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Fórmula 1- Passos à frente e passos atrás

3 de maio de 2021

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Marcio de Luca

Ontem no GP de Portugal da Fórmula 1 vimos uma interessante luta no final do pelotão, onde Mick Schumacher da Haas protagonizou uma intensa briga com Nicholas Latifi da Williams e nos faz perceber algumas coisas deste setor do grid das corridas.

A primeira é que Schumacher parece estar se habituando muito bem à Fórmula 1, sendo melhor em todas as circunstâncias se comparado ao seu companheiro de equipe Nikita Mazepin, que a todo instante causa polêmica dado seu fraco rendimento como piloto e todo o demais.

A segunda coisa que se percebe é que a Haas mesmo não trazendo modificações e atualizações para seu carro, preferindo focar esforços na temporada 2022 quando as mudanças serão maiores e demandam um investimento maior, está começando a ter um certo norte de bom desempenho (levando em consideração apenas este setor do grid), pois a Williams notadamente tem um carro melhor, mas ontem não conseguiu terminar a frente do piloto alemão, mesmo levando-se em consideração a evolução que o canadense do time de Grove está mostrando.

Mick Schumacher (Haas) ultrapassa Latifi (Williams) – Foto: F1/Divulgação

Verdade seja dita, foi a Haas quem terminou as duas primeiras corridas na rabeira da competição, mas pouco a pouco o time parece estar se entendendo com o equipamento que tem em mãos e os pilotos (leia Schumacher) parecem estar descobrindo a melhor forma de conduzir o VF-21, o que é um bom passo, sobretudo como preparação para a temporada 2022, onde os dois não terão a desculpa que ainda são iniciantes na categoria.

Williams carro só de qualy?

Nicolas Latifi não foi bem em Portimão – Foto: Divulgação

Na contramão da Haas vemos a Williams, que tem se qualificado bem aos sábados, sobretudo com George Russell, mas não tem conseguido obter um bom rendimento na corrida e isto ficou ainda mais escancarado neste final de semana, onde o inglês se qualificou em 11º e finalizou a corrida em 16º, exatamente a frente de Schumacher.

Pode parecer um caso isolado, mas ao que tudo indica a Williams tem priorizado uma configuração de classificação ao invés de um setup de corrida, pois não é possível que do sábado para o domingo, o carro mude tão bruscamente da forma que tem se mostrado – claro que levo em consideração o GP da Emilia Romagna, onde Russell estava duelando com Valtteri Bottas da Mercedes, mas ali sim me parece um caso isolado, sobretudo em relação ao finlandês, que andou muito aquém do que deveria, bastando inclusive dar uma olhada na qualificação dele.

Diferente disso, a Haas não tem sido ótima em classificação, não avançando do Q1 em nenhuma das três etapas, mas na corrida o ritmo parece ser mais constante e ao longo da corrida, é perceptível que Schumacher encontra sua zona de conforto dentro carro, que lhe permite buscar um rendimento maior – vimos isto na corrida de ontem.

Equipes fracas e seus jovens valores

Mick Schumacher continua sendo o destaque da Haas- Foto: F1/Divulgação

Em suma, mesmo sabendo que ambas as equipes estão longe de lutar por pontos, temos que acompanhar o desempenho de cada uma delas, afinal a Fórmula 1 não é feita de apenas 10 carros, mas sim dos 20 que competem e são exatamente nestes carros “que não competem por pontos”, que temos jovens promessas que um dia irão duelar pelos títulos.

Vamos observar o andamento de cada um dos times deste final de pelotão, pois quando o carro é bom, é muito mais fácil de se obter pontos, porém quando ele não é, torna-se muito mais fácil perceber quem realmente tem talento para a coisa, ainda que não marque pontos.

Quando o vento sopra bem, qualquer nadador pode se tornar um timoneiro, mas só os bons timoneiros se tornam capitães.

Marcio de Luca

Marcio de Luca

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