Retrospectiva NASCAR 2019 – Parte 5 (Chicago, Daytona II, Kentucky e New Hampshire)

26 de dezembro de 2019

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Alex Leonello Teixeira

A esta altura, a temporada de 2019, embora ainda longe de estar decidida, tinha vivenciado muitas vitórias de apenas duas grandes equipes, quais sejam, a Penske, com Brad Keselowski e Joey Logano e a Joe Gibbs, Com Denny Hamlin, Kyle Busch e Martin Truex Jr.

A única exceção a esta regra terrível aconteceu com Chase Elliott, da equipe Hendrick, sendo este também o único triunfo de um carro da Chevrolet até então, como vimos no texto anterior desta nossa retrospectiva (parte 4), que pode ser acessada através do link RETROSPECTIVA NASCAR 2019 – PARTE 4 (ALL-STAR RACE, CHARLOTTE, POCONO, MICHIGAN E SONOMA).

Diante da realidade de que 15 das 16 vitórias estavam nas mãos de apenas 2 equipes, a Monster Energy NASCAR Cup Series partiu para a sua 17ª etapa no oval de 1,5 milhas de Chicago, no estado de Illinois.

A pole position foi marcada pelo piloto do Chevrolet Camaro nº 3 da equipe de Richard Childress, Austin Dillon, esboçando um início de reação por parte da Chevrolet.

Fonte: Divulgação/Internet

Pouco após ser acionada a bandeira verde, o heptacampeão Jimmie Johnson (48) assume a liderança, mas a prova teve que ser interrompida por mais de três horas por conta da forte chuva que caiu no circuito.

Fonte: Divulgação/Internet

Uma vez cessada a chuva e com a pista devidamente seca, os carros voltaram para a pista e a prova foi finalmente reiniciada, com Johnson na frente.

Kyle Busch (18) encontrou a mureta de proteção da pista e, com problemas, jogou por terra suas chances de vitória nesta etapa.

Pouco depois foi a vez de Clint Bowyer (14), por conta de um estouro de pneu, perder o controle do carro e ir para a grama e causando uma bandeira amarela.

Fonte: Divulgação/Internet

Ainda sob esta bandeira amarela, Denny Hamlin (11) recebe na frente a bandeira verde e branca para conquistar o primeiro segmento da prova.

Com a rodada de pit stops completas, Kevin Harvick (4) assume a liderança da disputa, mas, depois de várias voltas acaba sendo superado por William Byron (24)

Contudo, após uma parceria com Jimmie Johnson na pista, Harvick reassume a liderança da prova e não a perde mais até conquistar o segundo estágio da competição.

Harvick ainda relarga na frente, mas é ultrapassado por Kyle Larson (42) e depois por Alex Bowman (88) que, ao final, se torna o líder da prova.

Fonte: Divulgação/Internet

O muro também foi visitado pelo campeão Kevin Harvick (4), levando-o para o meio do pelotão e com rendimento do carro totalmente comprometido.

Com o final da prova se aproximando, Larson usa de sua experiência, encosta em Bowman e, depois de alguma disputa, consegue a ultrapassagem, assumindo a liderança da prova.

Mas o garoto estava com sede de vitória e guiando como nunca, Bowman recuperou o espaço perdido e, com direito a toques de laterais, recupera na garra a liderança que era sua.

Fonte: Divulgação/Internet

Resistindo firme e forte, com garra de piloto vitorioso e muita gana de vitória, Alex Bowman, com seu Chevrolet Camaro nº 88 da equipe Hendrick Motorsports, cruza na frente a linha de chegada, vence a etapa de Chicago, conquista a primeira vitória de sua carreira na Monster Cup e, de quebra, carimba o seu passaporte para os playoffs da categoria.

Na segunda posição, também a bordo de um Chevrolet Camaro, mas com o número 42 da equipe de Chip Ganassi, atinge a meta Kyle Larson e, em terceiro, completou o top 3 desta etapa Joey Logano, com seu Ford Mustang nº 22 da equipe Penske.

