa Truck. Mudou o administrador, mudou tudo.

Foto Vanderley soares/+Brasil

Muitos patrocinadores ficaram meio que traumatizados com uma série de ocorridos que tiveram na antiga categoria. Enfim, então hoje tô na categoria de caminhões desde 2010, e agora não tem nem o que questionar.

O que acontece seguinte, o nosso namoro na verdade, eu e a Copa Truck, sempre existiu. Tenho grandes amigos lá dentro, e bateu na trave 2017, bateu na trave em 2018. Fiquei praticamente dois anos no ostracismo sem fazer nada, foi agoniante. Fiquei prestando consultoria para o piloto César Fonseca na Mercedes CLA, e acabei me aproximando de novo do pessoal e a consequência disso, graças a Deus, no começo do ano passado eu recebi um convite do Renato para integrar a equipe RM e tá sendo uma maravilha. Eu tô muito feliz de estar na Copa Truck.

PV – Qual o momento mais marcante em sua trajetória nas pistas?

PS – Eu acho que eu tive vários momentos, né? Acho que desde a primeira vez que eu sentei num carro de corrida, eu nem imaginava que hoje eu me tornaria um piloto profissional. Falo isso e carrego isso com muito orgulho, porque não é fácil, tantos pilotos aí de altíssimo calibre que não conseguiram dar sequência na sua trajetória de piloto. Vendo pilotos muito bons parando por falta de parceiros, patrocínios. Que aí entra o que eu falei com relação à valorização que se tem dentro da categoria Truck no caso hoje a Copa Truck.

 Você não precisa necessariamente estar sentado no caminhão para ganhar a corrida. Se você tiver sentado num caminhão inferior, alguma coisa, a gente sabe: se você tiver um resultado positivo em cima daquilo, então esse tipo de valorização que eu falo. Entendeu? As oportunidades que eu tive ao longo dessa trajetória, então tive momentos marcantes, tive o momento do início da minha carreira. Eu tenho um negócio que é muito legal que é ganhar em todas as categorias que eu disputei: seja fórmula Chevrolet; Fórmula Renault; Fórmula 3; Stock Car Ligth; Copa Vicar;  Stock principal; fórmula truck; Copa Truck. Campeonato na corrida na terra, corrida. A terra eu ganhei. Então assim, todos os carros de corrida que eu já andei eu tive uma vitória, então é muito relativo, né? Os momentos marcantes, cada momento é um momento.

Esse ano aqui foi um ano muito especial para mim, o ano que passou 2019. Apesar de ter terminado em 3º no campeonato, mas o nível que a gente estava, o nível do caminhão que a gente tinha. Eu parado durante praticamente dois anos sem sentar no caminhão, e logo na primeira etapa tinha largado em quinto em menos de 5 minutos, eu tava em primeiro até sofrer um problema mecânico. Mas são coisas que acontece eu fiquei muito feliz, não tinha perdido o ritmo, isso foi se aperfeiçoando ao longo do ano.

2008 também foi um ano marcante, um ano muito legal para mim. Foi um pouco frustrante por alguns problemas que eu tive extra pista, mas foi um ano maravilhoso, eu consegui subir a equipe, que era nosso principal objetivo. Então 2009 também ganhar aquela primeira corrida lá, diante de tantas dificuldades que eu tive naquela semana que foi tudo apertadinho treino e corrida no mesmo final de semana.

Foto – Luciana Flores/Fórmula Truck

Então foi muito legal, foram momentos. Minhas Conquistas dos meus vice-campeonatos na fórmula truck. Foram vários momentos marcantes, se eu determinar um só eu vou estar sendo ingrato. O mais recente, sem dúvida nenhuma, é como eu falei é a ida para a copa Truck ano passado, ter disputado o campeonato inteiro de forma regular, e esse ano aqui tá colhendo os frutos do ano passado, as coisas melhorando fechando patrocinadores que é o mais importante pra gente dentro do automobilismo.

PV – A Copa Truck irá fazer dois grandes eventos com a Stock Car. Como é a sua visão de piloto dessa união?

PS – Eu acho muito, mas muito, muito, muito legal. É uma ideia que ano passado eu falava várias vezes para o próprio Col, para a Wanda, para o meu chefe Renato Martins. Comentava entre pilotos também que seria muito legal, ainda mais com o Col sendo o CEO da Stock Car hoje da Copa Truck, unir as duas maiores categorias do Brasil aí para fazer um mega evento que eu tenho certeza que o público vai adorar, vai ver os carros mais velozes que a gente tem no país hoje aí praticamente, tirando os carros do Endurance, mas os Stock Car e ver os caminhões, os brutos mais pesados aí também, fazendo um belo espetáculo em duas corridas em Interlagos, que eu tenho certeza que vai ser um sucesso. Nós vamos lotar o autódromo e, quem sabe para 2021, a gente não faz um campeonato completo junto com a Stock Car, né? Seria uma coisa bem legal, bem bacana, não somos categorias conflitantes, não tem nada a ver uma com a outra. Stock Car é carro, Copa Truck é caminhão, são duas linhas, dois segmentos totalmente diferentes que acho que é o que diversifica um pouco as coisas, né?

