Entre Pits #18 – Felipe Nasr

10 de março de 2020

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Francisco Brasil

Em entrevista exclusiva, Felipe Nasr conta diretamente dos EUA sobre sua carreira e revela, EM PRIMEIRA MÃO NO BRASIL, que o veremos na Fórmula Indy já na prova de abertura.

| Driver: Felipe Nasar| Team: Carlin| Number: 31| Car: Dallara DW12 UAK18| Keyword: Chevrolet|| Photographer: Andy Clary| Event: Open Test| Circuit: Circuit of the Americas| Location: Austin, Texas| Series: NTT IndyCar Series| Season: 2020| Country: US| Keyword: motor racing| Keyword: motorsport|Keyword: open wheel|Keyword: single seater|Keyword: TX|Keyword: road course|Keyword: Content Day|Keyword: Open Test|Keyword: testing|Keyword: preseason testing|

Planeta Velocidade – Acompanhamos sua injusta saída da Fórmula 1, após salvar a equipe numa apresentação espetacular no GP do Brasil. Como você recebeu a notícia?

Felipe Nasr – Cara, a Fórmula 1 foi uma passagem incrível, né? Apesar da pouca competitividade do carro e da equipe. Eu acho que eu consegui mostrar bons resultados, fiz corridas fantásticas, como a primeira prova na Austrália, a prova na Rússia também que eu fiz um sexto lugar.

O primeiro ano de 2015 foi fantástico, e o último ano de 2016, foi um ano bem mais complicado, né? O carro, que era um dos piores carros da Fórmula 1, eu consegui fazer aquele resultado no Brasil, uma das minhas melhores corridas que eu já fiz a minha carreira. Extremamente difícil pelas condições, mas eu acho que o cenário foi muito bom, apesar de ser difícil, eu acho que eles dois pontos foram muito valiosos, né? Eu acho que mostrou realmente a capacidade mesmo de estar num carro pouco competitivo e superar toda aquela situação. Então foi muito prazeroso também, eu pude desfrutar muito aquele resultado e eu já sabia, eu já sabia que as coisas não estavam se indicando bem para o ano seguinte, então quando eu tiver notícia em Abu Dhabi que eu não ia continuar, claro que foi um choque no momento, mas eu já tinha consciência de que aquilo poderia acontecer.

Claro você fica chateado por que o momento é difícil de aceitar, mas ao mesmo tempo eu acho que ali abriu minha cabeça para muita coisa, né? Acho que muitas oportunidades surgiram dali, claro que eu passei na carreira inteira trabalhando para aquele momento, desde pequeno dedicando meu tempo,minha vontade, minha energia, meus resultados, minha família também. O empenho de todo mundo foi chegar à Fórmula 1, e vejo isso como uma passagem muito positiva; cheguei lá mostrei, serviço e vida que segue.

PV – Você soube se reinventar na IMSA, conquistando um título logo de cara. Você acha que as diferenças na cultura do automobilismo americano, em relação ao europeu, ajudaram nisso? O que você notou de diferença entre elas?

FN – É o que foi difícil foi que eu não corri no ano de 2017 né. Pela notícia tarde da saída da Fórmula 1, foi muito difícil negociar qualquer outro campeonato e eu não queria entrar em qualquer campeonato não sendo competitivo. Então em 2017, tive aí uns seis meses que só fui guiar um carro de corrida em Julho pelo convite da Action Express, e foi ali que surgiu o contato e a oportunidade no IMSA.

E foi Fantástico cara, é uma categoria eu tenho muito tesão, a categoria onde me divirto bastante e pude de cara ganhar dois títulos logo em 2018 com a equipe Action Express pilotando o carro 31 da Whelen Cadillac foi fantástico, e sem conhecer nenhuma pista no Estados Unidos, então acho que foi um baita batismo, né? Como é que eu falo, conquista né? E dali em diante só colhi bons frutos, eu vejo que as portas estão se abrindo no Estados Unidos, mas o IMSA é realmente é uma diversão sem fim e não me vejo saindo do SportsCar tão cedo, tanto é que o SportsCar, o futuro é bem promissor com essa fusão com os carros híbridos, né, a partir do ano que vem. Eu acho que muita coisa vai surgir.

PV – Você teve uma rápida passagem pela Fórmula E pela Dragon. Como foi essa experiência?

FN – A Fórmula E foi uma experiência boa e ruim ao mesmo tempo, eu acho que foi legal, conheci a tecnologia tão avançada dos carros, a maneira, a corrida em si, a dinâmica muito diferente, é bem difícil também, mas bem desafiadora. Mas eu acho que o lado negativo foi que a equipe ainda tava devendo um carro competitivo, então seria um desafio muito grande e eu tava no ano de decisão do meu campeonato de IMSA e não queria abrir mão desse campeonato, então preferi dar continuidade no IMSA. Aí deixei a Fórmula E para uma próxima, né? Não quer dizer que eu fechei as portas, mas eu acho que não era o momento de continuar.

PV – Após sua maratona para chegar aos últimos testes da Indy (com ótimos resultados, diga-se), a imprensa tem dado como certa sua participação na categoria dividindo o carro #31 da Carlin. Você irá realmente correr algumas provas da Indy?

FN – Sobre a Fórmula Indy. Eu acho que é um carro de monoposto, a Fórmula Indy é uma categoria muito interessante para pilotos e equipes, é extremamente competitivo, é um carro difícil de se guiar. E me identifico até hoje como um piloto que gosta de monopostos, então essa conexão veio quase que automática, e esse último convite da Carlin para Sebring, foi uma baita aventura, mas eu acho que só mostra que tudo podemos superar, a gente pode realmente a nossa força de vontade atingir objetivos que nem a gente imagina.

Então foi uma baita aventura, vim do Brasil de última hora. Tava num churrasco em casa, vim de classe economia, o vôo tava cheio e, mesmo assim, cheguei no outro dia perdendo o treino da manhã, e fui lá e liderei o treino sem ter dormido, sem ter comido direito, ou seja, poderia ter inventado mil desculpas, mas isso uma oportunidade, né? E eu tô colhendo os frutos agora, porque eu posso confirmar que esse final de semana eu estarei no GP de São Petersburgo com a Carlin, então eu tô muito feliz com essa notícia e de tá participando do meu primeiro final de semana na Indy, claro com pé no chão. Trabalhar para a gente conseguir um bom resultado e dar continuidade nesse trabalho aí, que foi de desenvolver o carro dos treinos.

E agora vamos botar na pista de verdade para ver como é que vai ser esse Primeiro final de semana.

Francisco Brasil

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