Fonte: Divulgação/Internet

Depois desta grande primeira vitória de um jovem piloto, que trouxe a Hendrick e a Chevrolet para o páreo, chegou a vez da principal categoria do automobilismo norte americano retornar para suas origens e disputar a segunda etapa do ano no super oval de 2,5 milhas de Daytona, em sua tradicional prova de 400 milhas, realizada no dia 06/07, dois dias depois do feriado nacional da independência.

Fonte: Divulgação/Internet

Assim como na semana anterior, a chuva não deu trégua no final de semana e, sendo assim, os treinos qualificatórios não puderam ser realizados e dando a pole position desta etapa para o líder do campeonato, de acordo com o regulamento, qual seja, o atual campeão da categoria e piloto do Ford Mustang nº 22 da equipe Penske, Joey Logano.

No dia e horário marcados para o início da prova, a chuva voltou a cair em grande quantidade e, após alguma espera por parte da direção da NASCAR, a largada acabou por ser adiada para a tarde do domingo, dia 07/07.

Fonte: Divulgação/Internet

Nesta nova data, com a pista em condições de prova, a bandeira verde foi finalmente agitada, e Joey Logano (22) se manteve firme na liderança.

Com um início de prova tranquilo, não existiram bandeiras amarelas e, sendo assim, os pit stops para reabastecimento e trocas de pneus aconteceram em bandeira verde, acabaram por dar a liderança da corrida para Kevin Harvick (4).

Tendo um grande carro em suas mãos e mostrando uma excelente recuperação, Joey Logano reassume a liderança na volta final e vence o primeiro estágio da competição.

Embora Rick Stenhouse Jr. (17) tenha relargado na frente, sua liderança não durou muito tempo, uma vez que, após um contato com Kurt Busch (1), este e foi para a grama, provocando a primeira bandeira amarela real da prova.

Fonte: Divulgação/Internet

Muitos pilotos voltaram aos boxes para reabastecimento e troca de pneus e a liderança da prova passou a ser de Austin Dillon (3).

Na volta 75 foi a vez do próprio Kurt Busch (1) ir para o muro e causar outra bandeira amarela no circuito.

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Ainda na volta 82, uma nova bandeira amarela aconteceu, após um toque de Kevin Harvick (4) em Brad Keselowski (2), que acabou por envolver, ainda, os pilotos Daniel Henrick (8), David Ragan (38), Daniel Suarez (41) e Aric Almirola (10).

Fonte: Divulgação/Internet

Em que pese os percalços, Austin Dillon (3) se manteve firme na liderança e conquistou o segundo estágio da competição.

Dillon relarga no primeiro posto e consegue manter a liderança, até que um toque com o piloto do Ford Mustang nº 14 de Clint Bowyer faz ambos rodarem na pista, dando início a um verdadeiro big one!

Fonte: Divulgação/Internet

Kurt Busch (1) passa ileso e se torna o líder da prova, mas prefere entrar nos boxes para reabastecimento e troca de pneus.

Naquele mesmo instante, para que a pista fosse limpa, a NASCAR decidiu acionar a bandeira vermelha.

Diante do tempo que indicava a proximidade de chuva, bem como da quantidade de raios que se aproximavam do circuito, colocando em risco a vida de pilotos e espectadores, a NASCAR resolveu manter a bandeira vermelha e chamar todos os competidores para os boxes e aguardar o restabelecimento das condições de corrida, enquanto a liderança da prova era surpreendentemente exercida pelo jovem Justin Haley (77).

Fonte: Divulgação/Internet

Mesmo quando a chuva finalmente atingiu o circuito e impossibilitou o retorno dos carros à pista, a NASCAR entendeu por bem esperar por um tempo, no intuito de retomar a prova.

Ao fim, a chuva persistiu e a corrida foi dada como encerrada pela direção da NASCAR, onde o jovem piloto da Xfinity Series que fazia apenas a sua terceira prova na Monster Cup, Justin Haley (77) foi declarado o grande vencedor da Daytona 400!

O segundo posto ficou com o piloto William Byron, piloto do Chevrolet Camaro nº 24, e, em terceiro lugar, concluiu a prova o heptacampeão Jimmie Johnson (48), ambos da equipe Hendrick Motorsports

Fonte: Divulgação/Internet

Por estar inscrito no campeonato da Xfinity Series, esta vitória de Justin Haley não lhe deu qualquer ponto no campeonato da Monster Cup e nem mesmo o classificou para os playoffs.

