NASCAR Cup Series – Com uma carta na manga, Kurt Busch quebra a banca e vence em Las Vegas

28 de setembro de 2020

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Francisco Brasil

Chris Graythen | Getty Images

E chegamos ao “Round of 12” dos playoffs, que começa na cidade do pecado: Las Vegas. O oval de 1,5 milha recebeu as apostas para 267 voltas, e a primeira vitória foi de Kevin Harvick, pole position.

Revisão Alex Leonello
Foto destaque Chris Graythen | Getty Images

Estágio 1 – 80 voltas

Na largada, Harvick se mantém na ponta, mas segue pressionado por Logano e Elliott, que superam o Mustang #4. Quem também avança e Kyle Busch já na segunda posição após ultrapassar Logano.

Elliott abre 1,8 segundos de vantagem ainda na volta 14, até a amarela de competição que surge no giro 25. Com isso, os pilotos vão para os pits.

Quem se dá bem é Kyle Busch, que sai em primeiro, seguido de Harvick. O líder Elliott volta apenas em sexto, ao passo que Christopher Bell e William Byron são punidos por excesso de velocidade, além de Brad Keselowski que demorou uma eternidade em sua parada e retornou apenas em 29°.

No alinhamento seguindo a “regra do cone”, os três primeiros escolhem a fila de cima, deixando espaço para Denny Hamlin alinhar na primeira fila para a relargada que ocorre na volta 31.

Chris Graythen | Getty Images

Hamlin assume a liderança com um empurrão de Logano, que ao mesmo tempo dá um de seus famosos bloqueios em Chase Elliott, mas ambos ultrapassam Harvick.

Mais atrás, Tyler Reddick com problemas faz uma parada não programada na volta 37, começando um calvário que estava longe de acabar.

E sem mais ocorrências, Denny Hamlin vence o primeiro segmento, com Logano, Kyle Busch, Elliott e Harvick no top 5.

Estágio 2 – 80 voltas

Nova rodada de paradas e outra vez Kyle Busch leva a melhor saindo em primeiro, trazendo Logano e Hamlin na sequência.

O pano verde retorna no giro 87 com o ataque de Logano para cima de Kyle Busch. O piloto do #18 tenta o troco e se coloca lado a lado com Logano.

Quem se aproveita é Hamlin, mergulhando por baixo e passa os dois, que acabam se tocando. Logano leva a pior, pois seu pneu começa a raspar, tendo que procurar os pits prematuramente para trocar os pneus do lado esquerdo, voltando em 32°. Kyle Busch ainda se sustenta bem, mas reclama do carro após o toque. Na volta 92 é a vez de Elliott atacar e passar Hamlin, assumindo a liderança.

Com uma janela de 60 a 63 voltas de combustível, o ciclo de paradas inicia em verde com Martin Truex Jr parando na volta 118. Em seguida é a vez de Kyle Busch parar, mas um problema na pistola pneumática que é usada para apertar as porcas, fez o piloto perder segundos importantes. Ao mesmo tempos, Jimmie Johnson é punido por excesso de velocidade.

Após as paradas Elliott volta para a liderança, enquanto Tyler Reddick – com um carro muito ruim – retorna ao pit após novo toque no muro.

E não para por aí, na última volta do estágio Reddick bate pela terceira vez e entra no box para abandonar. Lá na frente, Chase Elliott vence com tranquilidade o segundo segmento, seguido por Hamlin, Bowman, Truex e Blaney.

Brian Lawdermilk | Getty Images

Estágio Final – 107 voltas

Nova rodada de Pit stops com Hamlin saindo a frente do pelotão. Kyle Busch aproveita para reparar os danos causados pelo toque em Logano e volta em vigésimo.

A verde traz de volta a velocidade no giro 167 com Hamlin mantendo a ponta, mas Bowman pressiona e até consegue passar, mas logo leva o troco. Quem aproveita para se aproximar é Elliott, que passa Bowman.

Mas eis que surge na volta 190 uma bandeira amarela por detritos, algo que não tem acontecido com frequência. Os líderes aproveitam para nova rodada de Pit stops, onde a equipe Joe Gibbs trabalha melhor e coloca Hamlin e Truex na frente dos demais.

E aa punições continuaram, dessa vez com Austin Dillon que largará do final do pelotão por infração de segurança, por um mecânico que recolhe o pneu ter caído da mureta do box.

A verde retorna restando 71 giros para o fim ainda com Hamlin líder, mas quem surpreende é Matt DiBenedetto que passa três carros de uma só vez para assumir o segundo lugar.

Só que Alex Bowman estava num bom momento e consegue assumir o segundo lugar, deixando DiBenedetto em terceiro, pressionado por Truex.

