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IMSA: O futuro dos GTs na categoria

28 de janeiro de 2021

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Marcio de Luca

O campeonato de endurance dos EUA, o IMSA, a cada ano vem introduzindo novidades, onde após o acerto com o ACO referente à regulamentação LMDh, a entrada da classe LMP3 no campeonato deste ano, agora foi a vez de mexer na classe dos GTs.

Para a próxima temporada está definido que a classe GTLM, baseada na classe de topo dos GTs do WEC, passará a seguir a regulamentação FIA GT3 e com isso a classe será renomeada para GTD Pro.

Com isso o IMSA visa uma maior adesão dos times de fábrica, que neste ano sentiu o baque da saída Porsche do campeonato, podendo ainda perder a BMW, que para as 24 Horas de Daytona colocará dois M8 GTE na pista, mas para o restante do campeonato, ao que parece apenas um.

Sabendo disso John Doonan, presidente do IMSA, já movimenta suas peças no tabuleiro de tal modo a manter o campeonato com a relevância mundial que possui, atraindo mais times apoiados pelas fábricas para a competição.

“O IMSA há muito tempo é considerado como um dos maiores campeonatos para os fabricantes, equipes e pilotos de GT do mundo, tendo algumas das corridas de resistência de GT profissionais mais emocionantes e competitivas através da classe GTLM”, disse.

“Acreditamos que a mudança para a classe GTD PRO oferece uma melhor oportunidade para os fabricantes e equipes continuarem com esse legado no futuro. Esperamos uma participação considerável dos fabricantes quando lançarmos a classe GTD PRO daqui a um ano no 60º 24 Horas de Daytona”, concluiu Doonan.

A FIA pretende em breve lançar uma nova regulamentação para os campeonatos que envolvam carros homologados como FIA GT3 e a nova classe GTD Pro já estará alinhada a este novo regulamento, porém carros construídos sob as regulamentações atuais, bem como os que utilizam seus kits “Evo”, também estarão contemplados nesta nova classe.

Atualmente a GTLM conta com Corvette, BMW, Ferrari e Porsche, mas apenas a Corvette, salvo para as 24 Horas de Daytona, correrá com dois carros o campeonato inteiro. Por outro lado, na classe GTD são nove marcas competindo regularmente, o que mostra a falta de atratividade que este conceito apresenta, sendo mais forte ainda no WEC esse desinteresse pela categoria, onde apenas Ferrari e Porsche competem, cada uma com dois carros.

Este novo alinhamento da classe topo dos GTs do IMSA monstra a convergência de campeonatos que a regulamentação FIA GT3 está obtendo, sendo que neste ano até o DTM cedeu a esta categoria de carros, que já conta com os campeonatos GT Open, Intercontinental GT Challenge e 24H Series como adeptos deste modelo de carro.

A pandemia mundial do coronavírus deu uma grande reviravolta na economia mundial acelerou o processo de ser mais economicamente sustentável e manter uma classe tão específica quando a LMGTE Pro do WEC, que é quem estabelece os requisitos da GTLM do IMSA, mostrou-se demasiadamente cara para os times, algo que a regulamentação GT3 apresentou-se com um custo-benefício melhor, agilizando a adesão do IMSA ao novo modelo de carros e que logo deve surtir efeito também no WEC.

Ou seja, vida longa aos GTs!

Marcio de Luca

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