Escute a rádio Planeta Velocidade!

McLaren Mercedes: Uma parceria de sucesso que será reeditada em 2021

15 de janeiro de 2021

j

Marcio de Luca

Uma parceria que já rendeu um bom volume de títulos será reeditada a partir desta temporada com a chegada das unidades de potência da Mercedes a equipe britânica McLaren.

A junção destes dois grandes nomes do automobilismo mundial além das inúmeras vitórias, 78 ao todo, rendeu os campeonatos de pilotos de 1998 (e também de construtores) e 1999 com Mika Hakkinen e o de 2008 com Lewis Hamilton e sendo assim, dispensa comentários.

Ainda que na era turbo-híbrida a única a saborear os títulos tanto de piloto e de construtores foi a Mercedes, por um lado pode ser um mau sinal para a McLaren, que pela primeira vez além de cliente, será também concorrente, por outro é um fator de motivação, já que terá em mãos o motor campeão dos últimos sete campeonatos, o que é um fator a se considerado.

Some-se a isso o fato da McLaren ter encerrado a temporada 2020 na terceira colocação, atrás apenas da Mercedes e Red Bull Racing, porém duas posições à frente da equipe que também lhe forneceu motores, a Renault.

Formula 1 2007, GP do EUA Crédito: HOCH ZWEI / Michael Kunkel

Mas, todo bônus vem sempre acrescido de um ônus e neste caso é o fato da equipe ter que reprojetar parte do seu carro para adaptar o chassis ao novo motor, que seguramente é diferente das unidades francesas, onde tais modificações seguem regras rígidas, já que boa parte do desenvolvimento dos carros está congelada, criando uma certa pressão no processo de desenvolvimento do carro deste ano, supervisionado ponto a ponto pela FIA.

Porém, mesmo havendo desafios nos quais muitos times não passarão neste ano (devido a mudança de motorização), em entrevista ao site da Fórmula 1 ainda no ano passado, Andreas Seidl, diretor da equipe se mostrou muito otimista com o desafio que estão vivenciando.

“Obviamente é uma grande tarefa mudar para a unidade de potência da Mercedes no próximo ano, mas devo dizer que estou muito feliz com o progresso que estamos tendo. Eu diria que a construção do carro está indo muito bem e a relação junto ao pessoal de Brixworth [sede da Mercedes] também começou muito bem. Há um diálogo e um intercâmbio técnico muito bom, então estou muito feliz com isso”, disse o austríaco do time dos carros laranja.

Vale lembrar também que nos últimos sete anos a equipe trocou de motores três vezes, sendo em 2015 a substituição das unidades Mercedes pelas da Honda; em 2018 as da Honda pela Renault e agora o retorno da Mercedes ao time, o que pensando na complexidade da tarefa, já conferiu ao time certo know-how, como por exemplo, em relação aos tubos de escape, que na época de transição para as unidades nipônicas foi um grande ponto problemático, gerando aquecimento excessivo dos motores e com isso, sérias dores de cabeça.

Pensado agora na dupla de pilotos o time também disfruta de um bom momento, pois o experiente Daniel Ricciardo se juntou ao time agora, trazendo consigo a bagagem de já ter vencido corridas e diversas vezes ter frequentado o pódio, que somado a grande maturidade do jovem Lando Norris, que estará apenas na sua terceira temporada e mostra um desempenho acima da média, tem um prognóstico bem parecido ao apresentado por Lewis Hamilton, que em situação similar, se desenvolveu grandemente no time e é dele o último título obtido pela equipe.

Verdade seja dita, mesmo tendo vivido alguns anos bem difíceis em sua história recente, a McLaren é uma das equipes mais competentes da categoria, o que pode nos sinalizar que mesmo não tendo uma ótima primeira temporada na volta dos motores Mercedes ao time, com certeza não será sua pior temporada de todos os tempos, pois não lhe falta experiência e, se com unidades Renault no ano passado já chegou onde chegou, com as melhores unidades de potência da categoria as possibilidade se ampliam.

De fato não temos como prever como será o rendimento da equipe, algo possível só depois da bandeirada final no dia 28 de março no Bahrein, pois até mesmo os testes de pré-temporada podem esconder o jogo, algo que a McLaren inclusive pode usar a seu favor e, se não há nada a fazer a não ser aguardar, então vamos esperar e também torcer para que o time venha forte, pois quanto mais desafiantes a Mercedes tiver, mais interessante torna-se a temporada.

