WILLIAMS EM COLABORAÇÃO MAIS ESTREITA COM A MERCEDES: O QUE ISTO REALMENTE SIGNIFICA?

7 de janeiro de 2021

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Marcio de Luca

Como é de conhecimento de quem acompanha a Fórmula 1, a Williams que até o ano passado era comandada pela família de seu fundador, sir Frank Williams, salvo o motor, sempre produziu todas as demais peças que compõe o carro e isto é um grande mérito para o time, porém é também um forma de elevar os gastos da equipe.

Mas, desde meados do ano passado a equipe foi comprada pela Dorilton Capital, o que causou o afastamento da família do time – inicialmente estava previsto que Clair Williams, filha do fundador da equipe, continuasse na organização, mas próximo do final da temporada ela anunciou que deixaria o barco.

E agora o novo patrão ciente que desenvolver tudo dentro de casa onera muito os gastos da equipe, a esquadra de Grove decidiu estreitar mais os laços com a Mercedes, fornecedora de motores e que também desenvolve todas as partes do seu carro. Deste modo a Williams poderá receber peças e componentes que segundo o regulamento da categoria, podem ser repassados entre as equipes, como é o caso da caixa de velocidades, componentes hidráulicos e diversas partes da suspensão, por exemplo.

Este movimento é muito similar ao que tem acontecido com a Haas e a Alfa Romeo, que adquirem diversos componentes da Ferrari, ou o caso da AlphaTauri, que recebe também boa parte dos componentes da Red Bull Racing.

Desta forma, o time poderá focar seus esforços mais no desenvolvimento da aerodinâmica do carro, o verdadeiro calcanhar de Aquiles da equipe, que já de algum tempo é impulsionada pelas melhores unidades de potência da categoria, que além de ser a campeã dos últimos tempos, podemos perceber o poder do seu motor também pela ótima quarta colocação obtida pela Racing Point no mundial de construtores do ano passado (se não fossem descontados 15 pontos devido a penalidade recebida pela cópia dos dutos de freios da Mercedes, seria a terceira colocada).

Mas esta colaboração mais próxima só se dará a partir de 2022, ano que entram em vigor novas regulamentações na categoria e que podem efetivamente mudar o balanço de forças dentro da Fórmula 1. Como neste ano há um certo congelamento no desenvolvimento dos carros, não faz sentido já iniciar a parceria, uma vez que os componentes que são permitidos ser fornecidos entre os times, são exatamente os que não podem ser mexidos.

Desta forma, na próxima temporada teremos apenas a McLaren, das equipes tradicionais do grid (a Red Bull é bem mais recente), como time realmente privado e independente. Mas, como a equipe tem sua divisão de carros de rua e produz suas próprias unidades motrizes, não duvide que no futuro ela se torne ainda mais independente, fabricando também seus próprios motores.

Fotos Divulgação

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