Escute a rádio Planeta Velocidade!

Stock Car: Um exemplo brasileiro para o DTM seguir?

22 de dezembro de 2020

j

Colaboradores Planeta Velocidade

Texto de Márcio de Luca
Instagram: @marciodelucafotografia

Criada em 1979 apenas com carros da Chevrolet, a Stock Car que já se chamou Opala Stock Car, exatamente por causa dos coupes deste saudoso modelo que era a coqueluche da época, hoje muito evoluída desfila carros ainda da GM, porém acompanhados dos Toyota Corolla, que estreou este ano na competição.

Mas, o foco desse texto não são os carros em si, mas sim o tamanho do grid e o banho de organização e confiabilidade que a categoria vem demonstrando ao longo dos anos, a ponto de pilotos que cruzaram o planeta de um lado para outro até mesmo na Fórmula 1, decidirem por nossa categoria local para dar continuidade às suas carreiras.

Neste sentido quero jogar no ar uma questão para os caros leitores do site pensar: em termos de tamanho já passamos o campeonato alemão de turismo, o DTM, será que temos fôlego para superar a Nascar?

Foto: Duda Bairros

É bem verdade que estamos tratando de mundos completamente diferentes e acima de tudo, uma cultura muito distinta, pois nos EUA há um verdadeiro culto ao automóvel e todo o universo que ele se insere, porém a Stock Car que completou 41 anos em 2020 criou uma significância impar em nosso hemisfério e isto fica claro com o volume de equipes, nível de pilotos, carros e o tamanho dos patrocinadores da categoria e equipes.

Some-se a isso o fato do Brasil ser um país onde o volume de incertezas sobre a economia e os rumos de crescimento ser um caminho desconhecido, gerando uma grande desconfiança por parte investidores, sobretudo em esporte, algo que sabidamente não as maiores fontes de lucro que temos por aqui.

Pode parecer um pouco pretencioso este questionamento, mas não podemos esquecer que a poucos anos quando se falava em DTM, o que vinha em mente era o “maior campeonato de carros de turismo do mundo”, mas que neste ano, se Gehard Berger e sua turma não tivessem aderido a regulamentação GT Pro com os carros da classe GT3, o campeonato simplesmente poderia acabar, uma vez que ano após ano as montadoras vinham abandonando o campeonato, restando para a próxima temporada apenas a BMW, mas que graça ao novo escopo da competição, teremos um grid muito sortido ao que tudo indica.

Ou seja, o que quero chamar atenção com este texto é o fato de termos um campeonato muito sólido e competitivo em solo nacional, coroado com a grande final deste ano, onde onze pilotos tinham chances matemáticas de se tornar campeão e isso não é para muitos, o que demonstra o grau de competitividade que a Stock Car alcançou.

Além disso, o grid da categoria tem pilotos de peso, muitos ex-Fórmula 1, pilotos com carreira internacional e cada vez mais, chegando reforços, como é o caso de Felipe Massa que estreia na próxima temporada, bem como a equipe de Nelson Piquet, ambos nomes de peso no automobilismo mundial.

Para finalizar, com a entrada da Toyota no grid e a chegada do TCR South America no próximo ano, não duvido que a categoria pode ser corteja por outras marcas, ávidas por mostrar seus possantes carros para uma legião de futuros clientes que assistem as provas pela TV, mas acima de tudo cientes do tamanho do campeonato e da importância de ter uma plataforma de marketing como esta, como vitrine para seus modelos.

Sendo assim, se vamos bater a Nascar não temos como afirmar neste momento, mas que o caminho que está sendo seguido é de puro sucesso, não podemos negar!

Vem 2021!

Colaboradores Planeta Velocidade

Colaboradores Planeta Velocidade

Período

Categorias

Siga nossas redes sociais