Depois de um fim de semana anormal em que um piloto da Xfinity Series venceu a prova de Daytona e deixou uma vitória a menos desta temporada disponível para os pilotos da Monster Cup tentarem conquistar as suas vagas nos playoffs, era hora de seguir em frente para a corrida seguinte.

Com isso, a principal categoria do automobilismo norte americano seguiu viagem para a etapa do Kentucky, em um oval de 1,5 milhas que se localiza no estado que lhe é homônimo.

Sendo o mais rápido nos treinos classificatórios, a pole position para esta etapa de 400 milhas e 267 voltas ficou por conta do Mexicano Daniel Suarez, o ligeirinho, piloto do Ford Mustang número 41 da equipe Stewart-Haas Racing.

Fonte: Divulgação/Internet

Após a largada, Suarez manteve a primeira posição, até que a bandeira amarela ocorreu na volta 48, por conta de um pneu furado no Chevrolet Camaro nº 9 de Chase Elliott.

Com isso, diversos pilotos aproveitaram a oportunidade e entraram nos boxes para reabastecimento e troca de pneus e, desta forma, Brad Keselowski (2) voltou na frente para a pista e relargou na primeira posição.

Mas a liderança de Keselowski não demorou muito e Kurt Busch (1) já o ultrapassou na relargada, tornando-se o ponteiro na competição que, segurando bem as investidas do atual campeão Joey Logano (22), cruzou na frente a linha de chegada e venceu o primeiro segmento da prova.

Após os Pit stops, Rick Stenhouse Jr (17) relarga na primeira posição, mas logo é ultrapassado por Kyle Busch (18), o irmão mais novo de Kurt e também campeão da categoria, no ano de 2015.

Com um grande equipamento, Kyle Busch seguiu firme na ponta, deixando as disputas para os demais pilotos e vencendo de forma tranquila o segundo estágio da competição.

A bandeira amarela seguinte se deu por conta da rodada e do acidente que levou ao muro o heptacampeão Jimmie Johnson (48).

Fonte: Divulgação/Internet

A relargada tinha William Byron na liderança e foi bastante polêmica, uma vez que resultou em uma punição do ponteiro do Chevrolet Camaro nº 24 da equipe Hendrick, mediante a conclusão de queima de largada por parte da direção de prova.

Em que pese o fato de Byron realmente estar na frente na oportunidade em que cruzava a linha final da zona de reaceleração, era possível ver que o mesmo era claramente empurrado pelo carro de Aric Almirola (10), o que, para muitos, tornaria injusta a penalidade aplicada e, ao fim, cumprida pelo piloto do carro 24.

Com isso, a liderança passa para as mãos de Clint Bowyer (14) que, a partir de então, trava uma fantástica e impressionante disputa pela primeira posição com os pilotos Kurt Busch (1), Kyle Busch (18) e Joey Logano (22).

Enquanto Kunt Busch liderava a prova, os pit stops começaram a ocorrer em bandeira verde e, por conta das diferentes estratégias adotadas pelos pilotos, passou a acontecer uma grande alternância na primeira, até que, ao final do ciclo de paradas, passou a estar nas mãos de Kyle Busch (18).

Após uma intensa disputa, Kyle foi ultrapassado por Joey Logano, que assumiu a ponta e, a partir daí, rumava firme e seguro para mais uma vitória na temporada.

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Mas a NASCAR é sempre uma caixinha de surpresas e, restando apenas 6 voltas para o final, Bubba Wallace (43) roda na pista e provoca mais uma bandeira amarela no circuito, gerando, ao fim, um overtime.

Fonte: Divulgação/Internet

As duas últimas voltas da prova foram simplesmente sensacionais, exibindo uma disputa incrível pela liderança entre os irmãos Busch, com direito a toques e dividida de curvas.

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Ao fim, Kurt Busch, piloto do Chevrolet Camaro n° 1 da equipe de Chip Ganassi cruza na frente a linha de chegada, vencendo a etapa do Kentucky e se classificando para os playoffs.

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Na segunda colocação, colado em seu irmão mais velho, atingiu a meta Kyle Busch (18) e, em terceiro, completou o top 3 Erik Jones (20).