Grid da Stock Car em Goiânia
(Duda Bairros/Stock Car)

Então por isso que vai ser um final de semana muito legal, além do que vai ter a Copa HB20, vai ter Stock Car Light também nesses dois mega eventos aí que a gente vai ter. Mas tô muito feliz, fiquei muito animado com a notícia e vamos lá, que venha Interlagos a primeira aí vai ser a terceira etapa do ano, estou ansioso para ver como que vão ser as coisas aí, mas bem feliz também com esse anúncio.

PV – Qual pista você mais gosta no calendário? E qual circuito você gostaria de pilotar?

PS – Particularmente eu tenho até algumas pistas. Lógico quem não gosta de Interlagos? Não tem como falar que não gosta. Eu era um grande apaixonado por Curitiba, até ter esses problemas todos aí, infelizmente, de administração, eu não posso ir a fundo porque realmente eu não sei quais os problemas que Curitiba sofreu, mas ficou fora aí nos anos do calendário, então é uma pista também que eu gostava demais de lá, eu adoro Curitiba também. Uma pista que eu tenho um carinho enorme, foi a pista que onde eu mais venci de caminhão, que é Londrina que a outra pista também que, independente de caminhão, carro, eu adoro o traçado de Londrina. Uma pista que precisa de melhorias também, mas é uma baita de uma pista, um baita de um traçado.

Vence em Londrina Foto divulgação/Internet

Nós temos Caruaru, por exemplo que é um circuito, um traçado muito legal, muito técnico. Só que infelizmente está largado, tá jogado, então não sei se posso contar esse daí, mas é um circuito muito legal, muito bacana, mas totalmente sem condições para receber qualquer categoria que for, até uma regional porque não tem infraestrutura nenhuma. Não tô falando infraestrutura somente para patrocinador, tô falando de um simples banheiro, não tem estrutura para direção de prova, não tem nada.

Foto divulgação/Internet

Então é uma pena que um autódromo desse porte, a gente podia ter uma corrida no Nordeste, por que não? Como nós tínhamos no caminhão, no caso. Mas chegou um ponto que não dava mais pra andar, e também por viabilização de custos, que é muito caro ir pro Nordeste, é uma viagem muito longa.

Eu acho que de cabeça agora que veio são esses circuitos, eu gosto muito também de Santa Cruz do Sul, inaugurei aquela pista em 2005 com a Fórmula Renault (2005 ou 2004, não estou lembrado) mas, independente disso é uma pista que eu gosto muito também.

Foto Orlei Silva

Velopark que é um kartódromo para carro grande, então é uma pista também que eu gosto muito. Claro tem Tarumã também, enfim, eu sou apaixonado. Uma pista, assim, acho que é mais fácil falar o que eu não gosto. Eu andei ano passado e não gostei de Curvelo, o atual traçado, que foi feito, não achei legal. É uma pista de muita curva e sem oportunidade de ultrapassagem, entendeu?

Paulo Salustiano foi o segundo mais rápido nesta sexta-feira no Velopark — Foto: Duda Bairros/Copa Truck

Então é uma pena isso daí, vamos ter um Autódromo novo agora que é Potenza, não conheço também, não foi inaugurado, mas logo mais. Velocittà uma pista de bastante curva também, é uma pista para você fazer testes, para você treinar, mas eu vou dizer que não muito do meu feitio também. Não pela quantidade de curvas, mas acho que uma pista tem que te proporcionar fazer curvas, ter retas, ter oportunidades de ultrapassar e tem pistas que não fornecem isso de jeito nenhum, em condição nenhuma.

Paulo Salustiano (Duda Bairros/Copa Truck)

Mas enfim, acho que falei as minhas pistas preferidas: São Paulo; Curitiba; Londrina; Santa Cruz, vou ficar chateado se esquecer alguma aqui, mas acho que essas são minhas músicas preferidas. No sul, Guaporé, também é uma pista  muito legal de se andar, aqui também tá com bloqueio aí, e acho que não tem muito mais opção, né? Campo Grande é uma pista que eu gosto de andar também. Acho que não tem pista que eu não gosto (risos). Tendo pista, tendo asfalto, lugar para acelerar, vamos lá, nós estamos dentro.

 PV – Você fez uma grande temporada em 2019. O que acha que faltou para o título?

 PS – Acho que faltou um pouquinho de tudo. No começo do ano, infelizmente, a gente teve alguns probleminhas mecânicos. Eu também acabei sofrendo duas batidas, tive dois acidentes: um em Londrina, na corrida 2, acabei recebendo um toque do Roberval Andrade, parei no muro e acabei com o caminhão. E depois em Rivera, que eu tava muito bem, que era a chance de eu conquistar minha primeira Copa ali, meu primeiro ouro. Infelizmente acabou dando um problema elétrico no caminhão, eu voltei para pista depois que a equipe solucionou, mas voltei só para a corrida dois. Tava fazendo uma baita corrida de recuperação, só que acabou que teve um toque na minha frente entre o Felipe (Giaffone) e o (Welington) Cirino. E aí o Cirino rodou, eu tava ‘embaixo’ da Débora para passar. E ela acabou desviando para um lado eu fui para o Cirino tava no meio batendo também, debulhou o caminhão.

