O RESSURGIMENTO DO WEC

16 de dezembro de 2020

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Colaboradores Planeta Velocidade

Depois de duas temporadas inexpressiva da classe LMP1 do WEC, onde só deu Toyota, parece que começa a surgir uma imensa luz brilhante ao final do túnel do mundial de endurance, luz esta que começou a se acender no momento que anunciaram a criação da classe de hipercarros LMDh em substituição a atual categoria de topo.

Texto de Márcio de Luca
Instagram: @marciodelucafotografia
Fotos Porsche AG

A possibilidade de convergência de tecnologias com o IMSA foi o sopro de fôlego que o campeonato mundial precisava, sobretudo as 24 Horas de Le Mans, que neste ano foi praticamente dominada pelos LMP2, já que a classe rainha contou apenas com sete carros no grid.

No anúncio da nova categoria a Toyota já havia confirmado sua participação e logo em seguida o construtor norte-americano Glickenhaus informou que colocaria ao menos dois carros na pista, o que seguramente agitou a concorrência e fez com que a Rebellion Racing formasse uma parceria com a Peugeot para participar da classe também.

Pouco tempo depois a equipe suíça da marca de relógios de luxo anunciou que abandonaria o WEC após o término da temporada, não participando inclusive da última rodada do campeonato que se encerrou há poucos dias no Bahrain, porém a fabricante francesa do grupo PSA manteve sua intensão de retornar ao campeonato e reviver seus tempos de glória com o 908, vencedor de Le Mans em 2009.

Mas eis que chegamos em 2020 e mesmo com uma pandemia mundial de proporções inimagináveis, a roda do WEC não deixou de rodar e isso ficou claro com o anúncio da alemã Audi em novembro passado, que decidiu abandonar a Fórmula E ao final da temporada que em breve se inicia, para focar seus esforços novamente no WEC.

E então chegamos a dezembro e o papai noel do automobilismo mostrou que guardava mais surpresa dentro do seu saco de presentes: a Porsche acaba de anunciar que em 2023 vai iniciar um programa na nova classe de topo do mundial de endurance, o que fortalece ainda mais o campeonato, já que agora temos a possibilidade de ter quatro fabricantes no grid, o que é muito importante para a saúde da categoria, que esteve muito frágil nos últimos tempos.

É claro que daqui para 2023 pode haver muita reviravolta na classe LMDh, não descartando a desistência de alguns fabricantes, mas verdade seja dita, há muito tempo não se via tanto interesse na categoria como agora e isso só reafirma a importância do campeonato para o automobilismo mundial.

Também não podemos esquecer que a Ferrari estuda a entrada na classe LMDh, além das nipônica Nissan e Acura, que já sinalizaram que podem migrar no IMSA para a nova tecnologia e com isso, estar a um passo do WEC.

Em suma, pela movimentação que vemos, estamos prestes a presenciar uma nova fase do WEC, algo importante e necessário, pois a categoria tem sido um grande celeiro de ótimo pilotos e que vem surgindo com uma grande alternativa à Fórmula 1, que é o sonho de muitos, mas realizado por poucos.

Vamos em frente!

Colaboradores Planeta Velocidade

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