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Pietro Fittipaldi: a busca constante por bons resultados

20 de abril de 2021

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Marcio de Luca

Pietro e seus companheiros na ELMS – Foto: ELMS

Neste final de semana tivemos o Grande Prêmio da Emilia Romagna da Fórmula 1, e um fato que deve ter passado batido para a grande maioria dos expectadores é a ausência do brasileiro Pietro Fittipaldi nos boxes da Haas – como todos sabem, ele é o piloto reserva da equipe.

Mas esta ausência é mais do que justificável, uma vez que ele estava no país vizinho, a Espanha, participando das 4 Horas de Barcelona do ELMS, o campeonato europeu de endurance, pela equipe G-Drive, na prova que abriu o campeonato 2021 da modalidade.

Pietro, que conta com os pilotos John Falb e Rui Andrade como companheiros de equipe, classificaram seu Oreca 07-Gibson #25 na sétima posição, e numa corrida onde a constância e a regularidade foram muito elevadas, mantiveram na bandeirada a mesma posição que largaram.

Pode parecer pouco, mas o brasileiro não está em um carro composto por um “dream team”, apesar de estar em uma das melhores equipes do grid. Competiu com gente muito mais experiente nesse tipo de competição, como é o caso de Louis Deletraz (1º); Julien Canal (2º); Phill Hanson – atual campeão do WEC e ELMS na LMP2 – (3º) e Romain Rusinov (4º), provandi que este resultado não é algo pequeno. Muito pelo contrário, é muito!

Um terrível acidente em 2018

Acidente em Spa 2018 – Foto Divulgação

Além disso – devemos lembrar que em 2020, Fittipaldi praticamente não competiu e que foi exatamente neste tipo de competição que ele sofreu um terrível acidente, o mais grave sua ainda curta carreira: em 2018 quando faria sua estreia no WEC pela equipe DragonSpeed, se acidentou nos treinos livres de sexta-feira das 6 Horas de Spa-Francorchamps, onde na ocasião teve graves lesões em suas pernas, das quais, uma fratura exposta na perna direita.

Claro que quem está na chuva, entra para se molhar e sabemos que ele não entrou na competição para andar com o freio de mão puxado. Porém você assentar-se num cockpit de um carro onde você passou pelo momento mais trágico da sua carreira, não deve ser algo que se obtenha conforto e tranquilidade já nos primeiros momentos.

Por outro lado, o fato do time ter chegado na posição que chegou, mostra que o grupo entrou na competição para brigar e isto vale para o brasileiro, que como sempre, demonstra uma pilotagem sóbria, em alto nível e com grande habilidade para trazer o carro inteiro de volta para a garagem. Esse trio pode ser uma grata surpresa para a competição, esta que é a verdade.

Pietro na Fórmula 1

No ano passado ele mostrou ao mundo, na ocasião que substitui Romain Grosjean na Haas, que não estava apenas fazendo sala nos boxes da equipe, mas sim pronto para assumir o carro e fazer um bom trabalho, terminando em uma das corridas, inclusive, na frente de Kevin Magnussen, companheiro de equipe e que vinha de uma temporada inteira ao volante do carro.

Pietro na F1 2020 pela Haas – Foto: Divulgação

O piloto ainda é jovem e, sobretudo pelo acidente que o deixou afastado das pistas por algum tempo, somado ao efeito da pandemia de coronavírus em 2020, precisa acumular quilometragem em sua carreira, o que pode culminar em um retorno ao WEC, pois capacidade não lhe falta e talento lhe sobra – o ELMS inclusive é uma imensa janela de acesso e não duvide que ele não está de olho nisso.

É obvio, até mesmo pela carreira do seu avô Emerson Fittipaldi, que o sonho dele é assumir um cockpit na Fórmula 1, porém, apesar desta ser dita a categoria máxima do automobilismo mundial, ela não é a única que se permite correr em alto nível. Pelo contrário, e diversos pilotos já provaram isso e não estar nela não é demérito algum.

Demérito é não correr por falta de talento, mas isto não é nem de perto o caso dele – isso é fato!

Marcio de Luca

Marcio de Luca

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