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Zak Brown: Calendário da F1 pode não cumprir as 23 etapas previstas

6 de abril de 2021

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Marcio de Luca

O ano de 2020 foi fortemente abalado pela pandemia de coronavírus, que se alastrou e tomou conta do mundo. A Fórmula 1 também não passou ilesa, porém, com um bom planejamento e mesmo com a temporada só acontecendo no segundo semestre do ano, ainda foi possível realizar 17 corridas.

É bem verdade que algumas destas corridas aconteceram no mesmo circuito e em finais de semana consecutivos, mas aconteceram e isso foi um sopro de vida para a categoria, que a cada plano de iniciar a temporada, era surpreendida com o aumento de casos e via-se obrigada a reprogramar o início das atividades.

Neste ano o calendário já sofreu uma pequena modificação, porém nada similar ao que vimos em 2020: apenas o GP da Austrália foi reprogramado. A temporada iniciou em março, como tem acontecido ao longo dos anos, o que já foi um grande passo.

Mas mesmo com o entusiasmo deste início de campeonato, que ao que tudo indica iniciou como previsto, Zak Brown, chefe de equipe da McLaren se coloca um pouco mais pragmático e realista em relação à temporada deste ano, onde imagina que não seja possível cumprir as 23 etapas inicialmente previstas.

“Vejo que a categoria fez um trabalho fantástico ao conseguir 17 corridas em apenas meio ano e é fantástico que tenhamos começado em março [neste ano], porém imagino que vamos perder uma ou duas corridas. Não há muito tempo, pois como todos sabem o calendário [da Fórmula 1] era de 15, 16, 17 ou 18 corridas, por isso imagino que se conseguirmos realizar 20 corridas ao longo de uma temporada normal do calendário, será um calendário muito completo. Sinto que só temos que ver como as coisas ao longo do ano vão se desenrolar e ver quais os países que podem ou não ser afetados. Estou confiante de que vamos conseguir pelo menos 20 corridas ao longo do período de março a dezembro”, disse Brown logo após o GP do Bahrein.

O que se percebe na fala do dirigente da McLaren é uma grande cautela, mas acima de tudo, um verdadeiro olhar clínico da Fórmula 1 no cenário atual, pois a categoria nunca conseguiu realizar um calendário tão extenso como o previsto, e até mesmo 20 provas como ele sugere que seja possível (e viável) realizar, já será um grande alento para as equipes e fãs do esporte a motor, além de evitar desgastes aos membros dos times, que acabam por trabalhar sobre uma pressão muito maior que o habitual, já que os deslocamentos ao longo do tempo são numa proporção maior, num espaço de tempo menor.

A Liberty Media e a FIA já realizaram um grande trabalho ao colocar o trem em marcha no mês de março como previsto, e ficar abaixo do total de 23 corridas previstas não será demérito nenhum para a categoria – pelo contrário, 20 provas é um número muito bom, porém quanto mais delas forem realizadas, mais felizes ficarão os fãs.

Que o circo não pare com a sua caravana, mas que ela seja sadia para todos.

Fotos Divulgação

Marcio de Luca

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