A junção destes dois grandes nomes do automobilismo mundial além das inúmeras vitórias, 78 ao todo, rendeu os campeonatos de pilotos de 1998 (e também de construtores) e 1999 com Mika Hakkinen e o de 2008 com Lewis Hamilton e sendo assim, dispensa comentários.

Ainda que na era turbo-híbrida a única a saborear os títulos tanto de piloto e de construtores foi a Mercedes, por um lado pode ser um mau sinal para a McLaren, que pela primeira vez além de cliente, será também concorrente, por outro é um fator de motivação, já que terá em mãos o motor campeão dos últimos sete campeonatos, o que é um fator a se considerado.

Some-se a isso o fato da McLaren ter encerrado a temporada 2020 na terceira colocação, atrás apenas da Mercedes e Red Bull Racing, porém duas posições à frente da equipe que também lhe forneceu motores, a Renault.

McLaren 2020 no GP da Rússia – Crédito: Google Imagem

Mas, todo bônus vem sempre acrescido de um ônus e neste caso é o fato da equipe ter que reprojetar parte do seu carro para adaptar o chassis ao novo motor, que seguramente é diferente das unidades francesas, onde tais modificações seguem regras rígidas, já que boa parte do desenvolvimento dos carros está congelada, criando uma certa pressão no processo de desenvolvimento do carro deste ano, supervisionado ponto a ponto pela FIA.

Porém, mesmo havendo desafios nos quais muitos times não passarão neste ano (devido a mudança de motorização), em entrevista ao site da Fórmula 1 ainda no ano passado, Andreas Seidl, diretor da equipe se mostrou muito otimista com o desafio que estão vivenciando.

“Obviamente é uma grande tarefa mudar para a unidade de potência da Mercedes no próximo ano, mas devo dizer que estou muito feliz com o progresso que estamos tendo. Eu diria que a construção do carro está indo muito bem e a relação junto ao pessoal de Brixworth [sede da Mercedes] também começou muito bem. Há um diálogo e um intercâmbio técnico muito bom, então estou muito feliz com isso”, disse o austríaco do time dos carros laranja.

Vale lembrar também que nos últimos sete anos a equipe trocou de motores três vezes, sendo em 2015 a substituição das unidades Mercedes pelas da Honda; em 2018 as da Honda pela Renault e agora o retorno da Mercedes ao time, o que pensando na complexidade da tarefa, já conferiu ao time certo know-how, como por exemplo, em relação aos tubos de escape, que na época de transição para as unidades nipônicas foi um grande ponto problemático, gerando aquecimento excessivo dos motores e com isso, sérias dores de cabeça.

Pensado agora na dupla de pilotos o time também disfruta de um bom momento, pois o experiente Daniel Ricciardo se juntou ao time agora, trazendo consigo a bagagem de já ter vencido corridas e diversas vezes ter frequentado o pódio, que somado a grande maturidade do jovem Lando Norris, que estará apenas na sua terceira temporada e mostra um desempenho acima da média, tem um prognóstico bem parecido ao apresentado por Lewis Hamilton, que em situação similar, se desenvolveu grandemente no time e é dele o último título obtido pela equipe.

Verdade seja dita, mesmo tendo vivido alguns anos bem difíceis em sua história recente, a McLaren é uma das equipes mais competentes da categoria, o que pode nos sinalizar que mesmo não tendo uma ótima primeira temporada na volta dos motores Mercedes ao time, com certeza não será sua pior temporada de todos os tempos, pois não lhe falta experiência e, se com unidades Renault no ano passado já chegou onde chegou, com as melhores unidades de potência da categoria as possibilidade se ampliam.

De fato não temos como prever como será o rendimento da equipe, algo possível só depois da bandeirada final no dia 28 de março no Bahrein, pois até mesmo os testes de pré-temporada podem esconder o jogo, algo que a McLaren inclusive pode usar a seu favor e, se não há nada a fazer a não ser aguardar, então vamos esperar e também torcer para que o time venha forte, pois quanto mais desafiantes a Mercedes tiver, mais interessante torna-se a temporada.

Marcio de Luca

Marcio de Luca

Período

Categorias

Siga nossas redes sociais