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PORSCHE 911: A HISTÓRIA POR TRÁS DESSE ICÔNICO MODELO (PARTE V)

25 de fevereiro de 2021

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Marcio de Luca

 ELETRICIDADE E OS RASCUNHOS PARA UMA NOVA ERA

911 GT3R Hybrid 2.0

Mantendo a tradição de ser uma empresa de alta tecnologia quando se fala em automóveis e automobilismo, a Porsche também se rendeu ao modelo de propulsão híbrida, onde não poderia utilizar ninguém melhor que o 911, carro chefe da empresa e que ao longo dos tempos se tornou um verdadeiro camaleão da indústria automotiva mundial.

Em 2011 a Porsche colocou em linha uma versão bastante badalada do 911: o GT3R Hybrid 2.0, que apesar do “pequeno” motor, a soma dos seus componentes (motores elétricos e a combustão interna), gerava nada menos que 470 cv de potência. O modelo não passou de um “show-car”, porém eram os primeiros rascunhos da marca neste tipo de tecnologia para carros de rua, que mais tarde se materializaria no Taycan, que ao invés de híbrido, é completamente elétrico.

Em 2012 visualmente falando a linha 911 recebeu pequenas modificações estéticas, com apenas o reposicionamento das entradas de ar do pára-choques dianteiro, mas também a motorização foi modificada, passando do motor 3.6L para um 4.0 litros com iniciais 500 cv de potência, que contava com diversos itens fabricados em titânio, tornando o motor mais leve e eficiente.

911 Carrera S

De 2012 até o final da geração 991 o modelo não passou por significantes mudanças, tendo apenas de um ano para o outro pequenas mudanças estéticas, como novas entradas de ar, setas dianteiras e modificações no formato do spoiler traseiro, que para algumas versões se assemelha aos antigos “rabo de baleia”, em outros variável (como na versão de 1988) e nas derivadas de competição, os leves, fixos e altos spoilers de fibra de carbono.

Em 2013 foi lançada uma versão comemorativa dos 50 anos do modelo que contava com um exclusivo motor 3.8 litros e era baseada na versão Carrera S, porém com tração nas quatro rodas, mas como na versão que deu início ao modelo, não carregava spoiler em sua traseira, sendo da linha 911 o modelo com visual mais limpo.

A versão comemorativa passou, mas o motor se manteve no esportivo, onde a versão de corridas passou a contar também com uma unidade de 4.0 Litros, está basicamente equipando as versões GT3R e a RSR.

Porsche Macan

A história do esportivo continuou seguindo e passados cinco anos, em 2018, enfim chegamos ao Salão do Automóvel de Los Angeles, momento que finalmente o mundo conheceu a nova e atual geração do ícone 911, carro que se tornou um dos esportivos mais cultuados e desejados do planeta, se transformando em uma obra atemporal da indústria automobilística.

E a Porsche trabalhou pesado na nova geração, a oitava, denominada 992, que veio com a missão de evoluir, como tudo na vida, mas com a difícil tarefa de manter a identidade de um carro que desde o final da década de 60, mantém a silhueta e visual que o identifica de longe. É bem verdade que os novos 911 de algum tempo pra cá tem ostentado rodas bem maiores que o convencional, a dianteira mais afilada, mas como sempre, continua sendo o 911.

O carro recebeu novos ares, sobretudo na traseira, onde é percebido o maior volume de modificações, que agora passa a ter uma identidade mais próxima aos modelos Panamera e Macan, cujo conjunto ótico envolve toda a traseira do veículo. Algo que na verdade não é tão novo no 911, pois os modelos da década de 80 e início de 90, tiveram um filete que seguia alinhado de uma lanterna a outra, formando o harmonioso e clássico conjunto óptico traseiro.

Porsche Carrera S e 4S

Lateralmente, em relação a anterior versão em produção as mudanças são bem sutis, ainda que seja mais percebida devido a mudança na traseira, com uma caída menos acentuada. Os vidros e contornos de portas também receberam um novo desenho, porém, muito próximo ao da versão que estava no mercado.

Na frente percebe-se como mudança maior as pequenas grades na porção inferior do pára-choque, mas nada que se possa dizer que descaracterizou a dianteira do carro, que de algum tempo para cá, vem ficando um pouco mais afilada, cujos faróis foram ficando mais “deitados” com o passar do tempo.

A motorização de toda a gama 911 passou a ser 100% turbo e pela primeira vez na história, lançou-se uma versão híbrida plug-in do veículo. Para o modelo Carrera S e 4S, o motor tem potência na casa dos 450 cv, onde a velocidade máxima é de 308 Km/h para a versão com tração traseira e 306 Km/h para o modelo de tração integral.

Em suma, o que podemos dizer é que o novo 911 trouxe a evolução necessária para um carro que resiste ao tempo, mas insere elementos que o diferenciam das versões anteriores, sem destoar do que o modelo tem sido ao longo do tempo.

A NOVA VERSÃO PARA AS PISTAS

Desta forma, o que podemos esperar da versão GT3 e das demais derivações do modelo para corridas, é algo ainda mais sensacional do que já foi visto até agora, fazendo mais uma vez o mercado dar uma grande balançada, porém desta vez o chacoalho será nas pistas, local onde essa fera tem criado um reinado bem difícil de ser destronado.

O que podemos esperar também é que a versão RSR utilizada atualmente na classe GTLM do IMSA e LMGTE Pro do WEC, pare na atual versão denominada 991-2, uma vez que o campeonato norte-americano de endurance anunciou recentemente que sua classe de topo dos GTs contará com modelos GT3 a partir do ano que vem, deixando de lado os modelos GTE, do qual a versão RSR está inserida.

Por outro lado, também é provável que os RSR não deixem de existir, afinal a versão surgiu em meados da década de 70 e resistiu ao tempo até então – com certeza Porsche arranjará um lugarzinho especial para lançá-la e mantê-la em voga.

Enfim, a nova versão 992 GT3 está próxima de ser lançada, uma vez que a fabricante tem soltado na internet vários teaser do modelo camuflado em testes, o que é um bom alento para os fãs de corrida e que esperam ávidos pelo novo modelo.

Fotos Divulgação

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