Fórmula 1 – W11: Qualquer um seria campeão com ele?

17 de dezembro de 2020

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Daniel Mendes

Texto de Márcio de Luca
Instagram: @marciodelucafotografia

O piloto britânico Lewis Hamilton tem escrito sua história na Fórmula 1 com letras garrafais, sobretudo ao superar diversos recordes da categoria neste ano, bem como ao se igualar a Michael Schumacher no número de campeonatos conquistados.

Porém, neste ano de pandemia Hamilton foi infectado pelo novo coronavírus e com isso ficou de fora do GP do Bahrein, cedendo lugar ao conterrâneo George Russell, que devido ao fraco carro que guia na Williams, nunca havia terminado uma prova na zona de pontuação.

Mas, ao se assentar no W11 não apenas pôde estar na zona de pontuação, como esteve em vias de vencer a corrida, algo que não foi possível devido a trapalhada ocorrida nos boxes da equipe em seu pit stop e posteriormente pelo azar de ter um pneu furado.

O questionamento

E então me fez ter uma dúvida: o W11 e seus antecessores da era turbo-híbrida é efetivamente o motivo que tem impedido que pilotos de fora da Mercedes sejam campeões?

Creio que Russell seja realmente um bom piloto, mas tenho certeza que o carro foi o efetivo diferencial e isto fica claro ao ver que Valtteri Bottas, que na minha opinião é um piloto mediano, terminou o campeonato em segundo lugar novamente, mas muito próximo de ter sido superado por Max Verstappen da Red Bull Racing, que sabidamente tem um equipamento inferior ao do finlandês.

Não quero assim diminuir os feitos de Hamilton, associando suas vitórias e números única e exclusivamente ao potencial do carro, mas verdade seja dita, o britânico que já é diferenciado por natureza, tem sido beneficiado pela eficiência muito superior do ex-flecha de prata, o que resultou numa dupla avassaladora que pulverizou todos os recordes que ainda estavam por ser batido.

Mais do mesmo na Fórmula 1

Se tudo correr bem para a Mercedes em 2021, o que é muito provável, este será um ano onde os recordes serão elevados ainda mais e Hamilton baterá corrida após corrida os seus próprios números, pois mesmo já estando com uma idade que indica que sua carreira na Fórmula 1 se encaminha para o fim, o piloto se encontra em sua melhor forma.

Em suma o que o mundo tem presenciado nestes últimos anos é a mais pura personificação do termo popular “feitos um para o outro” no que se diz respeito a carro e piloto, digo Hamilton e W11, onde claramente se percebe que o carro está a frente de todos os demais do seu tempo, levando de carona e com merecimento o piloto que brilhantemente o conduz.

Daniel Mendes

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