NASCAR – ALL STAR tem vitória de Chase Elliott em Bristol

16 de julho de 2020

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Francisco Brasil

Nesta quarta-feira, a NASCAR realizou a corrida comemorativa All Star, sendo o primeiro em Bristol. A pequena pista de meia milha contou com público reduzido para 30% de sua capacidade.

BRISTOL, TENNESSEE – JULY 15: A general view of fans during the NASCAR Cup Series All-Star Race at Bristol Motor Speedway on July 15, 2020 in Bristol, Tennessee. (Photo by Patrick Smith/Getty Images)

A prova que premia seu vencedor com 1 milhão de dólares, foi palco para diversos estudos da categoria para implementação de novidades, como mudança na posição dos números, sendo deslocados mais para a traseira dos carros; luzes embaixo dos carros (sendo azul para os Ford, âmbar para Chevrolet e vermelho nos Toyota); aplicação de regra do cone: cada piloto escolhe a linha para largar, sendo penalizado se mudar após a escolha e a diminuição do spoiler traseiro.

O evento foi dividido em duas provas: o All Star Race – evento principal – que tinha o grid formado por vencedores de corridas nas temporadas 2019 e 20, vencedores de edições anteriores do ALL Star e três vagas em aberto que seriam preenchidas pelos vencedores dos estágios do ALL Star Open, além do voto dos fãs para a última vaga.

A última novidade é que as voltas em bandeira amarela entre os estágios da corrida principal não seriam contadas. Vamos saber como foram as corridas?

All Star Open

A prova que daria a chance para três pilotos disputarem o prêmio milionário contou com Três estágios, dividimos em 35 voltas no primeiro, 35 no segundo e 15 giros no final. Com 21 pilotos na disputa, a pole ficou com Michael McDowell e seu Mustang #34 por sorteio.

Estágio 1 – 35 voltas

A bandeira verde é agitada e logo McDowell dispara, seguido de Stenhouse Jr, enquanto Christopher Bell e Matt DiBenedetto escorregam, mostrando que o spoiler menor afetou o comportamento dos carros.

Mais atrás, Reddick sofre um leve toque de Chris Buescher e vai para o muro, mas não gera interrupção. Bom para Aric Almirola que avança e já briga pela liderança.

Faltando 24 voltas para o fim, Almirola passa McDowell para assumir a liderança. O #34 também perde a posição para Stenhouse e começa uma batalha com Bubba Wallace. E pior para o piloto do #43 que, após usar do ‘bump and go’ em McDowell levou o troco e acabou no muro. Melhor para William Byron que vinha atrás ganhou as duas posições antes da amarela ser deflagrada faltando 17 giros para o término do estágio. 

A “Regra do cone” é vista pela primeira vez, onde uma marcação na pista direciona os pilotos para as filas interna e externa. Sendo assim, Byron resolve ir pela fila externa, apesar de sua terceira posição que, na regra normal, o obrigaria a largar por dentro.

A bandeira verde volta com 6 para o fim do segmento e Almirola segue firme na ponta enquanto Byron, Stenhouse e Ty Dillon brigam pelo segundo lugar. Mas com poucas voltas na pista curta de Bristol, Aric Almirola vence o primeiro segmento e classifica seu Mustang #10 para a corrida principal.

Estágio 2 – 35 voltas

Alguns carros aproveitam para parar, mas Byron e Dillon (o Ty) ficam na primeira fila.

Largada e O piloto do #24 se mantém na ponta, só que logo nova amarela surge quando McDowell – que ficou para trás – dá um toque em Ryan Preece, que se projeta em cima de John Hunter Nemecheck, causando a rodada dos dois. 

Relargada faltando 28 para o fim do segmento, Byron mantém a ponta enquanto Ty Dillon escorrega e perde terreno para Christopher Bell, novo segundo colocado. Dillon perde rendimento assim como Tyler Reddick que visita novamente o muro de Bristol.

Apesar das intensas disputas a partir do segundo lugar, Byron com tranquilidade vence o estágio 2 e classifica o Camaro #24 para a corrida principal, seguido de um aguerrido Matt DiBenedetto.

Estágio final – 15 voltas

DiBenedetto divide a primeira fila com Austin Dillon, mas logo na largada o #3 escorrega e é ultrapassado por Clint Bowyer, que vinha sumido na prova. No meio do pelotão o “pau quebrava” com direito a 3 wide em uma bela manobra de Bell.

E apesar das tentativas de aproximação por parte de Bowyer, Matt DiBenedetto vence o open e conquista a última vaga disputada para seu Mustang #21, deixando os demais pilotos torcendo pelo voto popular como chance derradeira de classificação.

All Star Racing

E chegamos ao evento principal, com quase todas as vagas preenchidas, sendo que a escolha do público recaiu sobre… Clint Bowyer! O piloto do Mustang #14 contou com seu carisma demonstrado quando atua como comentarista nas transmissões americanas da Truck e Xfinity Series.

