Escute a rádio Planeta Velocidade!

MERCEDES W12: RUMO AO RECORDE DOS RECORDES

2 de março de 2021

j

Marcio de Luca

Hoje a equipe alemã Mercedes apresentou o W12, seu novo carro para a temporada 2021, que segundo o regulamento técnico para este ano, o volume de modificações no monoposto do ano passado não poderia ser grande, porém o W11 foi um carro tão fantástico, que mesmo que não fosse nada modificado e apresentasse apenas um novo layout da pintura, já iniciaria a temporada como franco dono do posto de campeão.

Mas, mesmo que pouco, a equipe modificou seu carro e trará para o campeonato uma evolução do seu motor EQ Power+ e que pode ser o calcanhar de Aquiles dos demais 18 carros que compõem o grid da Fórmula 1.

Porém não é só a série W* que trouxe para o campeonato uma hegemonia na categoria jamais vista, pois salvo o título de Nico Rosberg de 2016, todos os demais obtidos por um piloto nesta fase híbrida da F1 tem a assinatura de Lewis Hamilton, alguém que quando entra no carro para competir, é quase certo que vença, tamanha a sinergia entre homem e máquina.

E há um detalhe nisso tudo que deve ser bem observado: o carro não foi criado para Hamilton, mas sim para o time e isto fica bem claro pelos bons resultados também obtidos por Valtteri Bottas, mas ficou ainda mais evidente no ano passado quando George Russell assumiu o cockpit de Hamilton na ocasião que este foi acometido da Covid19 e por pouco não venceu a corrida.

A empresa Mercedes sempre foi uma das mais requintadas e tecnológicas do mundo e depois de adquirir a AMG em 2005 (a empresa foi fundada em 1967 e tinha como foco preparar carros da Mercedes, mas não tinha ligação nenhuma com grupo da estrela de três pontas antes disso), a tecnologia calcada no alto desempenho foi levado ao extremo, culminando na criação de uma equipe de Fórmula 1 que se tornou imbatível em sua arte e verdade seja dita, não se deve esperar alguém neste ano vença o campeonato senão um dos dois pilotos da equipe, com uma grande vantagem para o britânico.

É bem verdade que neste ano a McLaren volta a utilizar as unidades de potência alemã; Sebastian Vettel está de ânimo e orgulho renovado na Aston Martin; a Honda dará adeus a categoria e quer sair por cima e a Red Bull quer dar motivos para Verstappen acreditar que pode ser campeão a bordo de um dos RBs da equipe, porém a favor do W12 há um histórico extremamente baixo de falhas mecânicas, desempenho acima da média dos demais carros do grid e um perfeito balanço entre velocidade de ponta e agilidade nas curvas de baixa velocidade, sendo este último quesito algo corrigido e melhorado no W11.

Além de todos estes predicados que o carro acumula, junte a isso um time muito bem afinado, onde as falhas humanas estão num nível surpreendentemente baixo (ainda existem, Russell que o diga), onde é percebido um clima muito amistoso dentro dos boxes da equipe, que por trás dela tem uma corporação que acumula vitórias e títulos ao longo de sua história, mas com a frieza e consciência do momento certo de parar ou reprogramar a equipe para atingir os resultados no momento certo – olhando para trás vimos a Mercedes abandonar as competições na década de 50 depois do desastre que aconteceu nas 24 Horas de Le Mans de 1955 e anos depois em 1999, vimos o time sair de cena na mesma prova após dois CLR levantarem voo (um em treino e outra corrida) e por pouco não causar um dano maior.

Por estas e outras, mais uma vez a Mercedes entra no campeonato como sendo a mais provável postulante ao título, pois não lhe faltam qualidades, que são materializadas na forma de um monoposto que desde 2014 vem vencendo tudo o que passa na sua frente.

Se estas previsões se confirmarem, a Mercedes fará o inimaginável, sendo de verdade o time a ser batido e ao que tudo indica, um recorde que não deverá ser alcançado tão facilmente, caso algum dia seja.

Fotos MercedesAmgF1

Marcio de Luca

Marcio de Luca

Período

Categorias

Siga nossas redes sociais