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PORSCHE 911: A HISTÓRIA POR TRÁS DESSE ICÔNICO MODELO (PARTE IV)

16 de fevereiro de 2021

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Marcio de Luca

A MUDANÇA DE REFRIGERAÇÃO A AR PARA LIQUIDA

Eis que chegamos ao ano de 1993, que num futuro não muito distante seria visto como um divisor de águas para a montadora germânica, pois neste ano é lançada a série 993, que passa a ser a última da linha 911 como motores refrigerados a ar, neste que é o maior ponto de viragem do esportivo alemão.

Externamente o modelo teve suas linhas suavizadas, com os “túneis” dos faróis dianteiros ficando mais baixos e consequentemente os faróis mais inclinados. A traseira passou por uma grande mudança também, mas mantendo a identidade do modelo, que a esta altura, contava apenas com pára-brisa, portas e janelas laterais ainda do modelo anterior – todo o restante era novo, sendo bastante parecido ao Porsche 959.

O modelo contava ainda com o motor 3.6 litros, mas com a potência aumentada para 268 cv. Nova suspensão traseira do tipo multilink equipava o modelo, que juntamente a melhorias no chassis, garantiam ao 911 melhor dirigibilidade e competitividade nas pistas de corrida.

Porsche 911 Turbo

Em 1995 chega a nova versão Turbo, que agora passava a contar com uma turbina dupla e também tração nas quatro rodas, mas para homologar o modelos em diversas competições mundo afora, surgiu a versão GT2, que era um Porsche 911 Turbo, porém com tração apenas na traseira e interior bem despojado, mas ainda mais caro que as demais versões.

Em 1997 saia a série Type 996, onde depois de 34 anos em produção, a Porsche tira de linha os motores refrigerados a ar e de quebra, coloca no mercado um modelo que carregava apenas a silhueta da linha 911, causando uma grande insatisfação aos puristas, tanto da crítica especializada, como de consumidores e admiradores dos célebres modelos 911, que já vinham perdendo um pouco da identidade desde a versão anterior (993), mas que agora colocava definitivamente uma pá de cal no estilo que consagrou o coupê 2+2 germânico.

A crítica também pegou pesado com a marca alemão, pois o novo modelo compartilhava diversos itens com o modelo mais barato da marca, o Boxter. Outro fator a incomodar foi o design interior, que era facilmente chamado de monótono e completamente em desacordo com as versões anteriores do 911.

Mas enfim, a Porsche não deu ouvidos e continuou com o modelo, que mesmo sendo criticado, não parava de vender, fazendo com que o fabricante lançasse diversas séries do modelo, dentre elas a GT3, que era derivada da versão de competição, com diversos apêndices de conforto e comodidade, para que o mesmo pudesse ser utilizado nas ruas.

Em 2000 saiu a nova versão Turbo (na verdade, bi-turbo), que era oferecida apenas com tração integral e cujo motor era derivado da versão GT1 de 1998, capaz de render 414 cv de potência, mas que poderia ser aumentada, caso o proprietário desejasse que fosse equipado com o pacote X50, dando ao modelo estúpidos 603 cv de potência, ao custo de 17.000 dólares de acréscimo.

Ao contrário das versões anteriores, os 911 Turbo da série 996 tinham o design bem diferenciado se comparado aos 911 Carrera ou 911 Carrera 4: pára-choques dianteiros com entrada de ar modificada, pára-lamas traseiros mais largos e com entrada de ar e o pára-choque traseiro que muito se assemelhava ao do Porsche 959, devido as suas saídas de ar, que mais tarde, em versões futuras, teriam o visual incorporado as versões 911 Carrera 4 e Cayene.

Em 2004 a Porsche faz uma nova revisão no visual na linha 911, evoluindo para a série 997, que contava com menos de 30% dos componentes da versão anterior. A nova versão obteve uma melhora no coeficiente aerodinâmico, passando para 0,28, além do design que voltou a contar com faróis arredondados, fazendo uma menção aos primórdios do 911.

A versão Turbo, que apesar de manter a motorização 3.6 litros bi-turbo (para o modelo 911 Turbo), havia elevado a potência para 473 cv graças a nova turbina de geometria variável – a primeira a ser utilizada em um carro de rua e em motores de combustão interna, além de passar a utilizar o sistema PTM (Porsche Traction Management), novo sistema de tração integral similar ao que equipava a Cayene.

Em 2006 chegaram as versões GT3, que atingia máxima de 310 Km/h e a versão GT3 RS, modelo de alto desempenho que se tratava de um carro de corrida, porém preparado para andar na rua e que contava com diferenças em relação às demais versões, onde notadamente percebiam-se as barras internas de proteção e a traseira alargada em 44mm.

Em seguida veio a versão GT2, que se tratava da versão fabricada em série mais veloz do modelo, fazendo se 0 a 100 Km/h em apenas 3,7 segundos, chegando a máxima de 329 Km/h, graças ao motor 3.6 litros bi-turbo que rendia 530 cv, herdado do 911 Turbo, mas que foi retrabalhado para ser mais potente.

Porsche 911 GT2

Em 2010 a Porsche fez os fãs da versão GT2 suspirar mais forte, apimentando ainda mais o modelo, que continuava utilizando a motorização 3.6 litros bi-turbo, mas que agora desenvolvia estúpidos 620 cv, dando ao modelo números de desempenho assustadores: de 0 a 100 Km/h em apenas 3,5 segundos; de 0 a 200 Km/h 8,9 segundos, chegando a 330 Km/h, onde a velocidade máxima era limitada pelo fabricante.

Com tanto desempenho era de se esperar um motor beberrão, mas ao contrário disso, o 911 GT2 fazia 8,9 Km com um litro de gasolina, o que mostra o grandioso trabalho da engenharia da Porsche ao criar um modelo brutal, mas com consumo de carro de rua com motor menor (apenas para comparar, um Honda Civic com motor 1.8 litro da mesma época, na cidade consomia em média um litro de etanol para cada 7,2 Km rodados).

O modelo vinha de série com freios de cerâmica, gaiola de proteção interna, revestimento interno de fibra de carbono e alcântara, além de bancos de competição, rodas de 19” calçadas com pneus 235/35 da frente e 235/30 na traseira.

Fotos divulgação

Marcio de Luca

Marcio de Luca

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