Vale a pena relembrar a grande comemoração feita por Kurt Busch após esta primeira vitória da Chevrolet no circuito do Kentucky, o último com extensão de 1,5 milhas na fase regular do campeonato.

Fonte: Divulgação/Internet

Em que pese a felicidade dos torcedores pela vitória de mais uma equipe e piloto diferentes nesta temporada, a vida e o campeonato tinham que seguir, e era hora deste grande espetáculo seguir caminho para o circuito oval de New Hempshire, com apenas 1 milha de extensão, no dia 21/07.

Dando um passo a frente dos demais, Brad Keselowski, piloto do Ford Mustang nº 2 da equipe Penske, conquista a pole position e larga na frente nesta etapa conhecida como “a milha mágica”.

Fonte: Divulgação/Internet

Com a prova iniciada, Keselowski logo perde a liderança para o piloto do Toyota Camry númeto 18, Kyle Busch.

Sem maiores contratempos nesta parte inicial da etapa e se mantendo firme na liderança, Kyle Busch cruza na frente a linha de chegada e vence o primeiro segmento da competição.

Aric Almirola (10) vinha pela liderança, até que, na volta 144, Clint Bowyer (14) e Martin Truex Jr. (19) se encontram na pista e, após irem contra a mureta de proteção, provocam uma bandeira amarela no circuito.

Fonte: Divulgação/Internet

Sob tal condição, Almirola, recebe na frente a bandeira quadriculada verde a branca, vencendo o segundo segmento da prova.

A relargada é dada com o piloto Denny Hamlin (11) na liderança da prova, com Kevin Harvick (4) logo no segundo posto.

Na volta nº 214, Kyle Busch (18) perde o controle do carro e acaba batendo no muro, trazendo a necessidade do acionamento de mais uma bandeira amarela em todo o circuito.

Fonte: Divulgação/Internet

Mediante estratégias de paradas nos boxes, Kevin Harvick (4), vencedor desta etapa no ano de 2018, assume a liderança da prova.

Fonte: Divulgação/Internet

Em que pese a disputa arisca entre ambos os pilotos, cercada da pura essência de um automobilismo de raiz que só a NASCAR consegue preservar até os dias atuais, Hamlin não conseguiu superar Kevin Harvick (4) que, ao fim, cruzou na frente a linha de chegada, vencendo de forma brilhante e inteligente a etapa de New Hampshire, carimbando de vez o seu passaporte para os playoffs.

No segundo posto concluiu a corrida Denny Hamlin (11) e, em terceiro, completando o top 3, cruzou a linha de meta o piloto do Toyota Camry nº 20 da equipe de Joe Gibbs, Erik Jones.

Fonte: Divulgação/Internet

Por mais estranho que seja, o troféu que sempre marca o final desta prova é a polêmica e gigantesca lagosta viva que é dada ao vencedor após a prova e que, pelo segundo ano consecutivo, foi levada para casa por Kevin Harvick.

Fonte: Divulgação/Internet

Assim, ao final da 20ª etapa do campeonato, Kyle Busch (18) e Martin Truex Jr. (19) já contavam com 4 vitórias cada um, enquanto Brad Keselowski (2) tinha 3, Joey Logano (22) e Denny Hamlin (11) possuíam 2 triunfos e Alex Bowman (88), Kurt Busch (1), Chase Elliott (9) e Kevin Harvick (4) contavam com uma conquista cada um.

Lembro que, correndo por fora do campeonato, Justin Haley, piloto regular da Xfinity Series, alterou a ordem natural das coisas e faturou a etapa de Daytona, que não o claffica para os playoffs.

O que passou a parecer era que finalmente o domínio exclusivo de Penske e Gibbs finalmente estava encerrado no campeonato.

Será?

Isso só poderia ser respondido após a realização das 6 provas que ainda restavam na fase regular, antes da chegada dos playoffs, mas isso será assunto a ser tratado na parte 6 da retrospectiva do PLANETA VELOCIDADE.

Voltamos em breve.

Até lá!

Alex Leonello Teixeira
Twitter: @alexleonello
Fonte: Divulgação/Internet

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