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Fórmula1: WILLIAMS PODE SER EQUIPE SUPORTE DA ALPINE EM 2022

24 de fevereiro de 2021

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Marcio de Luca

Apesar do recente anúncio da equipe britânica Williams que passará a ter uma parceria mais estreita com a Mercedes, que atualmente fornece apenas as unidades de potência ao time, mas que num futuro próximo poderá fornecer as caixas de velocidade, entre outras partes, a imprensa europeia tem ventilado uma possível migração da equipe de Grove para a Alpine.

O time francês não possui nenhuma equipe cliente na Fórmula 1 e isto pode ter impactos de diversas naturezas na equipe e na empresa como um todo, já que da parte financeira não recebe nenhum tipo de renda extra pelo fornecimento de motores a outras equipes, mas também a parte técnica é afetada, uma vez que são apenas dois carros fornecendo dados aos engenheiros da fábrica, algo que pensando na Mercedes por exemplo, serão oito carros no grid este ano sendo empurrados por suas unidades de potência, Aston Martin, McLaren e Williams, além dos carros da própria equipe, o que gera um volume de informações imensa.

Por outro lado o grupo Renault como um todo fica limitado a apenas dois lugares no grid como possibilidade de promoção à Fórmula 1 do seu programa de jovens pilotos, sendo que a marca está envolvida em diversas outras categorias de fórmula (e não apenas), que geram novos talentos, mas sem grandes possibilidade de acesso a categoria máster do automobilismo mundial. Com o advento de uma equipe cliente, o problema em partes é resolvido, como foi feito pela Ferrari ao promover o campeão da Fórmula 2 Mick Schumacher a um carro da Haas, uma de suas equipes clientes.

A Alpine tentou sem sucesso trazer a Alfa Romeo (leia-se Sauber) para o seu lado, mas não obteve sucesso e com isso, tenta de forma mais agressiva o retorno da Williams ao seu portfólio de clientes, algo que foi confirmado pelo jornal italiano La Gazzetta dello Sport, que cita que já há um acordo pré-estabelecido entre as partes.

Se houver alguma vantagem financeira para o time inglês, analisando friamente a situação, a Williams só tem a ganhar, pois deste a entrada da era turbo-híbrida na categoria a equipe utiliza as melhores unidades de potência do grid, porém seus resultados só têm regredido ao longo do tempo, culminando numa temporada 2020 sem marcar sequer um ponto.

Vamos aguardar, mas verdade seja dita, pior do que está a Williams não fica.

Fotos divulgação

Marcio de Luca

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