NASCAR Cup Series – Chuva traz emoção e caos a última volta em Darlington.

21 de maio de 2020

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Alex Leonello Teixeira

Diferente do que estamos habituados, no dia 20/05, a semana ainda estava no meio e a dama de preto já nos dava novamente o ar de sua graça para receber as feras da Cup Series.

Crew members push the No. 37 Tide Power Pods Chevrolet, driven by Ryan Preece down pit road prior to the NASCAR Cup Series Toyota 500 at Darlington Raceway. Chris Graythen | Getty Images

Revisão Francisco Brasil

A realização de mais esta etapa em Darlington, um oval de 1,366 milhas de extensão, bem próxima àquela de domingo, se deu por conta da nova programação da NASCAR, em virtude da grave pandemia provocada pela COVID-19.

Ainda sem treinos classificatórios e usando o critério de grid invertido (dos 20 primeiros) em relação a prova de domingo, a pole position para esta etapa ficou por conta de Ryan Preece.

Ty Dillon, driver of the No. 13 GEICO Chevrolet, leads Ryan Preece, driver of the No. 37 Tide Power Pods Chevrolet, during the NASCAR Cup Series Toyota 500 at Darlington Raceway. Jared C. Tilton | Getty Images

Com algumas trocas de liderança e uma considerável quantidade de bandeiras amarelas, este início de prova mostrou uma Stewart Haas forte, principalmente com Clint Bowyer que, andando como nunca, cruzou na frente a linha de chegada para faturar o primeiro estágio da competição.

O trecho intermediário da corrida ainda chegou a sugerir que o resultado poderia ser outro, uma vez que, depois da bandeira amarela provocada pela rodada de Ricky Stenhouse Jr., Kevin Harvick se mantinha firme na ponta, após ultrapassar Martin Truex Jr.

Mas a caixinha de surpresas da NASCAR via de regra se ativa e Cole Custer vai ao muro, provocando nova bandeira amarela.

Com isso Clint Bowyer volta na frente dos demais para não mais perder o seu posicionamento de pista e vencer também o segundo segmento da prova.

A chuva ameaça cair e Ryan Newman e seu companheiro Chris Buescher, por questões de estratégia, ficam na pista, retomando a prova na primeira fila.

E foi aí que, do nada, apareceu Erik Jones para fazer uma belíssima ultrapassagem dupla e assumir a liderança da prova.

Com tudo em aberto, Chase Elliott vem para cima de Jones e conclui a ultrapassagem para ser líder quando restavam 68 voltas para o final.

Em uma situação absolutamente diversa da inicial, Clint Bowyer provoca mais uma bandeira amarela enquanto restavam apenas 34 voltas do fim, para desespero do líder Elliott.

Hamlin fica na pista e relarga na ponta, mas Chase Elliott se enrosca com Kyle Busch e vai para o muro, causando outra amarela.

O incidente deu direito a gestos de inconformismo de Elliott, já de fora de seu carro.

E assim o ingrediente final apareceu e a chuva finalmente caiu, fazendo com que os dirigentes da categoria encerrassem a prova, tornando Hamlin o vencedor pela segunda vez na temporada.

Em segundo lugar recebeu a bandeira quadriculada Kyle Busch e, em terceiro, mantendo-se como único piloto do grid a chegar no top 10 de todas as provas desta temporada, conclui a etapa Kevin Harvick.

