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SOPA DE LETRINHAS DO WEC E IMSA: LMP1, DPI E LMDH

8 de fevereiro de 2021

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Marcio de Luca

Logo após a passagem das 24 Horas de Daytona recebemos diversas mensagens com dúvidas sobre as diversas classes que participaram da prova, mas também alguns questionamentos diziam respeito às diversas siglas neste campeonato, o IMSA, no WEC e similares.

Então, para facilitar a vida daqueles que não conhecem muito a fundo os campeonatos de provas de longa duração, dividido em três matérias, vamos falar das categorias e classes de carros existentes nos diversos campeonatos, onde neste texto começamos pelas classes de topo.

Mas antes, vamos a algumas siglas.

IMSA: International Motor Sports Association, é uma das organizações norte-americana que reúne equipes e pilotos de competições automobilísticas.

Foto Divulgação

WEC: World Endurance Championship, ou campeonato mundial de endurance.

Foto Divulgação

ELMS: European Le Mans Series, ou campeonato europeu de endurance.

Foto Divulgação

ALMS: Asian Le Mans Series, ou campeonato asiático de endurance.

Foto Divulgação

Depois de desvendar as siglas de cada campeonato, vamos falar agora das categorias de topo dos dois primeiros campeonatos (ELMS e ALMS iniciam pela LMP2, tratada na próxima matéria), cujos carros são os de maior rendimento nas provas de longa duração do presente ou do passado recente.

No WEC até a temporada passada a classe de topo da competição era a LMP1, Le Mans Prototype 1, cujos carros poderiam ser híbridos, porém como motor a combustão de menor capacidade cúbica, ou não-híbridos, com maiores dimensões.

Para os híbridos o motor a combustão deveria ser V6 de 2.4 Litros turbos, que associado a motores elétricos e baterias de Íon-lítio, gerava cerca de 1.000 cavalos de potência combinada.

Já os não-híbridos poderiam contar com motores até V8 de até 4.5 Litros naturalmente aspirados, mas não era o único tipo – veja abaixo.

Rebellion R13: Gibson GL458 V8 de 4.5 Litros naturalmente aspirado.

Foto Divulgação

Ginetta G60-LT-P1: AER P60C V6 de 2.4 Litros biturbo.

Foto Divulgação

Para balancear o desempenho dos carros de diferentes tecnologias, usava-se o BoP, Balance of Performance, que através de limitações técnicas nos motores, equalizam o rendimento entre os carros, de tal modo a permitir uma competição justa entre as partes.

Falando agora do IMSA, sua classe de topo é a DPi, Daytona Prototype International e tal como a LMP1 do WEC, seus carros são uns canhões em termos de desempenho, pois utilizam motores de grande desempenho, porém com arquiteturas diferenciadas entre os fabricantes, onde nenhum deles são híbridos – veja abaixo.

Cadillac DPi-V.R: motor V8 6.2 Litros naturalmente aspirado.

Foto Divulgação

Acura ARX-05: motor V6 3.5 Litro biturbo.

Foto Divulgação

Mazda RT24-P:  motor 4 cilindros em linha, 2.0 Litros.

Foto Divulgação

Para os três modelos a potência estimada está na casa dos 600 cavalos, que para um modelo com peso de 930 Kg (já com o piloto), tornam-se verdadeiros foguetes.

Foto divulgação

Agora vamos falar da regulamentação LMDh, Le Mans Daytona Hybrid, que nada mais é do que a forma como a ACO, promotora do WEC e o IMSA chegarem a um acordo quanto aos seus carros das classe de topo de ambos campeonatos, que a partir desta nova classe, as equipes podem transitar entre os dois campeonatos, o mundial e o norte-americano, tal como já ocorre com a LMP2, GTLM do IMSA e a LMTGE Pro do WEC e a GTD (IMSA) e LMGTE Am (WEC).

Essa nova regulamentação que visa não apenas criar um trânsito de equipes entre o WEC e o IMSA, busca atrair mais fabricantes ao grid do campeonato mundial, pois ao passo que no IMSA temos Acura, Cadillac e Mazda com seus carros, no WEC apenas a Toyota e Alpine estão presentes, sendo esta última com um carro que não é de sua criação, mas sim o reaproveitamento do R13 que foi da Rebellion Racing até o ano passado.

Além destas montadoras, foram também homologados os fabricantes de chassis Dallara, Ligier, Multimatic e Oreca, permitindo assim a entrada também times privados, tal como já vem acontecendo.

E já é possível ver que a nova regulamentação foi uma decisão acertada, uma vez que Audi e Porsche anunciaram que pretendem retornar ao grid do WEC a partir de 2023, e já no próximo ano a Peugeot se juntará novamente a categoria e com isso teremos pelo menos cinco fabricantes envolvidos na classe.

Foto: IMSA

Falando dos carros, os LMDh terão tecnologia híbrida, sendo conjuntos motrizes com motor a combustão e elétricos que somados devem gerar potência máxima de 500 KW, algo em torno de 670 cavalos e cada carro deverá ter peso mínimo de 1.030 Kg.

Devido às diversas tecnologias envolvidas, não há uma especificação padrão de motor, onde cada fabricante poderá trabalhar com liberdade na criação de suas unidades de potência, onde imagina-se que a opção mais provável seja unidades a combustão de pequena capacidade cúbica combinadas com turbo, o que faz com que o peso seja reduzido, dando margem para o uso de um volume maior de baterias, que sabidamente são elementos bastante pesados.

Já o sistema elétrico desse conjunto híbrido será padrão para todos os carros, tendo unidades desenvolvidas pela Bosch, que utilizam baterias fornecidas pela Williams Advanced Engineering, cuja potência pode variar de 67 a 200 cv.

No próximo texto falaremos das classes LMP2 e LMP3, sendo ambas comuns ao IMSA, ELMS e ALMS, porém apenas a primeira está presente também no WEC.

Foto destaque Divulgação

Marcio de Luca

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