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KEVIN MAGNUSSEN: O LADO CRUEL DA FÓRMULA 1

1 de fevereiro de 2021

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Marcio de Luca

Veja o quão ingrato é ser piloto de Fórmula 1: o dinamarquês Kevin Magnussen, recentemente desempregado da Haas, não vinha de temporadas se apresentando como um bom piloto, não trazendo bons resultados para a equipe e sempre passando muito longe da possibilidade de ir ao pódio – em 2020 inteiro fez apenas um ponto.

DAN ISTITENE – FORMULA 1GETTY IMAGES

Mas isso na Fórmula 1…

Mudamos o ano, mas com condições de pandemia mantidas e já fora da Haas foi para a Flórida participar de uma das corridas mais importantes do planeta, as 24 Horas de Daytona e, como num passe de mágica, virou a chave e se tornou um excelente piloto de endurance, quase vencendo a maratona do Daytona Motor Speedway.

Por que cito acima as condições de pandemia mantidas? Porque em 2019 Magnussen fez 20 pontos ao longo do campeonato e o seu único ponto no ano passado, por alguns poderia ser atribuído ao fato do coronavírus ter criado uma verdadeira reviravolta nas equipes, porém no caso da Haas não foi, já que é sabido que todas as equipes que correram com motor Ferrari em 2020, inclusive a própria equipe vermelha, teve um rendimento pífio, onde os poucos bons resultados obtidos se deram unicamente pelo braço do piloto, ou a condições adversas na corrida.

Foto: IMSA

Voltando ao piloto dinamarquês, vimos ao longo das 24 horas de corrida o Cadillac DPi #1 da Chip Ganassi Racing lutando segundo a segundo com seus rivais, onde Renger van der Zande e Scott Dixon, companheiros de Magnussen, fazendo em trio um excelente trabalho na corrida, por pouco não venceram a prova: o time amargou dois estouros de pneus, ambos traseiro direito, que lhe minou qualquer chance de vencer, relegando-os ao quinto lugar ao final da corrida, porém, terminando ainda na mesma volta que o líder.

Porém, que fique registrado: Kevin Magnussen de forma fenomenal quase venceu com méritos as 24 Horas de Daytona em sua primeira vez que se assentou em um protótipo do IMSA. Quase venceu em seu primeiro compromisso dentro de uma pista depois de ter largado a Fórmula 1.

Foto: IMSA

O mais irônico nisso tudo é o fato de seu pai, Ian Magnussen, ter passado por algo similar: depois de algumas temporadas inexpressivas na Fórmula 1, onde correu pela McLaren e pela Stewart, saiu da categoria, voou por novos ares e também no IMSA, junto ao time Corvette Racing, venceu diversas provas, inclusive as 24 Horas de Le Mans.

Não dá para apagar o brilho e glamour que a Fórmula 1 reuniu ao seu redor, nem tão pouco dizer que a categoria não é importante, porém, especialmente depois que Lewis Hamilton foi acometido da Covid19 e um certo George Russell assumiu seu cockpit e quase venceu o GP de Sakkir, Bahrein, mais do que nunca ficará a dúvida em relação ao talento do piloto, frente ao que carro que pilota.

Desta forma, o que é possível ver é que Kevin Magnussen em seus anos de Fórmula 1 teria um resultado completamente diferente do apresentado, caso tivesse recebido a oportunidade de pilotar um carro realmente bom. Neste final de semana no IMSA ele recebeu um bom equipamento, cujo desempenho é bem nivelado em relação ao dos concorrentes e se sobressaiu, mostrando a todos que o topo do mundo na Fórmula 1, pode não ser realmente o ponto mais alto do automobilismo.

Alguém duvida?

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