Opinião Alex Leonello

Prova movimentada, disputada e emocionante, como todo fã de NASCAR gosta de assistir. Hamlin se colocou no lugar certo e na hora certa, mostrando que foi um excelente negócio ter permanecido na pista após o acidente de Chase Elliott, colhendo os louros da vitória por sua decisão. Aliás, Ryan Newman havia tentado isso um pouco antes, sem sucesso, naquilo que poderia ser sua redenção e classificação imediata para os playoffs. Mas a intriga ficou mesmo por conta do acidente em que Kyle Busch tirou Chase Elliott da prova. Elliott, ao bom estilo old School da NASCAR, já xingou Busch ainda na pista, enquanto seu mecânico chefe, Allan Gustafson, aguardava pacientemente a declaração oficial de encerramento da prova bem perto do carro 18 da equipe de Joe Gibbs. Em minha humilde opinião, vejo Busch culpado pelo acidente, mas não consigo enxergar maldade em sua atitude, o que muda tudo. Aliás, o próprio Kyle Busch reconheceu a falha e pediu desculpas, o que, a meu ver afasta qualquer ideia futura de payback. Com a felicidade do campeonato retomado, a NASCAR agora correrá no quintal de casa, na véspera do feriado nacional do Memorial Day e  uma de suas provas mais festivas, qual seja, a Charlotte 600. Em um domingo em que os amantes do automobilismo se fartariam com o GP de Mônaco da Fórmula 1, as 500 milhas de Indianápolis na Fórmula Indy e as 600 milhas de Charlotte na NASCAR, apenas esta última estará presente em nossas telinhas.
E o Planeta Velocidade vai cobrir tudo, como de costume.

Opinião Francisco Brasil

A prova sem dúvida foi mais movimentada que domingo. A pressão da chuva deu um tempero a mais. Bowyer tinha tudo pra levar, mas a dama de preto “chama” a galera pro muro. Até onde a transmissão contou, foram 31 leves toques, além das batidas. Realmente uma pista complicada. Não vou me prender muito ao incidente (de corrida) entre Kyle Busch e Chase Elliott. Só deixo duas questões: Se fosse ao contrário, Buschinho entenderia que foi sem querer, ou faria uma tromba que atravessa o atlântico? Kyle admitiu o erro, mas se não fosse a urgência imposta pela chuva (que encerrou a prova 20 voltas antes do previsto) será que ele poderia evitar o toque? Qual a opinião de vocês?

Opinião Marcos Amaral

Estágio 1
Um primeiro Estágio tranquilo, dentre o pessoal da frente, Logano pegou pra si a liderança, mas Clint Bowyer foi muito bem, e logo na relargada após a bandeira de competição já assumiu a ponta abrindo boa vantagem, ótima corrida. Nas posições de trás a briga foi boa, Logano, Bowman, e outros. vimos o jovem garoto brigando com os campeões, mostrando serviço.  Meu destaque além de Bowyer, fica para Martin Truex, que vinha ali na quinta posição e foi para cima, como vimos na temporada quando foi campeão, no final dos segmentos vinha muito forte e acabou na P2 do estágio, ótima corrida do Toyota #19.John Hunter Nemechek, rodou por duas vezes, mas é um jovem que ainda tem muito a aprender.
Estágio 2
Foi um início de estágio tranquilo, Truex liderando, Harvick na P2. Bowyer vindo forte, Ryan Blaney e Matt Kenseth se pegando lá atrás. Na minha opinião, Truex deveria ter parado na bandeira amarela causa por Ricky Stenhouse. Apostou errado e acabou caindo para terceiro, mas o que salvou foi a outra bandeira amarela que o colocou na frente de novo, mas no fim o segmento acabou em terceiro. Chase Elliott que surpreendeu, veio chegando e acabou na segunda posição. Mas quem estava impossível era Clint Bowyer, caiu para trás na bandeira amarela e foi se recuperando e levou o segundo segmento.
Estágio 3
Que largada espetacular de Eric Jones!! Como um raio passou os dois primeiros e conseguiu abrir boa vantagem. Mas acabou achando o muro e arruinou com sua corrida, ficando para trás, perdendo rendimento de seu carro. Jones precisa focar mais, e não cometer erros como esse, mas ainda tem muito a aprender. Clint Bowyer que liderou os dois segmentos acabou achando o muro, uma pena, vinha fazendo uma grande corrida. Bom, Kyle Busch e Chase Elliott, um toque entre os dois acabou com a corrida do Elliot. No meu ponto de vista, “Toque de Corrida”. No fim a chuva veio e deu a vitória para Denny Hamlin, a segunda da temporada.

A próxima etapa do calendário adaptado da Cup Series será no próximo domingo, dia 24/05, no circuito oval de 1,5 milhas de Charlotte, no estado americano da Carolina do Norte, e promete muitas emoções.

Até lá!

Alex Leonello Teixeira
Foto destaque Chris Graythen | Getty Images

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