Gold Classic continua crescendo

14 de outubro de 2020

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Colaboradores Planeta Velocidade

No último de semana, os pilotos da Gold Classic encararam um desafio, até então, inédito. A categoria realizou uma etapa no Autódromo Internacional de Pinhais, circuito no qual a categoria nunca tinha realizado uma etapa até então.

Com grid cheio, somando mais de 50 carros em todas as classes, a categoria iniciou no sábado, 10/10, as atividades, contando com dois treinos livres de 60 minutos de duração cada. Fechando os treinos livres, um último treino de 120 minutos. No final da tarde foram realizados os treinos classificatórios, formado por dois grupos e com duração de 15 minutos para cada.

Colaboração:
Keko Gomes
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Revisado por Francisco Brasil
Fotos Keko Gomes

Tivemos a oportunidade de bater um rápido papo com o organizador da categoria, Luc Monteiro, para explicar um pouco mais o que esse final de semana significa para a categoria.

Facebook/LucMonteiro

PV – Estreia da Gold Classic em Curitiba, esse que é um dos principais autódromos do Brasil, o que isso significa pra categoria?

Luc – Significa mais um passo vencido, de um certo modo até poderia dizer. É uma brincadeira inclusive que o Niltão Amaral, do Blog do Passatão, sempre faz. É uma brincadeira com um fundo de verdade que a Gold começou no autódromo de Curitiba. Em março de dois mil e dezesseis teve uma prova mais ou menos nesse molde, com o regulamento da Classic Cup Paulista em Curitiba. Foi a Priscila Guerra, da equipe HT Guerra, quem organizou.

E participei como piloto. Foi a primeira corrida que fiz pra valer e consegui um pódio na minha categoria, fiquei bem contente. Aquela corrida teve 30 carros, teve um pessoal do Rio Grande do sul, maioria de paulistas na categoria paulista e eu de Cascavel, com o grid de 30 carros. Foi bem legal, mas assim, tivemos até hoje três edições em Cascavel, uma em Interlagos, agora essa em Curitiba, onde queríamos ter aberto temporada aqui no dia 11 de abril, mas teve todos esses acontecimentos, não foi possível.

É um lugar de referência do automobilismo brasileiro, o AIC.  Muita gente que está participando do evento nunca tinha corrido aqui, e pessoal adorou o traçado, que é muito gostoso mesmo. Então, é mais um degrau que vamos subindo, conseguindo colocar a Gold em Curitiba nessa segunda etapa, primeiro foi Cascavel e a terceira e última será em Interlagos no dia 20/11.

PV – Grid numeroso é uma marca da categoria, mas esse número tão expressivo de 56 carros você acha que tem algo a ver com a corrida ter sido em um autódromo inédito?

Luc – De fato, o grid numeroso acontece, felizmente, graças à união dos pilotos. Tem sido uma marca da categoria.

Na última de Cascavel que não foi tão assim, pois desembarcaram 30 carros, e vinte oito largaram para a primeira corrida. Pelo padrão que a Gold tem conseguido foi muito baixo, mas a gente sabia que seria extremamente ruim nesse aspecto, por conta da saideira da pandemia. Não saímos ainda, mas  estamos na volta gradativa das atividades, e o pós quarentena e tudo mais que a gente precisava ter feito naquele evento, acabou gerando grids lotados para agora, em Curitiba, e para o mês que vem em São Paulo.

Então foi um momento importante, mesmo a gente tendo o menor grid da história lá em Cascavel. Para cá nós tivemos 56 carros inscritos, aí tivemos algumas baixas, carros que tiveram problemas no treino classificatório ou no treino livre, carros que não ficaram prontos de uma equipe. Foi um carro, na verdade, que a equipe não conseguiu aprontar para trazer. A baixa do carro do Casarini – que desmontou o carro todo para fazer as melhorias lá e acabou não havendo tempo para terminar o carro e trazer para Curitiba. Então, a bem da verdade, nós tivemos 51 carros no grid. 

50 participaram da tomada de tempo, e  mais o Carlão Stintes que não participou pois estava com embreagem quebrada. Uma hora e meia antes já sabia que não ia fazer tomada de tempos mas ele vai estar na pista. 

Então assim, é uma marca para a categoria felizmente, mas não acho que esteja relacionada ao fato de ser autódromo novo. De fosse Interlagos, poderíamos ter esse patamar também. Se fosse em Cascavel, claro que uma hipótese de não ter acontecido a etapa de agosto, poderíamos ter também o patamar assim.

Em Cascavel o limite é de 50 carros. Na (etapa) do ano passado, tivemos exatamente os 50 carros, 46 largaram, e tivemos quatro baixas no treino. Foram o Avalone do Miguel Belcs; o Opala do Ricardo Domeneck; Porsche do Humberto Guerra  e o Aldee do Alex Morais, esses foram os 4 que tiveram quebra, ou alguma coisa, e não largaram.

No grid de Cascavel mesmo, teve 46 carros e tinha mais esses 4 que tiveram problemas. A maioria dos autódromos que formos correr é novo, e até hoje, só corremos em Cascavel e Interlagos e agora Curitiba, e a final vai ser em Interlagos de novo.

