Entre Pits #20 – Sérgio Sette Câmara

18 de março de 2020

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Francisco Brasil

Essa semana está sendo movimentada para os brasileiros mundo a fora! E um dos principais personagens brasileiros do esporte a motor na atualidade conta para o Planeta Velocidade sobre a notícia que nos enche de esperança de ver um brasileiro no cockpit da F1.

Divulgação (Red Bull | Quick Comunicação)

Apresentamos nosso bate papo com Sérgio Sette Câmara.

Planeta Velocidade – O assunto da semana foi seu anúncio como piloto de testes da Red Bull e AlphaTauri. Como é voltar ao programa de pilotos do Helmut Marko?

Sette Câmara – Volto para a família Red Bull em uma situação bastante diferente que tive em 2016. Agora sou o piloto reserva de 4 carros de F-1, estarei presencialmente na pista com todo o time das duas equipes, participando efetivamente das atividades. Além disso, seguirei fazendo o trabalho de desenvolvimento em simulador que me dá uma bagagem excelente também. Estou muito feliz pela oportunidade e espero, além de contribuir, aprender o máximo possível.

PV – Como surgiu a oportunidade de retornar ao programa Red Bull, uma vez que o anúncio pegou todos de surpresa?

SC – Desde o ano passado, quando conquistei a Super Licença da F-1, estou conversando algumas equipes e, inclusive, a Red Bull. Analisamos as possibilidades… Tinha a questão do contrato com a McLaren e tudo tinha de ser tratado com muito cuidado para que as coisas ficassem claras para todos os lados. Graças a Deus conseguimos amarrar tudo na última semana e, assim, chegamos ao ponto do anúncio.

Divulgação (Red Bull | Quick Comunicação)

PV – Você fez testes pela Carlin na Fórmula Indy. Você ainda irá participar de corridas por lá, como especulado pela imprensa, ou ficará só nos testes?

SC – Não tenho nada de concreto com a F-Indy nesse momento. Fiz o teste em Austin, consegui entregar tudo o que foi orientado pelo time e, de toda forma, a Indy é uma categoria TOP em nível mundial. Caso exista alguma possibilidade de competir vamos estudar com carinho. Hoje sou contratado por duas equipes de F-1 e uma equipe de F-E. Deste modo, tudo o que acontecer daqui para frente sempre envolve muita negociação, calendários e avaliação dos benefícios.

PV – Além do seu retorno ao programa Red Bull e a possibilidade da Indy, quais os outros planos para 2020? Tem conversa com alguma outra categoria?

SC – Como dito na resposta anterior estou contratado também pela GEOX DRAGON da F-E. Estamos analisando algumas opções de categorias em que eu poderia competir nesse ano, porém, nada definido ainda.

PV – Você conseguiu pontuação para a Super licença após o 4° lugar na F2 em 2019. Isso pode nos dar esperança de ver um brasileiro novamente no cockpit de um F1, ao menos nos treinos livres de sexta?

SC – Estou pronto para sentar num carro de F-1 a qualquer momento. Tenho me preparado muito minha vida inteira e este é o meu grande objetivo. Já treinei com a Toro Rosso (2016) e a McLaren, no ano passado, mais uma grande quantidade de horas no simulador. Não tenho nada definitivo sobre treinar neste ano, mas, irei acompanhar as atividades nas pistas e, caso eu seja convocado, estarei lá pronto para fazer o meu trabalho.

Foto destaque Divulgação (Red Bull | Quick Comunicação)

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