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F1 – As 97 vezes que o 44 foi brilhante

3 de maio de 2021

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Marcio de Luca

Conforme dito na matéria que relaciono o “alinhamento dos planetas” Portugal, Lewis Hamilton e Ayrton Senna (leia a matéria clicando aqui), pode ser que no dia 1º de Maio o piloto não quisesse ser o número 1, mas seguramente no domingo tentaria ser.

Tentou e foi!

De forma brilhante, reclamando dos pneus, mas sendo ágil e inteligente, Lewis Hamilton aos poucos se encaminhava para mais uma vitória, num momento em que vemos uma ascensão abrupta da Red Bull Racing, que na pessoa de Max Verstappen, tem ido com tudo pra cima em busca de um título inédito para ele e que fecharia com chave de ouro a segunda passagem da Honda pela Fórmula 1.

O piloto inglês de 36 anos já não precisa provar mais nada a ninguém dentro e fora da Fórmula 1, mas ao que parece, ele ainda não está convencido disso. Hamilton deve estar buscando provar algo para si e este é o tipo de compromisso que vai além das linhas que delimitam as pistas, pois apenas ele sabe o que está buscando.

Hamilton conquista a sua vitória 97 – Foto: F1/Divulgação

Corrida de Portimão – Pista complicada por vários fatores

Portimão não é uma das pistas mais fáceis de guiar, sobretudo pelo novo asfalto, que devido a falta de eventos esportivos, não está tão emborrachado como deveria, e isso faz com que os pilotos sofram com a falta de aderência. O que resulta em uma corrida não muito “comum”.

Mas engana-se quem pensa que é só o asfalto o problema: o vento também é outro fator determinante nesta corrida portuguesa, que além de soprar forte, muda de direção constantemente (muito em vista devido a sua localização costeira) e com isso, no sobe e desce desta maravilhosa pista, as vezes se dá de cara para o vento e nem sempre o resultado é dos melhores.

Porém, estas características ou dificuldades como queira chamar, são imputadas a todos os vinte pilotos que estão na pista e quem melhor lida com todas estas situações, acaba tendo um bom resultado ao final da corrida e foi exatamente isto que Hamilton fez. O inglês, lidou com maestria a todas estas variáveis e soube tirar o melhor do seu carro, num momento em que se esperava uma Mercedes atrás. O fim de semana mostrou que o time alemão e seus pilotos não estão em alta à toa, mas sim por um conjunto de competências, que tem na pessoa de Hamilton o topo da pirâmide.

Hamilton e sua forma de pilotar

Lewis Hamilton foi impecável na corrida de Portimão – Foto: F1/Divulgação

A forma como o piloto lida com as adversidades e a desvantagem, parece criar uma catapulta mental impressionante que lhe impulsiona para frente, que faz de Hamilton um mestre em sua arte, seja qual for a condição – raramente vemos uma falha ou outra vindo dele, mas é incrível sua capacidade de se manter beirando a perfeição quando anda no limite.

Esta será uma temporada como há muito tempo não víamos na Fórmula 1 e independente do resultado que se tenha ao final do ano, sabemos que as 100 pole positions e as 100 vitórias na carreira Hamilton irá conquistar. Porém, chegando a estes números, absolutos, duvido que ele não busque se tornar mais imbatível ainda, sendo oito vezes campeão do mundo.

Vamos aguardar o que a história nos trará, sabendo sempre que: quando aquela viseira do capacete roxo é abaixada, ou você sai da frente, ou perderá mais um luta na pista, afinal o número 44 tornou-se um dos maiores da matemática do automobilismo.

Marcio de Luca

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