Para o ano que vem já tinha um plano muito bem desenhado, de ir para o Potenza. Falo tinha por que não tem mais, mas a saída para o Potenza seria até uma retribuição, porque a etapa de Interlagos estava com muitos pilotos mineiros inscritos. Tem aí 18 ou 19 carros do automobilismo mineiro inscritos para Interlagos, mas a gente tinha uma previsão de fazer essa corrida em janeiro, junto com as mil milhas.

Infelizmente, por alguns motivos, não conseguimos confirmar, e assim, não conseguimos fechar parceria com as Mil Milhas de um jeito que fosse viável tanto para eles, como para nós. Então negociamos com o Interlagos Motor Clube e fechamos essa prova para o dia 28/11, e essa data deixou de ser interessante para os mineiros.

Para você entender o contexto, os mineiros se retiraram, a grande maioria deles pelo menos. Alguns continuam na prova, enquanto outros se retiraram por causa da “mudança de data”. Então, assim acaba perdendo um pouco de propósito a Gold, que tem uma base paulista, um pouquinho do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Não faria muito sentido irmos para para Minas, sendo que Minas não vem para a Gold na etapa do mês que vem.

Então essa tendência passa a ser revertida para o Rio Grande do Sul, ou Guaporé, que seria a minha preferência. Até Riveira, onde fica bem mais longe para a grande maioria, mas teria um apelo bem bacana para fazer um super evento lá. Enfim, tudo são ideias, são coisas que a gente começa a discutir, as vezes aborta e as vezes leva adiante né.


PV – Infelizmente nessa etapa também tivemos portões fechados. Para 2021 é tudo tão incerto quanto 2020, mas você gostaria, ou já planeja, voltar a andar em Curitiba para o público ter a oportunidade de vir prestigiar a categoria?

Luc – A questão do portão fechado é muito ruim, acaba perdendo um pouco da graça, mesmo tendo um grid bacana demais que os pilotos conseguiram formatar. É ruim a gente não ter a torcida. Falo ruim pelo corpo do evento mesmo, nem para arrecadação nada, já que provavelmente não haveria cobrança de ingresso se tivesse portão aberto.

Mas é uma perna, é um motivo a mais para a gente tentar caprichar um pouquinho mais ainda na transmissão ao vivo,  para tentar fazer o cara que está em casa na televisão, no Youtube, onde quer que seja, conseguir trazer ele mais para perto do evento através da transmissão, é o que dá para fazer.

Neste ano, como já corremos em Cascavel, não vai ter a Gold Classic na preliminar da Cascavel de Ouro e, conforme as coisas acontecerem ano que vem, a gente faz Curitiba e não faz Cascavel, para poder estar em Interlagos, que é uma etapa que precisa ser feita e que é muito conveniente.

E não tenha dúvida que uma ideia é fazer uma etapa da Gold ano que vem em Curitiba de novo, talvez até abortando Cascavel, já que se deu três vezes. Eu sou de Cascavel, a Gold nasceu lá, nasceu como – eu costumo brincar – uma filha da Cascavel de Ouro, pois a Gold correu junto nos dois últimos anos.

E quem sabe, ir para o Rio Grande do Sul e para Riveira. Não sabemos quantas etapas nós vamos dar conta de fazer no ano vem, de repente volta a ser uma por ano, de repente aumenta para quatro, então tudo depende do transcorrer das coisas aí né?

Mas não tenha dúvidas, a gente quer voltar a andar em Curitiba sim, a aceitação está sendo muito legal, deu muita gente nova, você vê o pessoal da categoria de Omega, todo mundo com a gente. Estamos com 12 Omegas inscritos, dois deles infelizmente não puderam estar no grid, já que um arrebentou câmbio, cardam, tudo no treino classificatório, e outro o menino teve também uma série de problemas com a equipe dele. Conseguiu dar uma volta ou duas e o carro ferrou.

Então assim, o pessoal de Santa Catarina, do velocidade na terra, tem uma proximidade geográfica com Curitiba, que facilita muito, então para a Gold Classic, o fato de eu ser de Cascavel, não quer dizer nada nesse contexto para a Gold Classic. Faz muito mais sentido correr em Curitiba do que em Cascavel, a menos, claro, que acabe sendo interessante de novo.

Vai depender, inclusive, de protocolo sanitário e tudo mais no decorrer disso ai, para saber se não vamos estar no que vem com a Cascavel de Ouro.

E este ano, a decisão de não fazer com a Cascavel de Ouro e antecipar a Gold de Cascavel,  foi que a gente não saberia se em novembro daria para colocar todo mundo da Cascavel de Ouro mais todo mundo da Gol Classic no autódromo. Pelo sim, pelo não, a coisa vem variando muito nos protocolos e tudo mais, decidiu fazer antes para não ficar sem a etapa de Cascavel, que o pessoal gosta muito também. Mas acho que está na hora de dar uma mudada, sei lá, de repente ano que vem, em vez de Interlagos, tentar alguma coisa no Velocitta. Tudo é possível, e se dependesse de mim, faria uma por mês. Mas o público alvo da Gold tem uma  pegada diferente, seriam três ou quatro eventos no ano para ficar de bom tamanho.

Foram realizados 3 treinos livres e duas baterias classificatórias no sábado. No domingo teve  mais duas corridas da 2° etapa.

Colaboradores Planeta Velocidade

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