Paulo Salustiano fatura o título da Quarta Copa no Velopark – Foto: Vanderley Soares/+Brasil

  E a partir dali, ou melhor, antes até o caminhão já tava muito bom, mas aí fizemos uma série de modificações, uma série de coisas. O caminhão meio que ficou mais blindado, sem riscos de quebra, sem acontecer nada, e a gente conseguiu voar na reta final do campeonato. Mas tudo serviu de aprendizado, acho que foi um ano maravilhoso. Eu não tenho do que reclamar, o Beto foi campeão merecidíssimo, tava sentado num belo caminhão, ele pegou o caminhão que era do Felipe no passado. Eu peguei o caminhão que era do Renato, então tive que fazer um ano de ajustes também para mim no caminhão fazendo um caminhão também.

Foto: Vanderley Soares/+Brasil

 Mas agora vamos para cima, vamos com tudo, 2020 que nos aguarde aí que vai ser um baita de um ano, um baita de um campeonato, tenho certeza disso daí. Pode escrever aí que vamos brigar por esse título com certeza!

 PV – O que podemos esperar para 2020? Quais as novidades para conquistar o campeonato?

PS – Como eu falei antes, a expectativa aí pro título, lutar por ele. Dentro de casa eu já tenho um grande rival, mas amigo, que o Beto Monteiro.

Paulo Salustiano fatura o título da Quarta Copa – Fotos: Duda Bairros/+Brasil

 Vai ter os caminhões da Mercedes que vão vir fortes também, da Iveco. Então assim, mas eu sou mais o nosso conjunto Volkswagen, vamos trabalhar, estamos indo nessa semana treinar para testar alguns componentes novos aí, que a gente está em fase de desenvolvimento para fazer melhorias no caminhão.

Então de 18 (corridas em 2019) a gente ganhou 15, que seja 18 de 18 esse ano, seria um sonho, claro, mas vamos lutar, vamos lá. Acho que tem que ser um passo de cada vez, primeiro lugar é pensar em Londrina, buscar um resultado bom, positivo. Depois pensar na segunda etapa em Santa Cruz do Sul para finalizar a primeira Copa.

 Então eu já vou com uma perspectiva boa de duas pistas que eu gosto muito de andar. Então é só deixar tudo redondinho e ir para cima e lutar por essa copa. E indo copa a copa, corrida a corrida, lutando para chegar na grande final com uma a pontuação expressiva para poder definitivamente, brigar pelo título de verdade, né?

Paulo Salustiano fatura o título da Quarta Copa – Fotos: Duda Bairros/+Brasil

 Ano passado eu cheguei, igual falei, mas cheguei muito defasado com relação ao Beto. Nós fizemos um trabalho excepcional de equipe durante o ano e também na última etapa. Eu lutei para passar o Roberval. Passei Roberval, Escoltei o Beto, no final invertermos a posição para eu fazer mais pontos e tentar lutar pelo vice-campeonato.

Na corrida 2 também fui com tudo para cima, tava em segundo até que deu o Pace Truck, e depois o Roberval acabou entrando com uma reclamação, com um protesto contra os nossos caminhões: o meu; do Beto e do André (Marques),e nós entramos com um protesto contra ele. Nossos caminhões foram aferidos tecnicamente Ok, e o dele caiu na vistoria. Ele foi desclassificado da corrida com isso herdei a vitória da segunda também, mas faltaram dois pontinhos, como André subiu também de posição na pista. Faltou dois pontinhos para a gente conseguir o vice-campeonato que ia ser maravilhoso também.

 Fiquei muito feliz com o terceiro lugar, não é demérito nenhum você ser terceiro colocado. O ruim foi não encaixar as corridas, né? Mas 2020 tá aí, nós vamos mudar tudo, aprendi muita coisa e vou continuar com meu jeito agressivo de ir para cima, de lutar. Vamos buscar esse título aí que escapou da gente brigar por ele ano passado, mas esse ano não vai escapar não, tenho certeza disso.

 Esse ano com bastante novidades, com parceiros legais, com parceiros fortes, e claro em uma equipe competente que é a RM. A Volkswagen dando toda aporte para nós, haja vista ano passado que de 18 corridas, eu e o Beto ganhamos 15. Faltou um pouquinho, o molde do campeonato é um pouquinho diferente, então não adiantou eu ter ganhado seis corridas no ano, porque eu não consegui encaixar nas copas. Eu sempre tive algum tipo de problema, mas esse ano aqui a expectativa não poderia ser diferente, a não ser título. Não tem outra visão.

 Eu cheguei na grande final do ano passado na quarta colocação do campeonato, da grande final. Cheguei somente com a conquista do Ouro, que foi o último ouro na última Copa, esse ouro que bateu na trave na terceira Copa. Esse ouro que bateu na trave na primeira Copa e enfim, mas não era para ser a gente fez vários ajustes. Então esse ano aqui vamos vir forte. Com certeza.

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