Nesse momento, Austin Dillon fica lento na pista, reclamando de problemas na direção e superaquecimento e acaba indo para os boxes. Tantos problemas se juntaram a uma correia partida, o que tirou qualquer chance de bom resultado do Camaro #3, que perde 8 voltas.

Brian Lawdermilk | Getty Images

E sem autonomia, Kevin Harvick e kyle Busch abrem o ciclo de paradas em verde quando restam 36 voltas para o fim da prova. Bowman e Truex param na sequência, uma volta antes de Hamlin.

Com isso Bowman consegue ultrapassar o Camry #11, até que a amarela surge por conta de um furo de pneu que faz Jimmie Johnson rodar, faltando 32 voltas para o final.

Como estava no meio do ciclo,o líder é Kurt Busch que ainda não havia parado. O piloto do #1 aproveita para reabastecer e volta em segundo, logo atrás de Matt DiBenedetto.

A verde é acionada restando 25 voltas com Kurt Busch e DiBenedetto brigando pela liderança, logo a frente de Christopher Bell e John Hunter Nemecheck, terceiro e quarto, respectivamente.

Mas John Hunter chama a amarela logo em seguida, quando faltavam apenas 18 giros. O jovem piloto rodou sozinho e volta de forma perigosa, fazendo Erik Jones desviar dele e acertar Rick Stenhouse Jr.

E até que enfim Joey Logano consegue retornar a volta do líder no momento que grande parte dos pilotos fazem novas paradas, menos os líderes.

Chris Graythen | Getty Images

Nova relargada com 12 pro fim e Kurt Busch mantém a ponta, enquanto Bell raspa no muro e perde o terceiro posto para Bowman.

Byron não tem a mesma sorte e se atrapalha com Bell, o que resulta na rodada do #24 e nova amarela, que também atingiu Corey LaJoie.

Overtime

A demora na limpeza da pista faz a relargada ser em regime de prorrogação. Kurt Busch larga bem, seguido por DiBenedetto que tenta se aproximar.

Mas a melhor cartada foi do irmão Busch mais velho que é o primeiro a receber a bandeira quadriculada. E essa vitória foi ainda mais especial por ser a primeira dele em casa – já que Kurt e Kyle nasceram em Las Vegas – além de garantir sua vaga para a próxima fase, após entrar no round of 12 em último.

Completaram o top 5 Matt DiBenedetto, Denny Hamlin, Truex Jr e Alex Bowman.

Opinião Alex Leonello

Depois de um longo tempo de prova morna, a NASCAR conseguiu guardar todas as emoções da corrida para o trecho final do segmento 3.

Até então Hamlin e Elliott desenhavam um claro favoritismo para a vitória desta etapa, com uma certa vantagem para o piloto da equipe de Joe Gibbs.

Mas uma bandeira amarela na hora exata, em meio às paradas de boxes que se davam sob bandeira verde mudou a sorte de muitos outros, colocando Kurt Busch na primeira colocação.

Kurt, até aquele exato momento, estava em situação de eliminação dos playoffs, faturou a prova e, de quebra, carimbou seu passaporte para o round of 8 das finais, deixando a encrenca para os demais finalistas.

Isto porque, as duas próximas etapas que se aproximam acontecerão em Talladega e Charlotte (roval), onde tudo pode acontecer, principalmente na terra dos big ones.

Fez-se então uma das regras mais valiosas no mundo dos cassinos de Las Vegas. Isto porque, se a banca sempre ganha e se favorece, é fato que aquela neutralização em meio aos Pit stops trouxe uma nova cara para o evento e deu o grande prêmio da vitória desta etapa para um piloto nativo de… Las Vegas!

Depois desta até a maldição indígena de Talladega se arrepiou.

Opinião Francisco Brasil

A prova foi um jogo de poker, pois os pilotos fizeram “cara de paisagem” a maior parte do tempo. Pelo menos o final teve emoção, após a sorte sorrir para Kurt Busch.

Mas temos que destacar Matt DiBenedetto e Alex Bowman. Ambos sempre estiveram ali pelo top 10 e foram consistentes. Por outro lado, Austin Dillon sofreu um revés na sorte e agora estar em último na classificação, mas se voltar a ser consistente como na fase anterior pode se recuperar.

E se um lado da família Busch está feliz, o outro não tem o que comemorar. Kyle ainda não venceu esse ano, teve problemas no Pit e está na zona de eliminação. Os pontos bônus começam a fazer falta.

E na próxima semana já temos um novo desafio, dessa vez na casa do Big One: Taladegga. Quem será que se salva da maldição indígena e carimba seu passaporte para a próxima fase? Ou teremos uma zebra daquelas? Tudo será respondido no próximo domingo e você acompanha aqui, no Planeta Velocidade?

Francisco Brasil

Francisco Brasil

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