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Vettel: o difícil caminho de volta ao topo

19 de abril de 2021

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Marcio de Luca

Sebastian Vettel foi quatro vezes campeão mundial pela Red Bull Racing, num momento em que a equipe dominava a categoria e trabalhava em seu entorno.

Após isto, ele mudou de equipe, foi para a Ferrari e junto a esta mudança, a Fórmula 1 entrou na era turbo-híbrida. Com isso, o balanço de forças da categoria mudou também, tendo a Mercedes como a grande protagonista neste novo cenário.

Vettel não teve um bom desempenho em Ímola – Foto: Aston Martin F1

Vettel desfrutou de bons momentos na Ferrari, mas não foi capaz de superar Lewis Hamilton da Mercedes e pouco a pouco foi perdendo rendimento a ponto de, em seu último ano na equipe italiana, render muito menos que seu companheiro de time, o jovem Charles Leclerc.

Neste ano, Vettel mudou de ares e de time, chegando na Aston Martin como o provável líder. A equipe, que reingressa na categoria em função do projeto ambicioso de Lawrence Stroll – dono da marca de carros britânica e da divisão de F1, precisava de alguém com a estirpe do piloto alemão para motivar o crescimento.

Mas, este ano que seria o provável renascimento da estrela, não tem sido da forma que a grande maioria esperava: Vettel tem amargado falta de ritmo, apresentando rendimento inferior ao de Lance Stroll, que sabidamente é menos talentoso que o alemão.

Neste momento o que se percebe é que Vettel, aparentemente, está desencontrado dentro do cockpit e isto não tem lhe dando condições de pilotar em alto nível.

O alemão parece alguém passou por um grande trauma e hoje não consegue arriscar dentro de pista e não rende da forma que deveria. Mas há um detalhe nisso tudo: salvo sua autoestima que pode estar abalada, dado ter sido preterido na Ferrari, Vettel não passou por nenhum momento que impactasse tanto no seu rendimento.

O alemão tenta buscar bons resultados – Foto: Aston Martin F1

Ao que parece Vettel não consegue ser competitivo em um carro que não foi projetado especificamente para ele, pois nos tempos de Red Bull tudo era feito ao seu estilo de pilotagem e, nos primeiros anos de Ferrari, a coisa andou neste sentido. Mas a Mercedes era imbatível nesta época, com o piloto não conseguindo suplantar o time adversário.

No sábado Vettel não fez uma boa qualificação e, na corrida, toda sorte de azar rondou seu carro, a começar pela largada do pit lane, culminando em um término prematuro da corrida, abandonando já nas últimas voltas.

É verdade que Vettel pode se recuperar e começar a trazer melhores resultados para o time, mas se a métrica do campeonato for a mesma das duas primeiras corridas, fica difícil imaginar que Vettel chegue a testar os carros da próxima temporada, pois duvido muito que já não estejam pensando que a contratação dele tenha sido um mau negócio.

Para o bem da Fórmula 1 seria ótimo ver um Vettel “recuperado”, mas a realidade parece estar distante disso.

Está foi apenas a sua segunda corrida vestido de verde, mas, com o passar do tempo, menos tempo Vettel terá para mostrar que ainda é um bom piloto.

Marcio de Luca

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