Antes da prova em si, que conta com quatro estágios divididos em 55/35/35/15 voltas, uma cena chamou atenção: Bubba Wallace após entrevista que mostrou seu descontentamento com Michael McDowell pelo toque, deixou um pedaço do seu carro na porta do caminhão que carrega o #34, como forma de protesto ao acontecido na pista.

Com o grid formado, o sorteio deu a pole para Martin Truex Jr, só que o Camry #19 não passou na inspeção e foi para o final do pelotão, deixando a ponta para Alex Bowman.

Estágio 1 – 55 voltas

Já na largada, Justin Haley, que estava garantido por sua vitória em Daytona ano passado, leva toque  de Kevin Harvick, abrindo espaço para Blaney se tornar o segundo colocado, enquanto Bowman segue líder, mas logo é superado pelo #12 que traz consigo Harvick.

Só que Kurt Busch leva um bump de Brad Keselowski e chama a bandeira amarela faltando 47 voltas para o fim do estágio.

A relarga se dá com 41 giros para o final e Blaney dispara, deixando Harvick, Bowman e Joey Logano disputando o segundo lugar. E as brigas se espalham pelo pelotão, com vários toques e “lambidas” no muro.

Quem avança e Chase Elliott que já figura em terceiro, assim como Almirola que já está no top 10, após largar do final do pelotão de 20 carros. Mas nesse momento, Ryan Blaney cruza a linha para faturar o primeiro segmento, seguido de Kevin Harvick.

Estágio 2 – 35 voltas

Pilotos nos pits e o #4 assume a ponta, seguido de Elliot. Mas logo na relargada Ryan Newman roda e aciona a bandeira amarela.

A noite cai e traz a relargada faltando 29 giros para o término do segmento, com Harvick e Elliott brigando pela liderança, seguidos de Blaney com os três abrindo vantagem para o pelotão.

Sem mais problemas, o Camaro #9 de Elliott vence, com Harvick, Blaney, Keselowski e Bowman fechando o top 5.

Estágio 3 – 35 voltas

Alguns pilotos fazem suas paradas e deixam o #12 de Blaney na ponta, que dispara na relargada, enquanto Keselowski e Elliott brigam pelo segundo posto, vigiados por Harvick.

A disputa é intensa com direito a 3 wide, tendo Keselowski se dando melhor e os quatro abrindo de Logano, então quinto colocado.

Restando 16 giros para o fim do estágio, Elliot coloca o seu carro ao lado de Blaney e, após duas voltas, assume a liderança. Alheio a isso, Kyle Busch cresce na corrida e já é quarto.

O estágio chega ao fim com vitória de Elliott, seguido de Blaney, Keselowski, Kyle Busch e Kevin Harvick.

https://twitter.com/NASCAR/status/1283583414705233923?s=20

Estágio Final – 15 voltas

No intervalo alguns pilotos como Harvick, Logano e Bowman resolvem parar para colocar pneus novos, ao passo que os líderes ficam na pista.

Na relargada de tiro curto, Elliott dispara na frente enquanto Keselowski escorrega e segura a fila interna. Melhor para o #18 que assume o segundo lugar e busca incessantemente o #9.

https://twitter.com/NASCAR/status/1283586303087583234?s=20

Mas o novo queridinho da América não teve problemas para vencer o último estágio – morno, diga-se – e faturar seu primeiro All Star e 1 Milhão de Dólares. Kyle Busch finaliza em segundo, com Harvick, Keselowski e Denny Hamlin fechando os cinco primeiros.

Opinião Francisco Brasil

Esperava bem mais da corrida principal. O último estágio com apenas 15 voltas e pilotos vindo de trás com pneus novos era receita para belas disputas, mas foi tudo morno. Melhor para Elliott e para a própria NASCAR, que viu o queridinho vencer diante de um público grande para o atual momento, 22 mil pessoas.

Com relação as novidades, o deslocamento do número mais para a traseira do carro não ficou ruim, diferente das “luzes” no fundo do carro. Aquilo parecia um “tuning” de fundo de quintal feito com lâmpadas de natal que acharam no fundo de uma caixa. Desnecessário.

Agora o spoiler traseiro mais baixo deixou os carros ficaram “nervosos”, e também foi interessante a “regra do cone”. Fazer os pilotos escolher entre manter a posição ou usar a melhor linha da pista pode deixar as coisas mais dinâmicas.

O ALL Star é um ótimo palco para essas mudanças, mas sinceramente espero que nem todas sejam implementadas. Aquelas luzes…

E já neste fim de semana temos a etapa do Texas, agora valendo vaga para os playoffs. O caminho está estreitando para quem

Francisco Brasil

Francisco Brasil

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